O carnaval como um todo, não tenho grandes dúvidas, é a maior festa do planeta. Pelo envolvimento quase total do país, pela grandeza, pela diversidade da própria comemoração, e pela riqueza em todos os modos de se comemorar. Fica até difícil em apenas um post tentar descrever a imponência dessa impressionante festa cultural brasileira, então hoje vamos brincar apenas de Rio de Janeiro. Nos próximos dias vamos brincar com todas as máscaras dessa contagiante festa. Vamos brincar com a maior festa da Terra.

Apesar de não ser aquele carnaval da festa propriamente dita, de “girar no salão”, ou seguir o trio elétrico pelas ruas, a Sapucaí é palco de um dos maiores espetáculos que nossos olhos conseguem perceber, em questão de produção, luxo, beleza, em primor técnico e em todos os componentes emocionais que fazem do carnaval de desfiles do Rio tudo o que ele é, e o que ele representa. O fato de ano após ano estarmos vivenciando, assistindo e acompanhando essa evolução dos desfiles tira um pouco da grandeza que ele alcançou, mas se esquecermos por um momento o que já vimos passar pela Sapucaí, o espetáculo cresce e se torna quase um sonho.

O que as escolas de samba nos apresentam nesses fantásticos dias de desfile são exatamente a concretização de sonhos. Dos sonhos dos carnavalescos, dos sonhos dos técnicos, do sonho de cada um dos integrantes dessas agremiações fanáticas, dedicadas, que se precisar deixam de comer ou de comprar um TV nova para que possam pagar sua fantasia. O sonho de estar presente na passarela do samba é muito mais do que vemos, e o que vemos já chega perto do inimaginável. Se existe uma fábrica de sonhos nesse nosso mundo louco, tenho certeza, uma das filiais é na Marquês de Sapucaí.
Quando tento achar comparações ou fazer paralelos aos desfiles da Sapucaí me tomo de uma sensação de orgulho, por de certa forma ser um integrante dessa festa. Se pensarmos na magia do cinema, e colocarmos em pauta a maior produção atual chamada Avatar, tido como um dos filmes mais contundentes no desafio do ser humano de desenhar seus sonhos, ainda assim, ele fica pequeno perto da Sapucaí. O carnaval brasileiro é de uma riqueza quase que inexplicável, é de uma alegria muito menos explicável, é uma festa que não tem paralelos. E continua evoluindo de uma maneira cada vez mais mágica, cada vez mais artística, buscando novos segredos a serem desvendados.
O carnavalesco vencedor desse ano, Paulo Barros é a própria prova dessa evolução rumo ao desconhecido, rumo a descoberta de novos caminhos dessa festa que já parece tão insuperável há muito tempo. É possível superar o insuperável? É. Na Sapucaí tudo é superável, e o segredo revelado por um adolescente pela internet ao gênio criativo residente na Unidos da Tijuca é a maior prova disso. Um desfile mágico, uma festa mágica, no país onde tudo é difícil, a mágica do carnaval é o sonho que impressiona e alimenta nossa alma.

Obrigado Rio de Janeiro. Obrigado Sapucaí. O Brasil sonhador agradece.