
É porque a TV é super nova, que a gente tem essas oportunidades, ainda hoje, de ver ao vivo e a cores, a história da TV brasileira acontecer. E as vezes a gente esquece tudo isso, e precisa acontecer alguma coisa pra lembrar. A turma que construiu isso tudo, anda por aí. Alguns na ativa, alguns parados, e alguns partindo, como a poderosa Hebe Camargo. No festival de homenagens que correram o Brasil em todos os meios de comunicação possíveis e imagináveis, uma palavra trouxe a verdade: Unanimidade. Porque ela era e sempre será, uma das rainhas da TV brasileira, um ícone respeitado por tanta gente, colegas ou “concorrentes”, que dispensa maiores comentários. Uma figuraça no palco, descrita sempre com uma positividade de fazer inveja a qualquer pessoa pública, Hebe deixará uma lacuna na TV que conhecemos, e que provavelmente não será preenchida. Porque uma coisa é ser um craque. Outra coisa é ser um craque e ajudar a construir algo gigante. E ela fez isso.
Quando a gente vê o Rei Roberto emocionado, trabalhado na dificuldade de falar, é um sinal. Quando a gente vê a emissora concorrente se derretendo em homenagens em toda a sua concorrida grade de programação, você começa a entender. E aí até a nova geração se atira no google pra pesquisar, pra ver mesmo, de fato, como foi essa história toda. Pra conferir as realizações. Desde participar do recebimento dos equipamentos da primeira TV brasileira (A Tupi), do convite (embora não cumprido) para a primeira transmissão ao vivo da TV brasileira, de apresentar o primeiro programa feminino da TV, e estar até hoje, desde 1950 (Mil novecentos e cinquenta) na nossa telinha. Uma lenda que se despede. E a gente esteve aqui, acompanhando mais este capítulo da história da TV brasileira, que neste momento, perde uma das suas principais personagens, uma das suas embaixadoras. Se a TV brasileira fosse uma empresa, Hebe Camargo, a Primeira Dama da TV Brasileira, seria uma das suas sócias fundadoras.
Bye Hebe.
“Nem mesmo o céu nem as estrelas
Nem mesmo o mar e o infinito
Não é maior que o meu amor
Nem mais bonito
Me desespero a procurar
Alguma forma de lhe falar
Como é grande o meu amor por você”


Mas voltando a questão da abordagem de obras de arte na telinha. As novelas da Platinada são tão fortes, que agora já tem um horário novo, o das 11. Começou bem com o mágico, terminou tragicamente voando rumo a vergonha em forma de pomba. O ritmo das 11 é mais acelerado, o enredo as vezes perde a riqueza, mas aguenta a proposta. Aí vem Gabriela, um clássico sempre aguardado com muita expectativa, justamente no acelerado horário das 11. E começou bem, provocou bem, se instalou bem.




