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Direto da capital mundial das vuvuzelas, a Artigolândia encerra as transmissões futebolísticas pelos próximos quatro anos. E no fechar das cortinas, no último suspiro da jabulani, temos o Resumo da Ópera, e as Jabulanis da Copa:

O Resumo da Ópera das Vuvuzelas, a Final da Copa:

2010, África do Sul, a primeira Copa em Continente Africano está encerrada.

2010, África do Sul, Alemanha vence a garra charrua, o Uruguai, e leva o terceiro lugar com uma seleção jovem, de futebol diferente, uma seleção que promete retorno. Mas não em 2014.

2010, África do Sul, Holanda, pela terceira vez em uma final de Copa, pela terceira vez derrotada. Jogo justo. A técnica Holanda bate demais, e a Espanha joga demais. Não deu, mais uma vez, para o Carrossel Holandês. Em 2014 também não vai dar.

2010, África do Sul, Espanha, a fúria, pela primeira vez em uma final de Copa, pela primeira vez campeã. Seleção de toque de bola, de jogo ofensivo, paciente,  dessa vez não pipocou. Futebol espanhol, um dos mais ricos do mundo, agora campeão do planeta bola. A Jabulani, vai é para a Espanha!

2010, África do Sul, Forlán, o craque Uruguaio que ficou em quarto lugar é eleito o jogador da Copa. Justiça com a simpática celeste. Bem vindo, Uruguai, de volta ao grupo dos grandes. Mas não se anime, 1950 já passou. E não retorna mais. Muito menos em 2014.

As Jabulanis da Copa 2010, o que ficou para os anais do futebol:

2010, África do Sul, Larissa Riquelme, uma paraguaia, quem diria, direto de Assunção, é eleita a musa da Copa. Muito brasileiros enviarão convites para 2014. Essa pode.

Em 2010, África do Sul, não faltaram zebras e nem torcedor pé-frio. Jagger, que com certeza estava vestindo a camisa da Holanda hoje, terá seu visto reprovado em 2014, já que estaria torcendo pelo Brasil com seu filhote canarinho.

2010, África do Sul, teve papelão com greve, afastamento, corpo mole e tudo mais na seleção da França. Já nossa cozinha, tivemos o Capitão Dunga detonando jornalista da vênus platinada ao vivo, a cores com direito a palavrão para o mundo todo assistir.

2010, África do Sul. Uma das estrelas da Copa não estava em campo, Don Diego Maradona, foi impedido pela Alemanha de tirar a roupa no Obelisco. Os alemães, deixando a Argentina com 4 no 0, impediram o Strip-tease.

2010, África do Sul. Para não sair barato para o péssimo nível de arbitragem apresentada no certame, o lance do único gol espanhol, na prorrogação, nasceu de uma jogada em que o juiz errou. O juiz inglês, que a esposa disse não conseguir controlar nem os filhos, não deu um escanteio para a Holanda, Espanha saiu jogando e fez o gol. Eram 10 minutos do segundo tempo. Da prorrogação. Golden gol. Gol da taça. FIFA aceita pensar no uso de tecnologia na arbitragem, pela primeira vez.

2010, África do Sul, a Copa se despede de África, onde as vuvuzelas não permitiam que se ouvisse a torcida, onde o Cala Boca Galvão reinou e conseguiu a promessa de aposentadoria do Bem Amigos da Rede Globo, e se despede já com o próximo endereço definido:

2014, Brasil. É a nossa vez, mais uma vez.

Parabéns, Espanha. Te esperamos em 2014, com Felipão.

Espero.

Uma final inteira, todinha, inédita. Uma final de novato, contra um país já finalista mas nunca campeão. Os resultados já mostravam, durante a Copa, e aqui comentamos muitas vezes que pelo menos um dos finalistas seria novo, nunca antes campeão. Assim se desenhou, se confirmou, e até exagerou. Teremos dois. Se por um lado apostei certo na Holanda, para mim o país que mais tem merecido vencer uma Copa, pelo seu histórico como um todo, por outro errei feio com a Espanha. Sempre apostei na Espanha pipocando, como sempre fez em outros mundiais que chegou como time sensação. Errei de um lado para acertar de outro. E agora temos essa final de virgens, de toque de bola e jogo aberto. Mesa posta, teremos uma final atípica também em campo? Um jogo franco e aberto de muitos gols?

A Holanda fez o tema de casa, venceu o nosso querido Uruguai, depois de eliminar também o Brasil, e se tornou a carrasca dos sul americanos na Copa. Já a Espanha pegou um atalho, venceu a Alemanha que havia tirado com relativa facilidade Inglaterra e Argentina, o caminho mais difícil trilhado por uma seleção nessa Copa. O jovem time alemão se rendeu e caiu, permitindo essa final de virgens, essa final que de certa forma surpreende. Surpreende mas não tanto, se for levado em conta que a Espanha sempre figurou entre os favoritos, e a Holanda sempre foi seleção de chegada, de cair apenas para gigantes e futuros finalistas/campeões. Surpreende não termos Argentina, Alemanha, ou Brasil na final. Assim como Itália. Em verdade são muitos candidatos para uma festa privativa demais, a festa da final. Neste domingo teremos então esse jogaço imperdível, a celebração do fim dessa grande festa, do maior campeonato do planeta, enquanto na véspera o guerreiro Uruguai tentará mais uma façanha com seu espírito de garra charrua. alemães choram, uruguaios aplaudem o feito, holandeses e espanhóis riem a toa, e agora a única dúvida que resta é quem levará a jabulani para casa…