BBB tem essa coisa, que cola, que é meio mágica, meio que sem explicação. Porque a gente toda fica meio perdida quando acaba. Naturalmente que se a edição é boa, o período de reabilitação é maior. Bem maior. Mas se a edição é morna, como essa, a sensação parece ser pior. Não sei se maior ou menor, mas sem dúvida é pior. Porque se é bom, é tanta energia e sensação gasta na edição, que a gente cansa de cansar. Termina acabado mesmo. Elétrico, mas acabado. Ainda mais quando a adrenalina baixa. No 9 foi assim, no 10 então, pá. Mas aí terminou, e a gente descansou, e logo em seguida todos já estavam prontos para o próximo. Contando os dias e tal. Uma ReHab positiva. Uma espera por algo legal, que se gosta, afinal.
O problema é mesmo quando a edição é morna. Porque aí não teve energia. E sem energia, tudo fica mais arrastado, menos pegado. E aí termina algo que meio que não começou. Ou começou e não terminou. A sensação que fica, é que BBB morno não tem fim. Não acaba. Fica na gaveta. Simplesmente some no meio do programa, e só retorna uns 13 ou 14 meses depois. Aí sim, é que é dureza. Essa sensação de que nem terminou. Daí fica difícil de esperar por outro.

Mas não vamos fazer. No 11 prometi que não faria. Reclamar até cansar, do BBB. Porque depois do fracasso do 11, a KGB tentou. Tentou o contrário do que foi o 11. Porque o 11 foi cheio de evento, e invenção, e milhares de efeitos especiais e tal. E não deu. Não colou. Não decolou. O elenco era ruim demais. Não teve jeito. Então no 12 Bones e a KGB capricharam no elenco, e nas mudanças. O elenco era bom. Sem dúvida, que o elenco era bom. E as mudanças foram executadas. E pela lógica do fracasso anterior. Muito efeito especial não colou? Ok, então vamos voltar às origens. Padrão lógico, em formato que era bam-bam, e daqui a pouco afundou. Voltou para suas origens, de poucos efeitos especiais, poucas pegadinhas, sem dirigir muito, sem pressionar muito. Não se pode dizer que a KGB não tentou. Ela realmente tentou. Deixou o jogo correr solto, do ponto de vista dos efeitos especiais. Sim, claro, o Bial mete o bedelho. Mete sim. Mas né, é assim já fazem 12 edições. É fato, sempre foi, sempre vai ser. Esse não é o ingrediente que bagunçou o 12, porque ele sempre existiu. Na verdade, não tem muita explicação para o que aconteceu com o 12. Foi tipo, um baita azar. Não teria porque dar errado.

O azar todo foi a limitação absurdamente precoce que tomou conta da edição, quando o grupo mais agitado achou que mandava e tudo, e se jogou contra tudo e contra todos. E quis mandar até no público e morreu, com os próprios tiros invisíveis. E aí afundou todo um grupo de uma forma completamente bizarra. O azar foi o grupo inteiro, seguir quem pulou do desfiladeiro. Inexplicável. Bizarro. Surreal. Então lá vai Bones, azarado, tendo que conduzir uma edição em que a metade agitada da casa, estava morta na segunda semana. E aqui fora, todo o povo querendo exterminar com toda essa metade. O que fazer? Como mexer com a outra metade, que na verdade se reduzia em três caras normais, legais, mas que não giravam sozinhos a engrenagem de um poderoso BBB? O BBB 12 teve um grande azar, um acidente de percurso, foi um foguete que foi lançado com um cabo ainda amarrado. Sem contar o delegado, e aquela novela toda, que amarrou ainda mais uma acuada direção. Eita azarão!
Fico pensando no que Bones está pensando. Será que vou ter que dar palestra, pra mané não se auto-explodir em 7 dias? Que elementos vão precisar retornar? Que elementos precisam ir pra nunca mais voltar? O BBB é uma fórmula complexa, um bicho medonho, enfadonho, imprevisível e incontrolável. Engana-se quem acha que tudo é dirigido, manipulado, com final agendado. Entra ano e sai ano, e vem gente acusando robôs mágicos, teorias mil de conspiração, e tanta coisa. Na verdade, quem sabe, sabe, que a única coisa que interessa pra KGB, é audiência ferver. Aí sim, entra dedão na edição, entra musiquinha romântica que derrete aço, entra perfil de vilão pra chamar camburão. Mas fica nisso. As provas? Ah, as provas. Velho caso atrapalhado. O histórico de micos e vergonhas em provas de BBB é tão extenso, que chega a cansar todas as belezas de todas globelezas. O negócio é atrapalhado mesmo. E sofre pressão do Tio Patinhas, e sofre pressão de canetão que nem acompanha a edição, e é aquela confusão toda. Em toda edição. Incrível, uma TV poderosa como a Vênus Platinada, que produz as melhores novelas do planeta, se enrolar pra fazer provinha infantil pra meia dúzia de juvenil. É um karma. É o karma.
Mas a conversa era mesmo ReHab. Porque toda essa confusão acaba, e a gente fica por aí, esperando mais um que está por vir. Negócio meio bobo, meio mágico, negócio meio inexplicável. Mas pelo menos esse ano temos companhia. Se a gente não consegue explicar a falta que o BBB faz, esse ano, Bones e a KGB nos fazem companhia, tentando entender a sua questão inexplicável. Porque o bendito 12, começou e não terminou. Que bicho esquisito, mordeu essa edição. Quem foi o idiota, que esqueceu de soltar o cabo da nave mãe. Que droga de azar é esse, que contaminou o programa mais bombástico da televisão?
Vem Bones. Puxa o banco, que o guaraná quente tá servido.
Boa ReHab para todos.
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