Browsing Posts in Viagens pela Ásia e Oceania

    Dubai Parte III

    No comments


    Chegou a hora de falarmos de alguns núcleos de interesse de Dubai, que não abordamos ainda, e são relativamente próximos. O primeiro deles é uma excelente região para se hospedar: A Marina Dubai. Com vários hoteis, boa parte deles estruturados para receber as festas dos expatriados, tem uma superestrutura a beira mar de lojas e restaurantes. Além, é claro, de uma lindíssima praia. Essa região fica a 25 Km do Burj Khalifa, mas tudo lá é distante mesmo.

    Super ocidentalizada, a impressão é que é mais difícil encontrar um restaurante árabe, do que um fast food ocidental. Nem preciso dizer que tudo é super seguro. Alías, não abordei isso antes, porque nesse quesito Dubai está muito próximo de outro planeta. O risco tende a ser zero. Não há crime, dito pela própria população. Então caminhar pela orla de madrugada, é um espetáculo. Até lá pelas 2 da manhã, muita coisa está aberta. Depois disso, vai ser mais difícil de achar.

    Uma caminhada pela Marina (a Marina de fato, não a região como um todo), ou fazer ela de bike é legal. Mais legal ainda é dar um passeio de barco, tanto de dia, como a noite. Mais uma vez, esses dois passeios fugiram da minha agenda. O diurno alguns amigos foram, e naturalmente acharam imperdível. Dá pra imaginar a vista lá do mar.

    E o noturno, pelo canal, você pode ter uma provinha abaixo. Sem comentários. Outra caminhada muito bacana, é da região da Marina até perto da Palm Island. Dá pra ter uma boa ideia do cotidiano da região, e tem cafés por toda parte para um stop!

    A praia é muito linda, uma parte em construção (estavam quase terminando a roda gigante) deu uma arranhada em um lado do visual, mas a água é transpartente, calma, toda delimitada onde você poder nadar, onde passam barcos e Jets, sem falar na estrutura de banheiros, que é melhor que nossos shoppings. Uma piada. Saiu da praia, coloca a camiseta amigão, não vá dar uma de brasileiro lá que não é legal. Cumpra as regrinhas do bom senso.

    O luxo e a sofisticação está por toda a parte. Dubai é uma cidade para endinheirados, pela essência. Vários amigos moram por lá, e vivem bem ser milionários. Mas a ostentação está pela rua. Hipercarros e hiperprédios, combinam com a super infraestratura de vias gigantescas com várias e várias pistas cortando toda a cidade, limpa, organizada e agradável. Agradável, claro, porque era inverno. Não quero imaginar encarar um dia a 45 graus por lá.

    Falando em luxo, o primeiro hotel 7 (sete) estrelas do mundo é de lá. Claro que é. Burj Al Arab. Sem saber, você já conhece. É o cartão postal da cidade. Só o prédio em si, já é uma super maravilha. Só tem duas formas de visitar o hotel, que fica em uma ilha construída pra ele: Se hospedar lá (não sei quanto custa, e fiquei com medo de pesquisar), ou tomar um chá num dos seus bares.

    Bom, o chá, custa perto de 200 dolares. Barbadinha não? O grupo decidiu não ir. Mas confesso que talvez tenha me arrependido de não ter vivido essa experiência. De qualquer forma, Dubai é quase parada obrigatória para visitar a Ásia, então, talvez em uma próxima vez eu traga alguma foto interna do Al Arab.

    Próximo ao Al Arab, e dando vista pra ele, fica o Souk Madinat Jumeirah. É um complexo com lojas, restaurantes, hotéis, lagos com passeio de barcos, enfim. Parada obrigatória, por pelo menos umas 2 horas. Ele é uma reprodução moderna e luxuosa dos antigos mercados do emirado a céu aberto.

    O passeio de barco é até meio bobinho, tipo Veneza, mas vale a pena pelas vistas que oferece, algumas não tem como alcançar sem o barco. É caro, mas vale. Relaxe, você está em Dubai, não adianta economizar muito, é uma viagem cara. faça compras, escolha um bom perfume peculiar da indústria deles (leva uns 2 dias pra sair o perfume do corpo) e tome um café com calma, curtindo a paisagem do antigo emirado.

    Um pouco distante fica a Palm Island, outro cartão postal da cidade. Claro que a melhor foto é a do satélite, então a melhor representação terrestre da região é o poderoso Hotel Atlantis the Palm Dubai. Fomos com o bus turístico, mas dizem que uma visita bacana é ir com o metrô de superfície, que viaja lá no alto e passa até dentro de prédios.

    É uma região bem residencial, que se paga uma pequena fortuna por um apartamento ou casa. Lá sim, é para bem poucos. Coisa de quem tem grana em nível mundial mesmo. E os prédios são todos iguais…

    E como vivem as pessoas mais normais em Dubai? Tá bem, não estamos falando dos trabalhadores das construções, nem dos taxistas, mas a classe média alta, vai, de lá, reside nas proximidades, em bairros parecidos com as imagens abaixo, com centros comerciais bem organizados, que não são arranha-céus lendários, e que se parecem mais com a arquitetura reproduzida no Madinat.

    Sim, tem mesquitas por todo lado. E na hora de rezar, eles param o que estão fazendo, tiram o sapatinho ou a sandalinha, deixam na entrada da Mesquita, e você ouve pela cidade toda nos auto falantes a oração. Vi taxista com o carro parado, aberto no meio da avenida, fazendo prece na grama ao lado. Realmente é uma cultura religiosa bastante forte, pra gente, impressionante.

    Fotos: Arquivo Pessoal

    Escapando um pouco dos hiperlativos de Dubai, chegamos ao centro velho, região mais antiga da cidade e cortada pelo Creek, um canal por onde circula um poderoso e variado comércio. Uma atividade muito legal é pegar um barquinho, o abra, tanto para cruzar o canal, tanto para fazer um passeio pela região e ver a parte antiga da cidade de um ângulo diferente. Algumas cenas lá impressionam: Aqueles barquinhos, que parecem estar em péssimo estado, de madeira, que você imaginar estar transportando mercadorias de baixíssimo valor, podem estar completamente lotados de centenas de caixas de eletrônicos de última geração. É algo mesmo, diferente.

    O Bur Dubai é o mais antigo bairro da cidade. Lá fica o Dubai Museu, que antigamente era um forte. Essa parte é mais o Oriente Médio que habita nossa imaginação quando pensamos na região. Em função do tempo, não conseguimos entrar no museu, estávamos encaixotados pelo horário de chegar ao Burj Khalifa. Quem foi gostou. Existem representações de pequenos barcos, casas antigas e até bonecos de árabes. Tem toda uma história que explica como um deserto desolado se tornou a Dubai de hoje.

    As imagens de impactam não páram de surgir nessa região. Ultramodernos prédios de dar inveja a Avenida Paulista com grifes mundiais contrastam com a peculiaridade do Creek. O outro lado do Creek guarda o bairro Deira, onde ficam mercados super tradicionais de Dubai, o Spice Souk, e o Dubai Gold Souk.

    As especiarias são uma delícia, de ver, cheirar, e de provar. Os aromas estão por toda a parte, complementados por um ultra colorido de especiarias, frutas preparadas deliciosas dispostas em grandes baldes, doces e mais doces que temos dificuldade de identificar, mas provando é impossível não gostar de alguma coisa! E o preço? Não chegamos a pagar barato, mas desconfio fortemente que o preço saiu conforme nossa pressa e cara de turistas maravilhados com as cores e sabores de tudo ao redor!

    O mercado do ouro é um dos pontos altos de Dubai. É impressionante até mesmo para nós brasileiros, que mandamos tanto desse metal para o mundo na época que éramos oficialmente colônia. As lojas estão por toda parte, mas tem uma região específica que tem até pórtico, avisando que você está entrando na cidade do ouro. As peças são gigantes, algumas parecem armaduras, cobrindo boa parte do corpo.

    Incovenientes: Ao redor de todo o mercado, ambulantes ficam tentando o tempo todo te levar para olhar souvenires, bolsas e relógios. Esses sim, falsificados. Muitos até chamam de réplicas, quando oferecem. Quanto ao ouro e as jóias, muitos dizem que o governo monitora muito de perto esse comércio, que falsificações de jóias seriam uma vergonha para o país, e a partir do rigor das leis por lá, dá pra acreditar nisso. Por via das dúvidas, dá pra optar por lojas mais consagradas. Algumas que lá estão você nos shoppings.

    Nessa região, bem mais do que as outras, a negociação é fundamental em qualquer compra. O primeiro preço sempre vem baseado no que o vendedor achou de você. Ou de quanto ele acha que você pode pagar. É bom ter uma boa noção da cotação do ouro no dia, e ter ciência que o trabalho vale aproximadamente 20 a 40% do custo do peso, na composição do preço. Claro que isso deixa de ajudar se você estiver interessado nas peças com diamante, o que também vale muito a pena, mas já é bem mais complicado de ter domínio.

    Acima, o maior anel do mundo, em uma vitrine de vidro, com o certificado do Guiness ao lado. No nosso país, passariam de caçamba e retro recolhendo tudo, no primeiro final de semana de um lugar assim. Fiquei até com vergonha de perguntar sobre essa pequena pedra, no centro do super anel!

    Fotos: Arquivo Pessoal.

    Related Posts with Thumbnails