Browsing Posts tagged Tempo

Um Novo Livro

701 comments

Claro que é um clichê. Claro que todo o ano, ele volta e volta, e dá mais duas voltas e volta de novo. Uma virada de página. Um novo livro, novas promessas, metas, proibições, e mudanças e tudo novo de novo. Ou nada disso, e só palavras. Palavras ao vento, como dizem os sábios orientais, lá do outro lado do planeta bola. Mas o que interesse é que todos se mobilizam, se declaram, se organizam, ou pelos menos tentam fazer isso. E essa tentativa por si só já é válida. Porque é uma espécie de botão da moda. Aquele botão, que toda essa nova geração nasce com, e que boa parte da a minha geração adotou um pequeno, e que as gerações anteriores dificilmente conheceram um. O restart.

A nova geração reinicia tudo com uma facilidade impressionante. Desde um estágio na empresa dos sonhos de toda a sua faculdade, até um namoro que até ontem era o amor da sua vida. Ontem. Não semana passada. A nova geração troca tudo mais rápido do que troca de roupa. Se for em noite de alguma festa pegada, com noite virada, troca realmente mais rápido do que troca de roupa. Mas, pro resto dos mortais, aqueles que não se sentem Super Heróis quase todo o tempo, para aqueles que não se sentem em condições de dobrar o tempo ou surfar em outras dimensões, é mais difícil de apertar o Restart com toda força. É mesmo. Para esses demais, o fim de ano é especial. Ele representa uma oportunidade quase única. A grande oportunidade do ano, de começar uma nova página, um novo volume, uma nova edição toda nova, com pouco ou nenhum compromisso com o passado. Ou com todo o compromisso. Aí, é cada um. Início de janeiro é assim. Diário novo. Linhas em branco. E cada um decide, se continua o que deixou lá no outro, ou passa e régua e vem com tudo novo. Bom início de ano gente boa. Um ano novo que vem diferente dos outros aqui na Artigolândia. Vem volume novo. Diferente dos outros inícios de ano… Pelo menos, no que se refere a passatempos, e letras e palavras, e artigos, e blá, blá, blá.

Tempo, quem tem?

1 comment
Quem tem tempo? Você tem tempo? Mas não estou falando de tempo entre baladas, jantas da galera e cia Ltda do entretenimento juvenil. Nem do tempo de participar do conselho do seu clube do coração, de atividades no clube de vela e dessas coisas de diretor de empresa bem resolvido financeiramente. Estou falando de tempo, de ler, de estudar, de aumentar a produção individual e corporativa.

Eu tenho defendido uma teoria sobre o tempo. E ela é relacionado com a idade. Sim, com a idade, profissional. Vamos exercitar essa teoria juntos (Admitindo carreiras executivas ou profissionais liberais de sucesso ou nesse caminho):

Etapa 1 – Visualizando os dados e as condições de contorno:
-Pense em quantos anos você tem;
-Pense nas responsabilidades que você tem e quanto você atinge delas;
-Agora tente visualizar as fases da nossa vida em uma visão particular, com idades aproximadas, logicamente: Criança (até 15), jovem estudante, (até 22) jovem profissional (até 25), profissional em crescimento (até 35), profissional sênior (até 50), manda-chuvas (acima de 50);
-Tente então, imaginar as prioridades, as necessidades e as responsabilidades de cada uma dessas fases que listamos anteriormente.

Etapa 2 – Compilando as informações:
-Crianças: são crianças, seu papel é absorver o que seus influenciadores tem de bom, formar seu caráter e não fazer nenhuma merda muito significativa como começar a fumar ou viciar em alguma coisa estúpida;

-Jovem estudante: tem uma tarefa dificílima, encontrar sua vocação (pois o sistema de ensino brasileiro é um túnel sem saída em nível de graduação). Depois disso, normalmente tem que aprender, ou aprender e trabalhar para pagar suas contas e continuar sem fazer nada estúpido a exemplo do citado anteriormente. Também precisa fazer festa, socializar e fazer amizades;

-Jovem profissional: Agora a festa está começando. Já declarou ou está prestes a declarar sua independência financeira, está entrando no mundo dos negócios e aprendendo muito mais que na faculdade. Precisa mostrar sua capacidade, fazer contatos e se estabelecer como um profissional sério e promissor;

-Profissional em crescimento: Aqui estão as engrenagens do país. Este cara precisa se sustentar, precisa colocar em prática tudo o que aprendeu até agora, precisa buscar ferramentas extras agora que já tem alguma carga de experiência no mercado (pós, MBA, mestrado, línguas complementares..) e precisa dar um jeito de estruturar sua condição financeira, pois precisa compor sua família… O profissional em crescimento leva esse nome não porque os outros não crescem, mas porque nessa idade, esse profissional precisa crescer na vertical, ou não terá o resultado de sucesso que desenhou.
-Profissional sênior: Em teoria já tem uma certa estabilidade, uma condição de vida mais favorável e tem cancha suficiente para administrar mais tranquilamente as situações. A carrreira acadêmica tende a estar completa e sendo reciclada com cursos menos traumáticos ao tempo disponível. Mas dedicam maior tempo à família;

-Manda-chuvas: Bom, estes em teoria fazem seu tempo conforme sua personalidade. Se é hard-worker, continua a mil. Se é mais família, está mais em casa. Distribui seu tempo conforme sua preferência.

Etapa 3 – Divagando para concluir:

Um tempo atrás marquei com 2 colegas de faculdade e grandes amigos um bate papo. Marcamos as 8. Um chegou 8 e meia, outro as 9. Conversamos meia hora, e na maior parte do tempo o assunto foi a dificuldade de nos encontrar, de manter as amizades e os contatos. Depois de algum tempo, algumas idéias e ações, surgia um grupo multi-disciplinar convidado de vários dos meus círculos de amizades, profissionais, acadêmicos e esportivos. Hoje temos um grupo de mais de 30 pessoas, a maioria entre 30 e 35 anos, e não conseguimos reunir mais de 10 pessoas em um encontro. E eles são mensais. Já passei por 3 das fases, hoje costumo brincar que estou girando as engrenagens desse país. De todas que passei, nada se compara a essa em relação à tempo. Isso considerando que estudei em turno integral no segundo grau, durante a faculdade tinha inúmeras atividades paralelas (não trabalhava, é verdade), mas nada se compara a idade de girar as engrenagens.
Na fase do profissional que está se desenvolvendo, cuidando da carreira e fazendo sua organização crescer e faturar, o tempo vira poeira. Não estou dizendo que essa é a única fase que não tem tempo. As mudanças do mundo globalizado oferecem tanto o que fazer, e tão rápido, que ninguém tem tempo pra mais nada. Mas na idade da engrenagem… Tensão, decisões, responsabilidades, cursos, metas, metas, metas, prioridades, objetivos… Assim estamos todos nós, da banda dos 30 e poucos, girando as engrenagens desse país.