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    Um das regiões mais impressionantes de Dubai, é o núcleo do Burj Khalifa, o Downtown Burj Dubai. Falo em núcleo porque a cidade é assim mesmo. Nucleada. O ponto alto dessa região, obviamente é o edifício mais alto do planeta, com 160 andares e 828 metros de altura. Construído em 6 anos (se fosse feito pelo governo do Brasil ainda estaríamos nas fundações), ao custo de 1,5 bilhão de dolares, essa obra estonteante (pra muitos literalmente) foi inaugurada em 2010. A brincadeira tem 49 elevadores, alguns deles os mais resistentes do mundo (vai acostumando, Dubai tem inúmeras coisas que são do mundo), e outros destinados a conhecer o topo do mundo. Nos andares 123 e 124, fica o observatório.

    Lá se chega em 75 segundos. Isso, setenta e cinco segundos, e você não sente nada, além do estalinhos no ouvido, aquele mesmo da decolagem de aviões. Tem duas maneiras de curtir uma das vistas mais impressionantes do mundo. Uma delas é comprar o ticket At the Top, uns 65 dolares (compre antecipadamente no hotel, na hora vai doer bem mais que isso), agendando o horário preferido. O bacana no inverno é tipo 4, 4 e meia da tarde. Porque escurece as 5 e você vê o dia, o pôr do sol e o inicio da noite lá de cima. E tudo é impressionante.

    A vista é 360 graus, então vai ter mar, vai ter deserto, toda a cidade e suas peculiaridades. Tem souvenires bem bacanas por lá, alguns que não vi em outros lugares. Pegando esse horário, você pode emendar outra coisa imperdível da cidade, que é ali mesmo, no pé do Khalifa, o show de águas iluminadas na fonte. Não é que é maravilhoso. Fica maravilhoso, pelo entorno. É realmente imperdível, vou deixar as fotos darem seu testemunho sem estender o assunto.

    Esse núcleo tem vários prédios comerciais e residenciais de alto luxo, que por si só valem a vista. Se você pegou o bus turístico Hop On Hop Off, ele vai fazer a volta no núcleo, ofertando outras fotografias maravilhosas. Isso se você não estiver hospedado no próprio Dubai Mall Hotel, porque não?

    A outra super atração do núcleo é simplesmente o maior shopping do mundo. Pois é, ele não fica em Nova Iorque. Fica aqui mesmo, coladinho no Burj Khalifa. Nasceu em 2008, com 1200 lojas, hotel, 160 fast food e 120 restaurantes. É tipo, muita cidade reunida. Claro que ainda tem uma pista de patinação, e um dos maiores aquários do mundo, com 33 mil animais marinhos. Coisa básica que qualquer shopping tem. Se você pegou o bus turístico, a entrada do aquário já veio junto. E vale a pena, é muito interessante mesmo.

    Dentro dessa visita tem algumas lojas também, e por incrível que pareça, os preços podem ser melhores do que lá fora. Detalhe de compras em Dubai: Abu Dhabi é mais barato! Fui pra lá no último dia da trip, e já tinha pago tudo mais caro. É porque Dubai é muito mais turismo e negócio, então é mais inflacionada mesmo. O ideal é colocar a visita de Abu Dhabi no meio da trip, pra poder comparar o que você quer levar.

    Bom, o shopping. É um super shopping, então, está tudo lá. Tem avenida fashion, com as grifes mais poderosas do mundo, tem Galerias Lafayette, enfim. Roupas nã vi vantagem, eletrônicos sim. Mas a parte que mais gostei mesmo foi a parte local do shopping, o Souk. Com as lojas deles. Muita coisa bonita, é toda estilizada, dedique um bom tempo por lá.

    No próximo post, vamos ao núcleo Creek, o centro velho de Dubai!

    Fotos: Arquivo Pessoal

    Dubai.

    Sem dúvida nenhuma, Dubai é uma das cidades sensações nos últimos anos. E provavelmente, por muitos mais ainda. A cidade leva o nome do Emirado, um dos sete Emirados que formam o país Emirados Árabes Unidos. É uma Monarquia Absoluta, governada por uma família. Na sua história moderna, teve tratados com a Inglaterra, até a união com os demais Emirados e a formação do país. Sua economia era basicamente petróleo, e com a aproximação do final das reservas, o governo criou um plano, obviamente bem sucedido, para criar a indústria do turismo, comércio, imobiliária e serviços financeiros. Em 10 segundos de pesquisa de imagens de Dubai no google, já se tem certeza que é uma das cidades que precisam ser conhecidas neste mundão.

    Informações Básicas

    Situada no Golfo Pérsico, Dubai tem em torno de 1,5 milhão de habitantes, mais de 1 milhão sendo homens. Mais de 70% dos moradores são expatriados de outros países, principalmente indianos, paquistaneses, bengalis… A língua oficial é o árabe, mas com o inglês não é preciso mais nada para circular pela cidade. A religião oficial é o Islã, as Mesquitas estão por toda a cidade e deve-se ter alguns cuidados com práticas ocidentais para não ter problemas por lá. Por exemplo, nem pensa em beijar em público, é proibido. Bebida alcoólica somente em locais autorizados, normalmente nos bares de hoteis. Também são nos hotéis que a turma de fora se encontra, em bares e baladinhas com um ambiente ocidentalizado. Quanto a vestimenta, é recomendado o bom senso. Em mesquitas não se pode entrar de bermuda e regatas, mas na rua, pelo menos nas regiões centrais da cidade, a bermuda é super normal. Não tem nada demais, apenas respeitar e ter bom senso, que é tudo absolutamente tranquilo. A justiça de Dubai não é controlada pelo sistema federal do país, junto com apenas mais um dos 7 emirados, Dubai tem seus próprios tribunais. Evite olhar para as mulheres nativas. Se alguém reclamar, você estará em problemas. Fotografias delas também não são permitidas. Mas realmente, Dubai é uma arabia adaptada para o ocidente. Não apronte, que tudo é suave.

    A moeda local é o AED (aproximadamente 0,88 do real), é fixa com o dolar, que é bem aceito em lojas e comércios maiores. A moeda que se lava para Dubai, é o dolar. Mas é necessário trocar alguns dolares pela moeda local, para pequenos gastos. O taxi é barato, mesmo sendo a cidade em geral um pouco mais cara, apesar de nada anormal para uma supercidade. Tudo lá é hiper. Os prédios, as avenidas, as ilhas artificiais, a limpeza, o maior shopping, o primeiro hotel 7 estrelas, o edifício mais alto, tudo é hiperlativo. E tudo é distante. A Marina, região bastante internacional, fica a 25 km do núcleo do Burj Khalifa (o prédio mais alto do mundo com seu shopping, o maior do mundo), a 30 km do centro histórico. Então, se você tem pouco tempo, é necessário se organizar para ver tudo.

    O visto de Dubai, no caso de brasileiros (europeus não precisam), sai rápido e custa uns 100 dolares. Mas alguém de lá precisa se responsabilizar pelo visto. Se você viaja via Emirates, ela será a responsável. Se não, o seu hotel é que será. A sua agência de viagem pode dar mais informações sobre isso,, se for por conta, se informe com a Emirates, se não for de agência e nem Emirates, entre em contato com seu hotel, já ciente que ter cobrança extra por isso. Temperatura: Tem duas. Quente, e insuportável. Prefira o inverno. O inverno deles vai a 25, 30 graus fácil de dia, com direito a praia e tudo mais. A noite fica fresquinho, como qualquer praia que se preze por aqui. No verão, eu não fui, mas todos desaconselham. Até a praia fica insuportável, com água tipo sopa e sol que vai te desmanchar. Eles mesmo avisam no bus turístico: Não fique no sol, ou vai virar cinzas. Protetor, obviamente, o tempo todo.

    Conhecendo Dubai na prática.

    Como já comentei, a cidade tem vários núcleos. Pelo menos umas 5 grandes paradas: Marina, região da Palm Island/Al Arab e Madinat Jumeirah, Burj Khalifa e Mall, Dubai Creek (centro velho), e claro, o deserto. Para o deserto, você vai contratar um Safari no seu hotel. Não vai querer ir por conta a um deserto no Oriente Médio, certo? Na cidade, sempre sugiro usar o bus turístico Hop On Hop Of. Em Dubai tem 2 empresas (em 2018, pelo menos), a vermelha é mais abrangente. São várias linhas, 2 horas cada percurso, então aconselho a pegar 3 dias. Mesmo assim, vai precisar de taxi para retornar dos programas noturnos. Ou metrô, fácil também, mas mais limitado. Pense antes na programação, porque muitas coisas tem horários ideais.

    Não achei o super paraíso das compras que muitos falam. Roupas são caras. As lembranças são baratas, o ouro no centro velho é bem barato, reserve um turno para conhecer, comprar e praticar a velha arte da negociação. Eletrônicos tem bons preços, na ocasião um Iphone top custava quase metade do que no Brasil. Como estamos falando de um país completamente diferente da nossa cultura, tem muita coisa legal pra comprar, tecidos, objetos de decoração lindíssimos, a veste clássica deles, o perfume diferente deles, enfim. Isso tudo tem bons preços. Negocie, negociar é cultural. Sem negociar, vai sair bem caro.

    Tempo de permanência? Vou levar em conta que você vai ver Abu Dhabi na mesma viagem, então separa esse tempo, que vamos falar em post específico. Somente para Dubai, 5 noites. fazendo corrido. Algumas atividades tomam quase um dia todo, como o deserto, ou o núcleo Khalifa. Considero o ideal 6 noites. No mais, divirta-se, em uma das mais impressionantes cidades do mundo. A hiperlativa, Dubai. Mais posts vem aí, detalhando cada região da cidade! Até mais!

    Fotos: Arquivo Pessoal

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