Abu Dhabi

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    Assim como Dubai, Abu Dhabi é um dos Emirados que formam o país, fica a pouco mais de uma hora de Dubai, e é bem maior, e mais forte. Apesar de um pouco menos badalada, pelo menos quando se fala em turismo obras faraônicas, Abu Dhabi é que o irmão mais forte de todo o país. Inclusive em poder político, já que comando o país todo, apesar da certa independência em vários aspectos, que cada um tem.

    Menos turística que Dubai, a cidade de Abu Dhabi que também carrega o nome do seu Emirado não fica pra trás em quase nada. Também tem suas obras monumentais, é uma cidade espetacularmente limpa, organizada, com muitas atrações.

    A principal dela, sem dúvida, é a Grande Mesquita. Mas ela é tão poderosa que vai ganhar um artigo só pra ela. O próximo! Por hora falaremos dos outros encantos da cidade, e são vários.

    Antes de mais nada, devo dizer: O motivo desta viagem, especificamente, foi mais ou menos turismo. Foi… Futebol! Porque a final do mundial do clubes é em Abu Dhabi, e meu time esteve lá. Não levou, é verdade, mas ainda é o segundo melhor time do mundo. Comentei isso não pra me gabar do meu tipo, apesar de poder fazer, mas sim pra explicar que como a viagem não foi só de turismo, o tempo foi bem mais limitado do que o normal, e alguns pecados capitais de viagem foram cometidos.

    Vamos partir logo ao primeiro pecado capital: Abu Dhabi tem um Museu do Louvre, todinho pra chamar de seu. É isso mesmo. Abriu agorinha mesmo, em novembro de 2017. Um mês atrás. Como vocês podem imaginar, não tivemos tempo de entrar, então tivemos que nos contentar em ver a obra de arte do próprio prédio, do arquiteto francês Jean Nouvel. O nome do Museu faz parte de um acordo entre França e Abu Dhabi, que aconteceu em 2007. É tipo, a filial do grandão francês. E é lindo!

    Um dos prédios mais impressionantes de Abu, além, é claro, das centenas de super torres ultra modernas espalhadas pela cidade toda, é o Palácio dos Emirados. Um super hotel de luxo, de proporções intimidadoras. Pra quem não vai se hospedar (é pra poucos, né?) dá pra provar um café com ouro, ou um sorvetinho também enfeitado com ouro. Metal, aliás, que está espalhado pelo prédio todo. É pra gente sentir um pouco o que deve ser desfrutar de tanto poder, e dinheiro.

    O hotel fica na ponta da Corniche, a avenida beira mar super cuidada e ideal pra uma caminhada ou uma bike. Pelo menos agora no iverno. No verão, dizem que não é bem assim caminhar tranquilamente pela rua.

    O Central Market é um Souk muito bacana, com arquitetura lindíssima e várias lojas excelentes para comprar. Aqui levamos o primeiro choque com relação aos preços, tanto de tecidos quanto de souvenirs e outras compras menores. É muito mais barato que Dubai! E sempre que comentava isso (depois de comprar, é claro, que a lei da ngociação impera forte por todo o país), todos riam e diziam: Claro, Dubai é turística!

    A Heritage Village é uma recriação da vida natural no Emirado, uma Vila recriada para mostrar como era em um passado nem tão distante assim, a maioria da cidade. Tem cafés, exposições, oficinas e uma vista deslumbrante da cidade a partir do mar. Curte aí abaixo!

    É uma visita de poucas horas, alguns dizem que não é tão bacana… Bem. Estamos no Oriente Médio. Certamente ver toda a tecnologia, engenharia e progresso impressionantes do Emirado é sensacional, e o principal atrativo. Mas ir até lá, e não conferir como eram as coisas logo ali atrás? Sei não. Pra mim, segue obrigatório!

    Algumas atrações fundamentais da cidade não conseguimos visitar com o merecido tempo, apenas passamos. Uma delas é a Yas Marina, uma marina super bacana, recheada de restaurantes e visuais deslumbrantes. Pra quem curte automobilismo, o Yas Marina Circuit é ali mesmo.

    O Abu Dhabi National Exhibition Center, uma obra de engenharia que se vê em poucos lugares do mundo, um prédio tão lindo. É super centro de convenções, e recebe os principais eventos científicos da cidade. O Aldar HQ, esse carinha aí embaixo em forma de moeda também é uma obra impressionante, por si só uma atração!

    No Etihad Towers fica o Observation Deck que dá uma visão total da cidade, ao melhor estilo Burj Khalifa. Em função do tempo, também não conseguimos subir. Se Dubai foi corrido, fazer Abu Dhabi foi uma tiro de 100 m rasos. Um pecado!

    A outra super atração da cidade que passamos como um raio, foi a Ferrari World Abu Dhabi. Mas essa vou ser sincero, naõ é algo que dedicaria muito tempo, nem se tivesse. E a turma toda vai pra cidade e se entoca lá o dia todo. Dá pra andar de Ferrari (caro e uma baita fila), andar numa hiper montanha russa. É a mais veloz do mundo, pra quem curte, fica a dica.

    Realmente é uma loucura o que os Sheiks conseguiram fazer nos seus Emirados, e no país inteiro. Mas é claro que isso não veio de graça, e nem fácil. Ah, mas ele tem (ou tiveram) muito petróleo. Ok. Verdade. Mas tantos outros também o tiveram, não é? A diferença? Dá uma lidinha na mensagem, que é um bom começo!

    “Future generations will be living in a world that is very different from that to which we are accustomed. It is essential that we prepare ourselves and our children for that new world.”

    Imagens: Arquivo Pessoal.

     

    Dubai IV, o Deserto

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    É uma questão impensável ir ao Oriente Médio, e não passar um tempo no deserto. Simplesmente porque a região toda, é isso. Mais evoluída, algumas vezes até liderando a tecnologia de construção do mundo, caso de Dubai, mas ainda assim, um deserto. Mesmo no centro do centro nervoso da cidade, a areia se faz presente. Basta olhar o horizonte. Isso quando o horizonte de areia não vem a você.

    Então vamos lá, dar uma espiada no mitológico deserto do Oriente Médio. Um deles, pelo menos. Existem vários tipos de programações oferecidas pelas agências de Dubai, pra conhecer o deserto. Desde uma passadinha de poucas horas, até dormir por lá vivendo uma amostra domesticada da vida antiga do povo que vivia por lá.

    Como muita gente que passa por Dubai, está na verdade aproveitando uma viagem para a Ásia, para fazer um stop com a Emirates e conhecer essa cidade única, a tendência é que não se tenha tanto tempo assim por lá. Então é bem fundamental equilibrar bem o tempo, mas nem pense em riscar o deserto do programa. Hiper shoppings é mais fácil de achar. Desertos como lá, nem tanto.

    Minimamente, faça aquele programa mais básico, sair na tardinha, picar numa camionete enquanto os motoras fazem malabarismos com os carros nas dunas, conheça um camêlo, e jante em uma estrutura que o pacote vai oferecer. O ideal? Tendo tempo, viva o pacote completo, durma no deserto! Não consegui dessa vez, mas certamente o farei na próxima! A movimentação na área do deserto usada pelas agências é imensa, são centenas e centenas de camionetas circulando (naturalmente eles se isolam pra você ter a verdadeira sensação de estar solito no deserto), e se vê várias e várias tendas da turma que vai dormir por lá.

    O pacote com jantar sai no inicio da tarde e retorna lá pelas 22 horas. O jantar ocorre em uma estrutura bem feita, é um buffer de comida local (se você é sensível a comida, pega leve, não é um bom lugar pra não ficar legal) e tem um show com dançarinos e dançarinas. Elas são ocidentais, por razões óbvias! É bacana, dá pra entrar no clima da estrutura toda! Um bom dia pra isso é a sexta feira, porque por lá é um dia sagrado, o fim de semana deles é na sexta e no sábado. Domingo é dia normal. Então na sexta muita coisa está fechada. Boa pedida ir pro deserto. Afinal de contas, as dunas não fecham! Com essa parte, encerramos Dubai. Próxima parada, Abu Dhabi!!!

    Imagens: Arquivo Pessoal.

     

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