
É claro que não ia ficar barato para os “Charlies” , Harper e Sheen. E não ficou.
No esparadíssimo retorno de Two And a Half Men, 28 milhões de pessoas assistiram a estréia de Ashton Kutcher como protagonista de um dos seriados de maior sucesso da atualidade. E posso dizer que, provavelmente, não se decepcionaram. Charlie Sheen pagou pela língua, ou melhor, seu personagem Charlie Harper é que pagou. A nova temporada começou no velório de Charlie, com o exército de mulheres que passaram pela mão do conquistador de sexo casual, e fritando o personagem. Caiu sobre ele a dissiminação de DSTs, sexo com homens, dívida com traficantes e o patético final das cinzas de um ex-protagonista, enfim, tudo que fosse possível para que Charlie deixasse o mínimo de saudade possível na série. Como se isso fosse possível. A explicação para sua morte? Não vamos estragar a surpresa, mas era bem previsível que Rose estaria envolvida…
Era evidente que a produção não mediria esforços para deixar o ex-personagem na pior condição possível, principalmente pelo motivo que levou a toda essa novela de cancelamento de temporada, festival de críticas pesadas em público, demissão e substituição de elenco: A semelhança entre a vida do personagem Charlie Harper, e do a vida pessoal do ator que o interpretou por 8 temporadas, Charlie Sheen. Para o bom viciado em Two And a Half Men, ficou bem entendido que cada pancada deixada em Harper, era totalmente direcionada para Sheen. E quer saber? Foi engraçado. Sem querer escolher lados nessa guerra de estrelas, ou julgar se Sheen era sozinho a série, ou fundamental para ela, ou se ela deveria acabar sem ele, o fato é que a bola está em campo, o jogo continua, e boas risadas saíram deste primeiro episódio.

Não demorou muito mais do que metade do episódio, para que Charlie desse lugar à nova estrela da série, o bilionário Walden Schimidt. Ashton entrou em cena trazendo suas características, e seu personagem é o inverso de Charlie, ao mesmo tempo que acaba sendo muito próximo de Charlie. Claro que a construção do novo protagonista da série só irá se mostrar mais adiante, mas já ficou claro que a receita do sucesso com as mulheres continua, tendo em contra-partida um personagem suicida, que não gosta de bebidas, e apaixonado, que faria qualquer coisa pela ex-namorada, Bridget, inclusive deixar de lado o seu bilhão de dólares, conquistado com a venda de um site/empresa digital para o Google. A inserção do personagem é rápida, e a produção não poupou esforços para garantir a audiência feminina da série, deixando Ashton em “pelo” duas vezes no episódio.
Mais uma vez Alan é obrigado a conviver com um conquistador de mulheres, mas dessa vez, um conquistador desajeitado, e no primeiro momento, apaixonado pela ex. Mais uma vez fica um recado velado a Sheen. O astro, não precisa estar imerso em garrafas para fazer sucesso. Na série, com as mulheres, na vida real…

Então, agora é esperarmos pelo desenvolvimento da nova série, pela construção do novo e porque não, moderno personagem, e nos preocupar e dar boas risadas, porque a série já sobreviveu, e certamente será engraçada, a sua nova maneira de ser.

Quem não lembra da saída de Sheen da série, aqui tem.
Curisoso pelo nova cara da série?
Vale a pena ver o novo:
<
Degrau por degrau, a escada é vencida. O corpo acusa uma dor de cabeça imensa, é ressaca. A noite foi de bebedeira, e logo atrás dos tortuosos passos de Charlie, uma bela mulher vai deixando a casa, dizendo “eu te amo“, e ouvindo “obrigado“. É apenas uma delas, a dessa noite. Ainda de ressaca, Charlie ouve algumas boas tiradas da Berta, sua doméstica abusada e metida a engraçadinha, mas como Charlie depende dela até para ligar a cafeteira, sempre paga pra ver.
“Eu assistirei ao meu falso funeral com a presença de minhas falsas ex-namoradas; na TV da minha sala de cinema muito real, com a minha mulher muito real comigo. Fico orgulhoso ao pensar que precisaram de algo tão grande como um trem em alta velocidade para me tirar de cena. Menos que isso seria um insulto!“








