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As 10 mais do 10.

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Último post. Já atrasado. Já sendo atropelado pelo Aprendiz de feiticeiro com chefe novo. Já de volta na Artigolândia falando de assunto sério. Já lembrando de BBB 10 como evento passado. Enfim, encerrando a jornada, a maratona, os quase 100 posts sobre o programa mais amado e odiado da TV brasileira. Mas a despedida do BBB deixo para logo mais, no post só para agradecimentos. Agora, vamos ao último post de olho no jogo jogado. Nas jogadas e nos jogadores, em um bate bola rápido e rasteiro, que já temos muito mais do que falar que de BBB.

As 10 principais jogadas do BBB 10: (Fora de toda e qualquer ordem possível e imaginável)

Um.
Josi, a miss que já entrou saindo, de susto, entrega o anjo para Dourado. Início de jogo, os ex-BBBs são o alvo, um dos dois sairia. Não, não foi uma jogada pensada, nem genial, nem nada. Foi de susto, mas mudou todo o BBB 10, do início ao fim. Sem esse anjo, existia boa chance de Dourado estar fora logo no início do jogo, e como ele foi o vencedor, mesmo que de susto, essa foi uma das jogadas mais importantes do BBB 10. Ah sim, Josi foi eliminada por isso. Mas não, ela não venceria o BBB caso ficasse na casa.

Dois.
Dourado chora. Acuado pela rejeição da casa, isolado, com exigências de que mudasse de comportamento, desaba em conversa com os sarados. O jogo muda fora da casa, o público compra um Dourado perseguido pela casa e o protege. De boi de piranha, Dourado passa para protagonista em uma só jogada. Foi o divisor de águas do programa, que aconteceu cedo demais, precipitando torcidas, tendências, favoritismos e resultados. Foi o choro de 1,5 milhão de reais.

Três.
Após uma prova de resistência, Lia ataca Tessália frontalmente, joga a ex-parceira no paredão e promove quase sozinha a eliminação de uma das grandes promessas do BBB 10. Tessália demorou para se construir com o público, lia bem o jogo, mas só falava e não agia, justamente o inverso do que precisa ser feito. Não tinha defesas, caiu com o ataque. Saiu cedo a promessa.

Quatro.
Alex, com jogo firme, declarado, age forte cedo demais. Chama quem vota nele de “Ratos covardes”, a seguir expulsa Dourado do puxadinho em momento que discutem votação. Se expressa forte demais, cedo demais. Sem torcida formada, é eliminado. Deixou como herança para todo o grupo a rejeição que se formou no levante contra a suposta combinação de votos do outro lado. Recriou a versão 10.0 do Lado A. Poderia crescer no decorrer do jogo.

Cinco.

Lena, após dar o monstro para Fernanda e insinuar que ela e Kadu flertavam e provocar a fúria da casa, tenta abandonar o programa. Praticamente pecado capital em qualquer edição do BBB. É um dos poucos desejos dos participantes que sempre são atendidos pelo público. Pediu, saiu.

Seis.
Angélica, até então com boa convivência com Dourado, ataca frontalmente e declara guerra ao lutador. Sem grandes bases para justificar a atitude, acaba sendo eliminada em um dos grandes, e sem dúvida o mais polêmico e de baixo nível, paredão do BBB 10. Também foi prejudicada pela escolha de amigos para levar ao quarto branco. Serginho condenou a amiga, e Cacau também não mostrou simpatia com a escolha. Dois tiros pela culatra. Era a segunda em popularidade, com a perda de força de Dicesar, possivelmente chegaria a final em condições de vencer. O ataque pode ter partido com base em informações de fora da casa, via Cacau, acerca dos favoritos do público.

Sete.
Dourado reage e em explosão comete o seu maior erro no jogo, discursa fortemente contra Angélica, a repercussão fora da casa é enorme e fortalece a anti-torcida. Mas a torcida do lutador é muito maior, e a explosão acaba não interferindo no resultado, fica apenas como combustível para a polêmica aqui fora. Muita polêmica.

Oito.
Não convenceu. O casal formado por Cacau e Eliéser não mostrou a química suficiente para convencer o público. Com brigas, idas e vindas, conselhos do Bial, rostos virados, e visível incompatibilidade, o público não comprou o casal. Eliéser ainda entrou em discussões individuais com várias mulheres da casa, virou piada, foi desconstruído pelo próprio Bial, e ao vivo. A participação do casal é finalizada com uma atrapalhada imunização do anjo Cacau para Eliéser, que não encara o desafio que tinha proposta com Lia, e deixa Cacau no paredão. Saem em sequência. Claudia deixa de herança ter salvo Angélica, quando Eliéser era líder.
Nove.
Anamara, dona de várias discussões durante todo o programa ia chegando, se fortalecendo. Em um incrível erro de leitura de jogo muda de lado na última hora, se alia a Dicesar e re-compra a perseguição à Dourado com ataques pesados ao já favorito consolidado em pleno paredão com Lia. Sairia vitoriosa, mas provocou a fúria da maior torcida da edição. Talvez tenha perdido um lugar na final.

Dez.
Fernanda, na reta, final, indica Dicesar ao paredão. Essa indicação antecipa a final do programa entre Dicesar e Dourado, e abre a possibilidade de Fernanda assumir a segunda colocação, como de fato ocorreu. Se fizesse o lógico e votasse em Lia, Dicesar estaria entre os 3, e a final teria outra cara. Mas Fernanda não ficaria em segundo.


De dez em dez, encerramos neste post as análises do BBB 10
. Mais tarde, só o post de agradecimentos. Conforme a proposta do blog, não haverá acompanhamento de notícias de ex-BBBs e afins.

Game Over.
Câmbio e desligo. O BBB 10.


E a partir do dia 15,  O Aprendiz Universitário.


Twitter: @artigoleiro

Todas as imagens: Rede Globo de Televisão.

Embora muito ainda se discuta sobre o fato de o Big Brother ser ou não ser um jogo, se os participantes devem viver um personagem ou serem eles mesmos, as últimas edições tem sido ganhas pelos melhores jogadores. Aquele velho papo de bom de coração, grupo do bem, aquela conversa que em outros tempos já teve fundamento, hoje não resolve mais no Big Brother Brasil. Vence quem joga melhor. Uma pena que Massumi não tenha participado em uma dessas edições, onde jogar faz parte (By Bambam) e não é feio e condenável. Foi assim com Max, foi assim com Dourado. E é bem provável que seja assim nas próximas edições. Vence o melhor jogador. E não há receita. No BBB, a melhor máxima é a Darwinista: Não vence o mais forte, nem o mais inteligente. Quem sobrevive é quem melhor se adapta ao que encontra pela frente. Muitos participantes não souberam se adaptar à surpresa da edição, os ex-BBBs, e isso praticamente construiu um campeão. Um jogador pode crescer muito, outro pode entrar favorito e simplesmente ruir. Um candidato a protagonista pode se tornar um mero coadjuvante, e uma isca pode se tornar favorito. Vence quem identificar e impedir tudo isso. Só identificar não basta. O vencedor precisa retirar os adversários que crescem, minar seu contra-ponto, remover adversários diretos, além de lidar com a força dos aliados.

Já se foi o tempo em que colocar o coração na boca vencia BBB. Também já se foi o tempo onde sorteados entravam já como vencedores, já que o público se identificava imediatamente com eles e renegava os “escolhidos” pelo Big Boss. Do ponto de vista do jogo que ele é, da forma como é apresentado por seus diretores e produtores, o BBB amadureceu. Agora é jogo de fato. Sem apelo, sem bandeira, é jogo de identificação e carisma. Ninguém mais ganha porque é minoria, ou porque é o mais velho, ou porque é o mais pobre, ou por qualquer algo parecido. Vence a melhor estratégia, vence quem faz a melhor jogada, e quem consegue escapar das armadilhas dos demais jogadores. Vence quem é adotado pelo público, e o público nunca sabe quem vai resolver acolher. Pode acolher o neutro e quietinho Rafinha. Pode se identificar com Cida. Pode amar o caricato Max. Pode colocar no colo o lutador que ruiu e chorou, Dourado. Pode se apaixonar pelo carismático Dhomini. Pode ajudar Jean a carregar sua bandeira. O público nunca sabe o que irá escolher. Mas escolhe cada vez mais rápido. Uma semana, duas, no máximo três. Essa é a tendência, comunicação rápida, exposição, informação e pronto. Já temos um favorito. Após essa escolha, a torcida se consolida, erros são ignorados, e a guerra fica desigual. Vence, além de tudo, o brother que for mais rápido em cair no colo do público. Como? Pois é, não há receita.


Então, vamos relembrar agora, já com a poeira baixa, as melhores e piores jogadas do BBB 10. E elas podem ser jogadas de uma tacada só, jogadas que mudam o rumo do jogo, ou simplesmente uma estratégia de jogo menos agressiva mas contínua, sem altos e baixos, no melhor estilo campeonato de longa duração. Ou ainda, podem ser as duas combinadas, se o jogo assim exigir. Sem preocupação com ordem cronológica, ou importância para o jogo, vamos misturar e bater no liquidificador as grandes jogadas individuais, as melhores e as piores, e dentro da análise de cada uma, citamos o impacto no jogo do participante e as consequências na casa e nos demais competidores.

Aqui vai uma lista preliminar, que os comentaristas da Artigolândia irão complementando, e na sequência vamos analisar cada uma delas. Vamos então, antes de finalizarmos os trabalhos nesta edição do BBB, Artigolar pela última vez!

As grandes jogadas (melhores e piores), do BBB 10:
- Josi e o anjo para Dourado;
- Dourado chorando como vítima de perseguição e indiferença;
- Lia atacando Tessália;
- Lena tentando sair da casa;
- Alex atacando a casa com “Ratos covardes”;
- Alex e turma expulsando Dourado do puxadinho;
- Angélica atacando Dourado;
- Dourado explodindo com Angélica;
- Angélica e o quarto branco;
- O casal Cacau e Eliéser;
- O casal Michel e Tessália;
- Kadu e sua estratégia de homem invisível;
- Lia e sua estratégia de desconstrução;
- Dicesar e a ausência de estratégia;
- Dourado e a visão do jogo;
- Fernanda emparedando Dicesar;

Leitura pós BBB, Artigolândia.

E a partir do dia 15:


Twitter: @artigoleiro

Nos comentários, os mestres-salas da Artigolândia: Jack, Edu, Balina, Cortez, e Eduardo. Com o Milton, Orkut e pesquisas.
Vamos artigolar teorias?
É autorizada a reprodução total ou parcial deste post, bastando para tanto a indicação do link da Artigolândia como autor, e avisando nos comentários. Obrigado!

Todas as imagens: Rede Globo de Televisão.

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