Browsing Posts tagged BBB 12

BBB 12, ReHab

844 comments

BBB tem essa coisa, que cola, que é meio mágica, meio que sem explicação. Porque a gente toda fica meio perdida quando acaba. Naturalmente que se a edição é boa, o período de reabilitação é maior. Bem maior. Mas se a edição é morna, como essa, a sensação parece ser pior. Não sei se maior ou menor, mas sem dúvida é pior. Porque se é bom, é tanta energia e sensação gasta na edição, que a gente cansa de cansar. Termina acabado mesmo. Elétrico, mas acabado. Ainda mais quando a adrenalina baixa. No 9 foi assim, no 10 então, pá. Mas aí terminou, e a gente descansou, e logo em seguida todos já estavam prontos para o próximo. Contando os dias e tal. Uma ReHab positiva. Uma espera por algo legal, que se gosta, afinal.

O problema é mesmo quando a edição é morna. Porque aí não teve energia. E sem energia, tudo fica mais arrastado, menos pegado. E aí termina algo que meio que não começou. Ou começou e não terminou. A sensação que fica, é que BBB morno não tem fim. Não acaba. Fica na gaveta. Simplesmente some no meio do programa, e só retorna uns 13 ou 14 meses depois. Aí sim, é que é dureza. Essa sensação de que nem terminou. Daí fica difícil de esperar por outro.

Mas não vamos fazer. No 11 prometi que não faria. Reclamar até cansar, do BBB. Porque depois do fracasso do 11, a KGB tentou. Tentou o contrário do que foi o 11. Porque o 11 foi cheio de evento, e invenção, e milhares de efeitos especiais e tal. E não deu. Não colou. Não decolou. O elenco era ruim demais. Não teve jeito. Então no 12 Bones e a KGB capricharam no elenco, e nas mudanças. O elenco era bom. Sem dúvida, que o elenco era bom. E as mudanças foram executadas. E pela lógica do fracasso anterior. Muito efeito especial não colou? Ok, então vamos voltar às origens. Padrão lógico, em formato que era bam-bam, e daqui a pouco afundou. Voltou para suas origens, de poucos efeitos especiais, poucas pegadinhas, sem dirigir muito, sem pressionar muito. Não se pode dizer que a KGB não tentou. Ela realmente tentou. Deixou o jogo correr solto, do ponto de vista dos efeitos especiais. Sim, claro, o Bial mete o bedelho. Mete sim. Mas né, é assim já fazem 12 edições. É fato, sempre foi, sempre vai ser. Esse não é o ingrediente que bagunçou o 12, porque ele sempre existiu. Na verdade, não tem muita explicação para o que aconteceu com o 12. Foi tipo, um baita azar. Não teria porque dar errado.

O azar todo foi a limitação absurdamente precoce que tomou conta da edição, quando o grupo mais agitado achou que mandava e tudo, e se jogou contra tudo e contra todos. E quis mandar até no público e morreu, com os próprios tiros invisíveis. E aí afundou todo um grupo de uma forma completamente bizarra. O azar foi o grupo inteiro, seguir quem pulou do desfiladeiro. Inexplicável. Bizarro. Surreal. Então lá vai Bones, azarado, tendo que conduzir uma edição em que a metade agitada da casa, estava morta na segunda semana. E aqui fora, todo o povo querendo exterminar com toda essa metade. O que fazer? Como mexer com a outra metade, que na verdade se reduzia em três caras normais, legais, mas que não giravam sozinhos a engrenagem de um poderoso BBB? O BBB 12 teve um grande azar, um acidente de percurso, foi um foguete que foi lançado com um cabo ainda amarrado. Sem contar o delegado, e aquela novela toda, que amarrou ainda mais uma acuada direção. Eita azarão!

Fico pensando no que Bones está pensando. Será que vou ter que dar palestra, pra mané não se auto-explodir em 7 dias? Que elementos vão precisar retornar? Que elementos precisam ir pra nunca mais voltar? O BBB é uma fórmula complexa, um bicho medonho, enfadonho, imprevisível e incontrolável. Engana-se quem acha que tudo é dirigido, manipulado, com final agendado. Entra ano e sai ano, e vem gente acusando robôs mágicos, teorias mil de conspiração, e tanta coisa. Na verdade, quem sabe, sabe, que a única coisa que interessa pra KGB, é audiência ferver. Aí sim, entra dedão na edição, entra musiquinha romântica que derrete aço, entra perfil de vilão pra chamar camburão. Mas fica nisso. As provas? Ah, as provas. Velho caso atrapalhado. O histórico de micos e vergonhas em provas de BBB é tão extenso, que chega a cansar todas as belezas de todas globelezas. O negócio é atrapalhado mesmo. E sofre pressão do Tio Patinhas, e sofre pressão de canetão que nem acompanha a edição, e é aquela confusão toda. Em toda edição. Incrível, uma TV poderosa como a Vênus Platinada, que produz as melhores novelas do planeta, se enrolar pra fazer provinha infantil pra meia dúzia de juvenil. É um karma. É o karma.

Mas a conversa era mesmo ReHab. Porque toda essa confusão acaba, e a gente fica por aí, esperando mais um que está por vir. Negócio meio bobo, meio mágico, negócio meio inexplicável. Mas pelo menos esse ano temos companhia. Se a gente não consegue explicar a falta que o BBB faz, esse ano, Bones e a KGB nos fazem companhia, tentando entender a sua questão inexplicável. Porque o bendito 12, começou e não terminou. Que bicho esquisito, mordeu essa edição. Quem foi o idiota, que esqueceu de soltar o cabo da nave mãe. Que droga de azar é esse, que contaminou o programa mais bombástico da televisão?

Vem Bones. Puxa o banco, que o guaraná quente tá servido.

Boa ReHab para todos.

Na verdade, não tinha muito como ser diferente. Na verdade, a final poderia ter sido outra, poderia ter sido, a final. “Só que não”. Não foi. Jonas, talvez o único com chances reais de duelar com Cowboy, saiu antes. Porque Fabi engoliu os golden boys de Bial nas provas. Humilhou, passeou, e antecipou a final. Mas não, não tinha como ser diferente. Porque essa foi a marca do BBB 12. A grande marca, do BBB 12. Paredões solitários, de julgamentos. Monólogos. Um só votado. O outro emparedado, esquecido, feliz coitado. Um, dois, talvez três paredões, foram de fato paredões. De duelos, de combate, de briga. Os demais? Monólogos. Uma só via. Uma só nota. A nota da rejeição. Na final, afinal, o BBB 12 precisava ser também 12. Monólogo. Paredão de uma pessoa só. Rejeição, em plena final. O exército, de um homem só. Só? Ou só?

Cowboy ganhou porque foi o que restou. Do programa inteiro, sem rejeição sobrou menos de meio. Por erros coletivos, individuais, equívocos inexplicáveis e injustificáveis nos fundamentos da cartilha básica do BBB. Sobrou Cowboy. Jogou? Pouco. No erro do adversário, como toda praia. Porque não precisou fazer mais. Sorte dele. Azar da selva e seus kamikazes. E o resto da praia? Jonas, era o resto da praia. Porque JM morreu pela boca, ainda lá em outros carnavais. As mulheres de areia? Deixaram de ser praia, no momento em que deixaram JM ser afogado na água salgada da selva. A praia, portanto, era o trio. E as camisetas da final só confirmaram isso. Aí para o campeão foi administrar, e torcer para ser uma das duas possibilidades de ganhar o programa. Um Cowboy já tinha levado. Um Mister, nunca. O BBB 12 teve um vencedor pela inércia, como teve da mesma forma tantos outros. Mereceu? 92% podem dizer que sim. Também turbinados pela rejeição da mulher de areia, claro.

O segundo lugar é o segundo lugar. Porque a estatística é o que fica registrado. Mas a história é diferente da estatística. E na história do BBB 12 ficam outros, que não o segundo lugar. Ficam os meninos da praia, fica a escrachada divertida da selva, e fica a vontade de o jogo ter sido diferente, o se… Se, se, se a selva não tivesse se jogado do abismo tão cedo. Se a patuscada coletiva não tivesse enterrado todos eles, se, se, se. Mas como dizem por aí, “se” não entra em campo, não faz gol, não ganha jogo. O jogo está jogado, o campeão declarado, e quem perdeu, apenas entrou e perdeu. Por culpa própria, por demérito próprio, porque o motivo de o público degolar um brother, quem entra na casa deveria saber. Receita pra vencer não existe. Como futebol, cada jogo é um jogo. Mas assim como no futebol, é preciso saber o fundamental. Que se der pontapé, o juiz aplica o vermelho. E quem tá expulso, não ganha mais nada.

Gira a manivela BBB, porque o 13 já está rodando. São 10 novas crianças, que aguardaremos até 2013 para observar, criticar, elogiar, e torcer para que façam a terra tremer. Porque o dia de Maria já passou. O cavalo encilhado já passou duas vezes, e agora queremos mais uma montanha russa.

De BBB 12 ainda falaremos dos principais movimentos da edição, e depois, o blog Artigolândia segue sua vida com todo e qualquer assunto que subir no telhado. Duas atualizações por semana, guaraná quente servido em copo plástico, e bolacha maria crocante. Vem que tem.

A gente se vê por aqui!

Siga o blog no twitter: @artigoleiro
Cadastre-se para receber aviso de novos posts enviando um e-mail para artigolandia@gmail.com
Adicione a Artigolândia no Facebook
Related Posts with Thumbnails