Milão

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    Charme.
    Não poderia ser outra a palavra para resumir Milão, a capital mundial da moda. Milão não é o destino ideal, digamos assim, para os mochileiros. Não é. Os hostels são ruins e mal localizados. (Lembrando que Milão é uma super cidade, com mais de 4 milhões de habitantes e um dos principais centros econômicos da Europa). Claro que isso também era de se esperar. cidade mais charmosa do mundo, onde as grifes mais caras do planeta se apresentam, não era para ser mesmo lugar de carregar mochila e dormir em hostel. Mas isso perde toda a importância quando se chega na Piazza del Duomo. Nas fotos abaixo, a Galleria Vittorio Emanuele II, construída no século 19 e repleta das lojas mais importantes da moda mundial.

    Na Via Montenapoleone (foto abaixo) com a Via Spiga fica o chamado Quadrilátero de Ouro da Moda, onde estão Chanel, Valentino, Gucci, Giorgio Armani, Versace e joalherias como Cartier. Além das super lojas, essa região é uma exposição aberta dos carros mais caros que se podem ver pela rua Não é raro ver mais de uma Ferrari andando na mesma quadra.

    Tudo bem, não precisamos ficar tão intimidados, existem várias outlets por perto, onde se podem fazer boas compras das super grifes italianas. Sim, porque encarar a última coleção do Armani não é tirar as moedas do bolso… Mas nas outlets se pode sim fazer ótimas aquisições.

    Nem preciso dizer o quanto é agradável tomar um café na Galleria, assistindo o maior desfile de modas a céu aberto do mundo. E melhor, ininterrupto! Mulheres vestidas a rigor, pedalando em bikes nas ruas centrais, com cestinhos a frente são imagens impagáveis, que só comprovam que tudo nessa cidade é charme.
    Apesar dessa fabulosa vocação de moda, Milão reserva uma das mais fabulosas edificações que já visitei pessoalmente. Uma das mais célebres e complexas construções do estilo gótico do mundo, a Duomo di Milano é na opinião da Artigolândia, a Igreja mais linda desse mundo. Sem muitas palavras, as imagens falam por si.

    Impressionante, não?

    Muito oportuno é apreciar um panini na Piazza Duomo, é impressionante como um simples sanduíche pode ser tão saboroso!

    Não tem nada de diferente dentro, mas são simplesmente muito bons! É um lanche tão imperdível quanto o sorvete de sobremesa, esteja a temperatura que estiver! O sorvete italiano não tem comparações.

    A região central da cidade é muito bonita, as ruas e suas edificações obedecem ao estilo que muitas vezes identificamos aqui no nosso país. Praticamente tudo que é mais interessante a nível de turismo está ao alcance de uma boa caminhada. De qualquer maneira a locomoção não é difícil, o metro é muito eficiente. Ao entardecer a rua central oferece uma vista fantástica, com o Castello Sforzesco ao fundo. O castelo vale uma boa visita, foi construído no século XV e está em excelente estado de conservação. Hoje contempla vários museus temáticos e bibliotecas.

    Para quem gosta de futebol, a direita o estádio da Inter de Milão, com uma arquitetura bem diferente dos nossos estádios.

    O parque Sempione, recentemente recuperado, é um dos lugares mais agradáveis para se caminhar na cidade. Muito calmo, traz o melhor estilo inglês com espaços verdes ricos em plantas e prados abertos. Vale uma caminhada tranquila em um dia ensolarado. Milão realmente não é aquela cidade para ficar colecionando cartões postais de monumentos a cada esquina, mas é uma cidade que consegue ser cosmopolita sem perder o charme que a torna conhecida como capital mundial da moda.

    E-mail bomba!

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    “Severonildo, pega o documento e larga na sede”

    “Re: Aquilildo, tenho mais o que fazer, pega você, não sou teu secretário!”

    “Re: Re: Severonildo, todo mundo sabe que você fica fazendo fofoca o dia todo, faça algo de útil pela empresa”.

    “Re: Re: Re: Aquilildo, sem o devido respeito, vai-te a merda! Que todo mundo sabe que você corre que nem um maluco para todos os lados e não chega a resultado nenhum!”

    É bomba. Normalmente em discussão de e-mails como esta acima, temos gerentes, diretores e colegas copiados. Porque não tem graça bater em alguém se ninguém testemunhou. É aí que o outlook vira ringue.
    Uma das ferramentas de negócio mais revolucionárias da nossa geração, o e-mail, é também um dos maiores meios de transporte para discussões, intrigas, desentendimento e irritações. Em um mundo de negócios cada vez mais pressionado e tenso, turbinado ainda pela crise financeira do momento, as organizações e seus colaboradores andam no limite do equilíbrio. E o e-mail é uma excelente ferramenta para terminar de retirar o bom senso das pessoas, e provocar um efeito dominó de raiva e ataques interpessoais.

    Em menos de 15 dias, assisti de perto (e até participei, dessa vez copiado/de camarote) três eventos desse tipo. Um resultou em funcionário indo para casa no meio de expediente, outro em caso de quase demissão, e outro com direito a uns tabefes e demissão. Não necessariamente da minha organização, porque esse problema é geral. Com graus diferentes, também dependendo do tipo de pressão que a empresa (ou se nicho) opera, mas é geral.

    E não vai parar. Aliás, tende a aumentar. As novas gerações utilizam muito mais os canais virtuais, o que aumenta consideravelmente a quantidade de assuntos resolvidos por e-mail, portanto… Mais galo de rinha para os ringues! Adiciona-se a falta de tempo, problemas que exigem cada vez mais respostas rápidas, pressão, pressão, pressão…

    E para quem acha que nunca viveu isso eu pergunto: Nunca mandou e-mail bomba para uma namorada(o)? Esse problema não se resume ao ambiente de negócios, mas em todas relações interpessoais que caem na rede. E tudo hoje cai na rede.

    A solução é a mesma das discussões normais. Mais difícil por um lado, mais fácil pelo outro. É mais difícil porque sem ver a pessoa se perde metade ou mais da percepção do ênfase da palavra. A linguagem corporal as vezes diz mais do que as palavras, e a falta dessa visão torna muito mais dífícil o controle. O lado mais fácil é que o “contar até 10″ pode ser mais de 10. Ou pode ser um cafezinho… Ou chá gelado… O negócio mesmo é esfriar a cabeça, botar a bola no chão e lembrar que não existe vencedor numa situação dessas. O diretor, ou gerente copiado no e-mail nem se preocupa em quem tem razão, porque nenhum tem. E se tinha, perdeu quando entrou nesse jogo. O big boss só pensa uma coisa ao ler um e-mail bomba: “Onde foi que amarrei o meu cavalo!”
    baixaria@bomba.bum.gr

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