
Porque BBB também é comportamento.
Laisa teve sorte. Afinal, temos um paredão com um dos avatares de menor torcida na edição, enfrentando um dos avatares de maior rejeição. Porque era pra ser pior, bem pior. Faz a conta aí, em um paredão Laisa x Praia. Contou? Quase bateu no teto, né? Então vamos lá, ver Laisa voar mais baixo do que poderia ser.
O avatar de Laisa fez um jogo suicida, embora quase tenha acertado a mão, em alguns momentos. Provocou sentimentos vários, movimentou a casa, fez e aconteceu no BBB 12, além de pintar e bordar com seu Super. Yuri. Em uma casa sem protagonistas, Laisa gravou seu nome a facão, nessa edição. Revolucionou a casa, mas não soube controlar suas ações e reações. Sempre over, sempre exposta, e quase sempre sem categoria. Pancadas, chutes, comemorações raivosas e os aliados mais rejeitados. Selvagem por natureza, Laisa saiu jogando como parte da selva, como “namoradinha” de Yuri e como a imprevisível da edição. Chegou a sair da selva, entregou boa parte do jogo deles, pichou Rafael, foi pichada por Rafael, atraiu a ira do próprio grupo, e correu para a praia. Foi aceita, e foi usada como voto extra. Lógico que foi. Mas também usou e abusou. Teve mão de Jonas, teve colo de Fabi, teve atenção de Cowboy. Fez cena, chorou, mas voltou a sua origem. Mesmo na selva, Laisa tinha seus inimigos por baixo da mesa, enquanto atirava na praia como se fossem os patinhos da prova da comida. Erro, aliás, que condena toda a selva.

A prepotência da selva de se acharem os donos do jogo. De escolher eliminar, “atirar na cabeça”, de falar em ataque com raiva, de verticalizar o verbo, e ridicularizar os demais. Combinar voto não é ilegal. Mas a maneira, o momento, e como é feito, faz sim toda a diferença. E isso é uma coisa que, curiosamente, muitos não percebem. Deveriam. É só prestar atenção, e descobrir as diferentes reações causadas pela mesma informação, dada de maneiras diferentes, em momentos diferentes. E nisso, a selva é péssima. E a praia, vai muito bem, obrigado. Pena que, a praia levou a sério o nome do seu quarto, e parece estar de férias. Dormindo. Deitada na rede esperando a selva se enforcar sozinha. E aí, selva, o público sempre reagiu da mesma forma. Quem manda na novela interativa, é ele, o público. Não um grupo de participantes, empolgados com o poder conquistado dentro da casa. Ninguém tira o poder do público. E quem tenta, sempre foi arremessado violentamente contra a parede, com 60, 70, 80 ou 88% de rejeição. Arrogância, em BBB, é crime capital. Derramar o dosador do bom senso, salvo as sempre existentes exceções, também. Fatal.

Laisa e Jonas chegaram a ficar próximos, para depois a menina emparedar Jonas com as justificativas mais inventivas da edição. Laisa Também foi capaz de dizer que Cowboy não teria o que justificar para votar nela. Tripudiou e ridicularizou a justificativa do algoz. Ao tempo que, diversas vezes vetou ele, e votava em quem bem entendia, mesmo que não tivesse sentido algum. Vide Mayara. Dois exemplos soltos, em uma montanha das mais ricas. Incoerência total e absoluta. Mas inegável montanha russa sem trilho da edição. Típico de quem se acha dono da verdade. No BBB, só há um dono da verdade. Ele se chama público, e é cruel e implacável. Principalmente, quando alguém tenta se adonar do que lhe pertence: O destino do jogo.

Laisa já foi. Então, bora, para os Rumos do Jogo.
E a grande polêmica da semana foi a reviravolta da prova da liderança. Daquelas Boninhadas históricas. A prova era de sorte, sim, e baseada em informações de plaquinhas, sim. E a prova já havia sido concebida para dar ao povo, o que queria o povo. Poder. Porque essa novela é interativa. E o povo tem sede de eliminar quem ele quer eliminar. E se fica impotente, contrariado, ele esperneia, reclama, e as pesquisas revelam isso. O BBB, assim como todo autor de novela, teoricamente não vai contra a pesquisa de opinião. Claro, isso é uma opinião. E a selva joga mal, joga pra dentro, e derrama prepotência. E se acha dona do jogo. E o público está sedendo por mostrar, provar e comprovar, que quem manda é ele. Mais ninguém. Então, que a prova era isso. Eliminar a vantagem numérica da selva.

Mas, infelizmente, seguiu um histórico de falta de atenção, e deixou furos. Errou, a KGB. E prova com problemas, é oportunidade de arrumar o estrago que a sorte fez. Aí que a prova, segundo consta, teve mais de um problema. E aí, reside todo o problema. Porque se comprovado o erro só do momento Fabi x Yuri, esse momento deveria ser refeito. É a lógica. Não simplesmente alterar o resultado. Mais longe. Se a prova tivesse possibilidade de ter tido outros problemas, deveria ter sido, toda refeita. Mas não foi. E nem Yuri participou, e aí, tudo virou uma “win-win situation” para os desejos dos donos da bola. O público, sedendo, e a KGB, ansiosa por matar a sede do público. Soltem os leões, que o público lotou a arena. Dados na mesa, se foi como foi, a oportunidade fez… o que fez.
Mas heim, falar de ex-BBB é fácil. Difícil mesmo, é achar um ganhador por merecimento, nessa bagaça toda. Vamos lá, fazer um bate bola rapidinho do que anda pegando nesses últimos momentos do BBB?

Vamos. Começamos por JC. O leva e traz oficial da edição, que acabou se vendendo barato, barato, durante toda a jogatina. Sentado no muro, JC sempre votou na praia. E foi até defendido por ela, pelo menos, pela ala feminina. E isso custou caríssimo, para a praia. O mentor. Daí veio a prova polêmica, a selva foi pra parede, e a decisão foi de tentar salvar a própria carne. Como? Joga o carteiro na fogueira, pra ver se queima ou é molhado. Banido da selva, o mesmo JC que pediu proteção aos selvagens, muda de lado e oferece seus serviços “votacionais” aos meninos da praia. Por quantas estalecas, mesmo?
As guerreiras da paz, Kelly e Fabi, principais samambaias da edição, somente são lembradas na hora de contabilizar os votos. Navegavam em mares tranquilos, devidamente protegidas pela aceitação pública da praia, mas exageraram no jogo dos bonzinhos. João do passo certo, tem limites. Buscar a canonificação em um BBB, é sacrilégio. E o excesso de querer parecer as boazinhas da edição, custou a cabeça de JM, e a provável perda, ou diminuição da proteção da torcida praiana. Porque abandonar amigos a própria sorte, em BBB, né?
E o doce do Jonas? O cara que prometia fazer frente aos mandos e desmandos da selva dentro da casa. Não foi. Pelo menos, não na intensidade necessária. A praia, a primeira, segunda e terceira vista, não conseguiria fazer frente a selva dentro da casa. Já fora, não tem nem graça. Mas pra chegar fora, precisa, pelo menos, empatar dentro. Jonas seria o braço armado da praia, mas acabou abduzido pelas inserções as vezes de Rafael, as vezes de Yuri. Sem contar os doces, que já custaram um paredão e uma discussão. Ah sim, claro. Jogador que revela ao inimigo (Renata), que tem medo de ir contra o concorrente (Cowboy) ao paredão, merece mesmo, um doce. Pra ser mais específico, um pirulito.

E o cavalo do Cowboy? O favorito até então. A primeira vista, o menino legal da edição. É, legal. Mas aquele legal que não mexe com o lobo mau. Percebe? Rouba do amigo pra não provocar o inimigo, aponta o perigo, mas não se impõe, não encara, e fica longe do conflito. A guerra pode acontecer. Desde que não seja, claro, no seu território boiadeiro. A fixação por Fabi flerta com a lógica do tabuleiro do Cowboy, e Zorro que deixa Tonto na mão, pode acabar caindo do Tornado.
Vamos de Renata e seus edredons? Há quem diga que depois de Jonas, teve Ronaldo. Mas agora, segundo o próprio Rafael, a fila aumentou. E nesse caso, Monique levou rasteira da fiel amiga, mais uma vez. No mais? Uma obediente samambaia selvagem. Carnívora, claro. Mas com momento cômico, com Yuri e Laisa tocando terror em Rafael e Renata, com Monique de plateia inocente. Doce madrugada selvagem.
E Monique e sua segura insegurança? Surpreendente que, a menina que entrou e caminhou dando de ombros, hoje se autoproclame uma coadjuvante, enfraquecida pela balança, derrubada pelos amigos e amigas, e sendo tratada como o que ela mesmo plantou: Uma obediente sem voz, nem vez. Só peso.
Rafael. O líder intelectual da selva, aquele que arma os paredões e depois nem participa da armação. Aquele que aguentou até agora, pra então arriscar algo de fora, que impõe a opinião, manipula tudo que é bobão, e sai sorrindo como a última opção. O que tem coragem de invadir o QG alheio em meio ao conselho de guerra, o que provoca na cara, e trama nas costas, o que zomba do público e sai rindo da sua própria rejeição. Copiou, malandro?
Outro componente em aberto nesse jogo, nessa rodada, é a reação da eliminação. Yuri, e talvez mais alguns da selva tem a consciência de que essa mexida na prova do líder tinha endereço. E como se dorme com esse barulho? Yuri mesmo, em suas próprias palavras, teme um possível surto após a saída de Laisa. E mais. Embora sempre ter sido um relacionamento cheio de DRs, Laisa abria um canal de diminuição de tensão para o explosivo avatar de Yuri. Como essa bomba relógio fica agora? E como a selva trata de Yuri? E como Yuri, trata a selva, que ele já viu que está perdendo os trilhos… E como a selva trata dela mesma, com a visão cada vez mais clara que o público está todo aqui fora, só esperando, a vez de cada um deles pisar no paredão?
E agora, Brazél?

Bye Bye Laisa. Traz toda sua categoria e imprevisibilidade aqui pra fora. Voando, com o Super Yuri.
E pra quem fica, tudo ganha urgência, a partir de hoje. (By Bial)
![]()
Imagens: Rede Globo de Televisão Sabe como funciona a Artigolândia? Veja aqui. Adicione a Artigolândia no Facebook Seja amigo da Artigolândia




Raio X: Laisa
Raio X: João Carvalho










