Então, é Natal.

Nikolaus, Papá Noel, Viejito Pascuero, Santa Claus,  Papai Noel ou qualquer outro nome que receba mundo a fora o bom velhinho, não importa. Em trajes de bispo, ou todo de vermelho, gordinho, barbudo e de saco cheio de presentes, o Papai Noel, é uma representação do que recebemos por estar aqui,  presente da vida e, o que fazemos com ela, por ela, e pelas pessoas que nos cercam. Muitas das teorias sobre a origem do Papai Noel nos levam justamente ao ponto do presentear o próximo, presentear quem precisa, as teorias falam em ajuda, falam em amor, não importa a origem do mito, muito menos o seu nome. O que importa é a essência, é o que ele representa, o que importa, é que pelo menos uma vez ao ano, podemos nos inspirar nas luzes, parar, e pensar.

Se foi a Coca Cola que vestiu o Papai Noel com seu moderno traje vermelho, ou se foi o cartunista alemão Thomas Nast, tanto faz. Não importa. O que importa é que temos uma data de referência, e muitas vezes, é exatamente tudo o que precisamos. Nossa rotina, na maior parte do tempo e da vida, nos leva a cuidar do cotidiano, sem tempo algum, ou muito pouco, de reflexão, de olhar mais calmamente por onde passamos, de brincar com a percepção, de flertar com os detalhes do mundo, da vida, com as pequenas maravilhas que tornam este enorme mundo um paraíso. Sim, a vida é o maior presente neste paraíso. Como cuidamos dela, é nossa responsabilidade. O paraíso nos foi dado, e quem dita o modo como ele é aproveitado, somos nós mesmos. O Natal, é uma rara oportunidade, onde praticamente o mundo todo volta para casa, em busca de algo que passa o ano inteiro esquecendo.

Se o Papai Noel vem de trenó com renas encantadas, se ele lê ou não as cartas lá na Lapônia ou no Pólo Norte, pouco importa. O que importa é que temos esta data,  assim como temos nossos heróis para nos inspirar, assim como temos nosso vilões para não se espelhar, assim como temos a virada do ano para brincar de reiniciar a nossa vida e tudo replanejar. O que importa mesmo, é que temos a referência, o momento, a hora da parada. Natal é parar e refletir, é sorrir, é jogar tudo para cima e correr para casa, é ver os seus, é de lembrar dos momentos lá da infância, do primeiro brinquedo recebido, ou mesmo a hora de receber o primeiro brinquedo.

Não a importa de onde vem o mito, e se é verdade ou não, comercial ou não, o importante é aproveitar a data, esquecer a rotina, perceber a vida nos seus mínimos detalhes, e lembrar do espírito natalino, e de tudo de bom que essa data nos propicia a ser, e fazer. O Natal é o nascimento, a vida, é o resultado do amor, é momento onde devemos valorizar e resgatar de onde viemos, onde nascemos, por quem viemos, e para quem vivemos. É o presente da vida, do nascer, do viver. É dia em que o menino que veio por nós nasceu, é o dia que devemos lembrar, e da nossa parte cuidar.

Então, um Feliz Natal para todos!

Imagem: http://jcvovar.wordpress.com