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    Escrevi não faz muito tempo um artigo sobre essa fantástica (pra mim a melhor da história) série de TV, como quem escreve um convite a quem não acompanhou essa tribo na sua odisséia pela misteriosa ilha de Lost. Agora, finalizada a quinta e penúltima temporada, eu volto ao assunto provocando uma discussão aos Lost-maníacos. Qual é afinal, a grande batalha em Lost?

    Após a devida apresentação do seriado, que foi bem longa por que realmente a complexidade é enorme, sempre tivemos um combate em Lost. Primeiro foi nos apresentada a guerra entre losties e “os outros”. Depois soubemos que “os outros” já tinham aniquilado a Dharma. Conforme a série ia desvendando seus mistérios, entendemos que a batalha entre Ben e Charles Wildmore é que era o centro de Lost. Besteira. Ao final da quinta temporada Lost nos apresenta um terceiro grupo, dono de frases código. Esse grupo soa como uma espécie de cavaleiros protetores de algum segredo que não pode ser revirado. Nesse contexto eu já começo a especular sobre a importância das duas caveirinhas abaixo, que apareceram logo no início do seriado, e que talvez não tenham sido apenas mais duas vítimas dos perigos da ilha…

    Aí vem o episódio final, e a idéia central de Lost começa a ficar muito clara. Enquanto o “Black Rock” (barco pirata que na época dos losties estava no meio da ilha) observava de longe a ilha, o misterioso Jacob, de branco, defende que “eles” (leia-se os humanos) deveriam sim chegar a ilha. De preto, o “anti-Jacob” que ainda não tem nome, diz: “Eles chegam, lutam… destroem e corrompem. Sempre termina da mesma forma.” Fica claro que quem traz as pessoas (inclusive os losties) para a ilha é Jacob, e o outro não acha nada divertido a presença de humanos na ilha. E ainda vai além, promete achar uma maneira de eliminar Jacob, e como sabemos do último episódio, ele…

    O lado branco, e o lado negro. O bem e o mal. Dois anjos? Esaú e Jacó (Jacob)? Não se pode esquecer que um dos livros que Sawyer leu na ilha carregava o título de Bad Twin. Todo o mistério de Lost está sim ancorado na eterna briga do bem contra o mau. Quais os mitos e personagens históricos que J.J. se valeu para nos contar esse segredinho é a grande questão agora. No episódio final, Jacob não mais se encontrava na tradicional cabana, estava morando sob a estátua que supostamente é Taweret, deusa egípcia da fertilidade (provavelmente relacionada ao problema de fertilidade que a ilha enfrenta na éra dos losties, e que não enfrentava na éra da Dharma). E a misteriosa pergunta código do grupo de Ilana:”O que repousa na sombra da estátua?” Tem como resposta: “Aquele que salvará todos nós”, dada por Richard, o cara que não envelhece. No gran finale alguém é assassinado, e sussurra: Eles estão chegando…

    Ainda são muitas as teorias de Lost, mas a idéia central não deve fugir disso. Ainda nos resta descobrir se “o incidente” mudou ou não mudou tudo. Mas sou mais da linha “Miles” de pensar: “Vocês já se deram conta que não estão aqui para impedir o incidente, mas sim para cria-lo?” Genial Miles, e se tiver correto, está provado que a linha do tempo não pode ser alterada…

    Mas isso tudo só saberemos no ano que vem, na esperada última temporada do seriado mais sensacional já criado. Até lá, permanecemos Lost…

    Fringe. Com spoilers.

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    J.J. Abrams.

    Mais uma série genial passa pelas mãos criativas de J.J. Abrams, criador de Lost, Alias entre outros. Não tem como negar, e o próprio JJ já confessou: Fringe tem inspirações em X Files, e claro que em Lost também. Fringe é um drama focado em avanço tecnológico, chegando ao limite da nossa imaginação sobre avanço científico. Em Fringe a ciência busca o seu limite. Os 12 milhões de dolares gastos no episódio piloto deixam claro que a produção é muito bem feita, deixando com inveja grandes produções do cinema. A loirinha toda plugada abaixo é a agente Olivia Dunham, uma das personagens principais do elenco. Olivia é recrutada para um grupo muito especial de investigações, que acaba tendo como cérebro o ex-maluco Dr. Walter Bishop, o Einstein da nova geração que já foi colega de pesquisa do homem mais rico do mundo: Willian Bell. Willian é o dono da Massive Dynamic, empresa que está na ponta da tecnologia mundial. A grande sacadade Fringe é que o mundo se tornou o grande laboratório de experimentos de uma organização. Esses eventos são chamados de padrão, e claro que logo a Massive se torna suspeita… Cada episódio da série tem um caso específico com um início e um fim, mas é claro que JJ não ia nos decepcionar, e grandes mistérios vão sendo apresentados e explicados conforme a série transcorre. Bishop tem um filho, Peter, que necessariamente não é o filho original dele, já que no último episódio da primeira temporada… Mas como eu ia dizendo, o misterioso filho de Bishop é tão genial quanto o pai (seria um clone dele?) e também faz parte da equipe, que conta ainda com agentes do FBI que volta e meia são renovados, pois é difícil saber quem realmente não está contaminado…

    Pessoas que explodem, teletransporte, universo paralelo, e um festival de alterações genéticas inundam o mundo de Fringe, fazendo desse seriado um prato cheio para quem gosta de tecnologia, ciência, e principalmente pra quem acredita que enquanto nos espantamos com a nitidez do google earth, existem organizações estudando coisas além da nossa pobre e leiga imaginação. Que tal um gás que se torna sólido e torna um onibus num imenso monobloco? Claro que cheio de pessoas dentro…Ou então um careca que está presente em todas as fotos e registros de grandes desastres ao longo do tempo? Um observador? E sempre com a mesma aparência! Em cada episódio uma experiência diferente, todas relacionadas ao trabalho desenvolvido pelo Bishop no tempo em que ele trabalhava com Willian Bell. Tudo sendo testado em pessoas comuns… E será mesmo que terá sido por acaso a escolha da bela agente Olivia? Ou ela também ganhou super poderes? “Precisamos tornar nossas crianças aptas à enfrentá-los, precisamos habilitá-las para o que está chegando, e assim elas nos protegerão do que está por vir…”

    Fringe encerrou sua primeira temporada no vigésimo episódio, e já tem uma segunda temporada garantida. A cena final? Willian Bell, recebendo Olívia, nas torres gêmeas, enquanto um jornal sobre a mesa traz na capa: Obama inaugura a nova Casa Branca. Vai perder essa?

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