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Um Novo Livro

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Claro que é um clichê. Claro que todo o ano, ele volta e volta, e dá mais duas voltas e volta de novo. Uma virada de página. Um novo livro, novas promessas, metas, proibições, e mudanças e tudo novo de novo. Ou nada disso, e só palavras. Palavras ao vento, como dizem os sábios orientais, lá do outro lado do planeta bola. Mas o que interesse é que todos se mobilizam, se declaram, se organizam, ou pelos menos tentam fazer isso. E essa tentativa por si só já é válida. Porque é uma espécie de botão da moda. Aquele botão, que toda essa nova geração nasce com, e que boa parte da a minha geração adotou um pequeno, e que as gerações anteriores dificilmente conheceram um. O restart.

A nova geração reinicia tudo com uma facilidade impressionante. Desde um estágio na empresa dos sonhos de toda a sua faculdade, até um namoro que até ontem era o amor da sua vida. Ontem. Não semana passada. A nova geração troca tudo mais rápido do que troca de roupa. Se for em noite de alguma festa pegada, com noite virada, troca realmente mais rápido do que troca de roupa. Mas, pro resto dos mortais, aqueles que não se sentem Super Heróis quase todo o tempo, para aqueles que não se sentem em condições de dobrar o tempo ou surfar em outras dimensões, é mais difícil de apertar o Restart com toda força. É mesmo. Para esses demais, o fim de ano é especial. Ele representa uma oportunidade quase única. A grande oportunidade do ano, de começar uma nova página, um novo volume, uma nova edição toda nova, com pouco ou nenhum compromisso com o passado. Ou com todo o compromisso. Aí, é cada um. Início de janeiro é assim. Diário novo. Linhas em branco. E cada um decide, se continua o que deixou lá no outro, ou passa e régua e vem com tudo novo. Bom início de ano gente boa. Um ano novo que vem diferente dos outros aqui na Artigolândia. Vem volume novo. Diferente dos outros inícios de ano… Pelo menos, no que se refere a passatempos, e letras e palavras, e artigos, e blá, blá, blá.

Esse tal 2013…

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Todo mundo está histérico.

Via de regra, é a melhor definição para um final de ano. As vezes até os motivos são diferentes, bem diferentes. Mas o resultado é quase sempre o mesmo. Agito total, correria total, cansaço total, e as vezes até stress total. Muitas vezes. O fim de ano tem essa coisa toda, de sensação de virar a página, de oportunidade de se organizar, de momento de tudo. Ano que vem isso, ano que vem aquilo… É a renovação das metas, das promessas, das bobagens e das enganações, também. É meio que a hora de tudo. E sobretudo, é um dos momentos que a adrenalina baixa. E quando essa gasolina do novo mundo on line / just in time baixa, o resultado do ano todo aparece.

E ainda tem a coisa toda do final do mundo. Claro que pouca gente acredita nisso e tal, mas é mais um elemento, somado às tempestades, colapso da energia e das grandes cidades. A histeria coletiva pega forte. Porque o que querem sair de férias precisam desovar tudo pra quem fica, pra poder desligar o celular. Quem fica não quer pegar mais nada porque pretende liberar a agenda e entrar 2013 com a cancha limpa pra novos desafios, e tem a turma que só quer se mandar pra praia tomar cerveja, doa a quem doer.

De forma, sistemática, tenho escrito nos últimos anos que esse é um momento. Nem importa muito qual a crença e tal, mas é um momento de trocar de calendário, e talvez até planejar o próximo ano. Só aí, já reside uma oportunidade. Porque no mundo on line, parar um pouco é coisa rara. No mundo corporativo das reuniões, ou na cada vez mais dinâmica vida do casal. Como tudo mais, tem vários lados. E o bom é a oportunidade. Carpe Diem.

Só não vale cair na histeria coletiva. Deixa o vizinho pirar sozinho, o colega dar piti de graça. O grande lança é surfar na onda do fim de mundo, e abraçar o calendário novo com a prancheta na mão. Redesenhar o novo ano, o que é muito clichê, mas ainda assim é um bom momento pra isso. Na verdade, é um momento como qualquer outro. Mas como o “qualquer outro” anda sinucado entre reuniões e ipads, e tablets, e celulares e tudo mais, tá valendo esse momento. Bem ou mal, uns poucos dias, quase todos conseguem respirar. Com sorte, um ar diferente. Aí, vale levar uma prancheta virgem pra desenhar as curvas de 2013. Porque o arquiteto das curvas se foi, mais de um século depois.

Bora lá, então, encarar 2013. Dia 21 já está no fim, acabar como o previsto, não acabou, mas a briga é eterna. Quem cochilar, perde a touca. Vira a página, troca o calendário, faz de conta que tudo vai mandar, rabisca o plano novo de novo, porque só isso já valeu. Somos movidos pelos objetivos que traçamos. E como andamos histéricos por aí, escravos das maquinetas que nos fizeram parecer resolvedores instantâneos de problemas, os velhos clichês enganadores de “agora vai ser diferente” podem funcionar perfeitamente bem. Para nos lembrar do que deveríamos fazer sempre. A oportunidade está aí. Faz de conta que é a Arca de Noé, e embarca. E não esquece a prancheta.

Boas Festas povo feliz do novo mundo que não acabou.