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    Perguntas simples…

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    Todos sabem, mas poucos fazem.

    Quando se fala que o dia-a-dia consome, absorve, e de certa forma até cega, todos concordam. Mas é difícil, muito difícil manter isso em mente de forma a fazer o que precisa ser feito: Se perguntar, de pouco em pouco, ou até de vez em quando, sobre as questões simples da vida. Tem algo que eu precise de ajuda para fazer? O que eu pretendo daqui a 3 anos? E no ano que vem, qual meu objetivo? Meu grande sonho? Isso até podemos fazer, mas a questão que vem a seguir é mais difícil: O que eu tenho feito para cumprir essas metas e chegar mais perto do meu sonho? Que ferramentas ou preparação eu preciso para isso?

    Eu sei quem são as pessoas mais importantes da minha vida, mas eu dou toda a atenção que elas merecem? Ou elas acabam entrando naquela lista enorme da agenda de tarefas diárias que é quase impossível de ser cumprida? Mesmo no trabalho, a pressão nossa de cada dia nos impede de sorrir para  muitos dos nossos colegas, ou mesmo de dar um bom dia como se espera receber. São muitas as perguntas bem básicas que deveríamos ter em mente de forma tão automática quanto a nossa respiração, mas são poucas as que podem fazer uma grande diferença na condução da nossa vida. Aliás, se respirar não fosse totalmente automático, se necessitasse qualquer lembrança que fosse, certamente teríamos milhares de asfixiados pelas ruas estressadas dos nossos pressionados tempo. Neste final de semana participei de uma atividade da empresa, uma atividade que abordou em certa altura todas essas questões, e tudo isso foi instigado. Embora alguns façam uma parte dessas perguntas, embora muitos tenham, mais que outros,  em mente essas vitais questões, a grande maioria fica mesmo imersa no turbilhão da vida de todo dia e deixa em falta muitas das coisas básicas da nossa vida.

    Qual a solução? Quem sabe. Ninguém viveu em tempos tão rápidos antes, como saber? Já tentei de tudo, mas começo a acreditar mesmo que aliar as questões básicas ao turbilhão diário pode funcionar. Então, que tal acrescentar lá na agenda que informa por e-mail as tarefas de todo dia as perguntas básicas que deveriam ser automáticas? Afinal, se toda essa tecnologia foi a responsável por deixar o mundo todo super acelerado e esgotar o tempo de todo mundo, nada mais justo, então, que ela ajude a diminuir essa bagunça…


    Aqui na Capitolândia existem dois programas de rádio, primos próximos, de emissoras concorrentes, cujos integrantes vivem trocando de lado. O engraçado é que eles tocam o cacete um programano outro, uma emissora na outra, e depois trocam. É engraçado. Mas engraçado mesmo é ouvir eles. Tanto um como o outro. As vezes um é melhor, as vezes o outro. Brigaram durante um bom tempo pelo mesmo horário. Finalmente chegaram a conclusão que não adianta canibalizar, e rodam em horários diferentes e consecutivos. Bom para o ouvinte, que se diverte nos dois. Então eu ia para casa essa semana, após um dia daqueles pesados no trabalho, quando ouvi em algum dos programas que não lembro qual era, uma história interessante. Confesso que até tentei procurar na rede algo a respeito, mas não achei, o que é incrível. Mas tudo bem, porque confio naqueles caras, então deve ser verídico o fato.

    Seguindo a linha da Onda, uma professora americana resolveu fazer uma experiência: Disse para seus pequenos alunos, crianças de pouca idade, que o mundo estava acabando. Não consigo imaginar por que razão ela fez isso, mas trilhando a linha positiva, se pode chegar na nossa conhecida frase poética da legião Urbana: “É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã”. Pode. Talvez ela quisesse fazer com que as crianças ligassem para seus pais, que ocorresse enfim, uma comoção positiva nas horas finais de vida. Vendo o lado positivo, né. Porque ela poderia perfeitamente fazer isso só por curiosidade de assistir as reações, que obviamente, foram diversas. Em um dos vídeos que circula por aí, da tragédia do Haiti, uma mulher percebendo e filmando tudo ao seu redor ruindo diz: ” É o fim do mundo!” Então a professora fez uma experiência que certamente muitos já viveram, porque se você mora na cidade que está ruindo, seu mundo está sim acabando. E algumas crianças simplesmente desligaram, desplugaram do mundo, outras começaram a chorar em desespero, e ninguém acabou amando nada dessa situação. O que é o esperado, na verdade. Pânico e não amor. Provavelmente a professora do fim do mundo não conseguiu seu objetivo, se é que ela tinha algum.

    No fim, isso só comprova que nem em momentos que se tem certeza que não há amanhã, é difícil amar as pessoas… Amar as pessoas como se não houvesse amanhã é difícil, muito difícil.Imagine então, quando se pensa que sempre haverá um amanhã…

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