21s08

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    Cielo, mais uma prova de ouro.

    Não poderia, de forma alguma, ficar sem citar o feito totalmente relevante que este brilhante atleta realizou no mundial de natação de Roma.

    Somente uma vez na história um nadador repetiu nessa prova a medalha olímpica e o ouro no mundial. E isso é muita coisa. A prova dos 50m é decidida no piscar de olhos. Sem respirar, sem errar, sem nem ao menos pensar. É uma prova de máxima concentração e total explosão, muscular. Para quem não nada, 50m parece bem pouco. Para quem nada também, é bem pouco. Mas 21 segundos é mais pouco ainda. Quase nada. Quase tempo nenhum, admitindo erro nenhum.

    O melhor, é que não é só Cielo. A natação brasileira vem mostrando uma evolução bastante consistente, nesse esporte de ponta e extremamente competitivo. Nas piscinas e nas águas abertas, o Brasil vem conquistando algum espaço. Em vários esportes isso vem acontecendo. Uso a natação como exemplo porque é também meu esporte, mas principalmente porque é um dos grandes esportes olímpicos. E é justamente nas olimpiadas que mostramos que o Brasil é o Brasil. Nas olimpiadas que mostramos que levaram todo ouro daqui, e só sobrou lata. Nas olimpiadas nossos favoritos fracassam. Mesmo sendo os melhores do mundo, fracassam. Sempre defendi que o fracasso dos nossos inúmeros favoritos, campeões mundiais, e que quase sempre fracassam na olimpiada tem relação com o país que eles defendem. É uma coisa tão absurda para um brasileiro ter uma medalha olimpica, que mesmo ele sendo o melhor do mundo, o feito praticamente fica impossível. Alguns usam a expressão “pipocar”. Eu prefiro ver como herença. Herança de um país que tem medo do ouro. Alguns ganham. Mas isso é menos, bem menos do que o número de medalhas que nossos atletas poderiam trazer. Se não tivessem medo do ouro. Experimente tirar das nossas medalhas douradas, os atletas que treinam fora do Brasil, para ver o quanto sobra…

    Por isso os “Cielos” são tão importantes. Atletas que não tem medo do ouro. E que precisam contaminar os demais com esse absurdo.

    Vale a pena ver de novo:

    É isso aí.

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    Marca é isso aí.

    É impossível não falar de marcas sem lembrar da Coca Cola. Certamente um dos maiores cases de sucesso de todos os tempos, a Coca Cola atravessa gerações na liderança. Não importa o quanto os concorrentes tentem ou gastem em publicidade. Coca Cola é sempre Coca Cola, em qualquer lugar do mundo.

    Provavelmente uma das poucas besteiras que fez na sua história foi viabilizar as tubaínas (refrigerantes locais). Sim, foi a própria Coca que viabilizou as tubaínas. Foi a Coca que capitaneou e apoiou a introdução da embalagem PET no mercado dos refrigerantes, para facilitar a distribuição. O detalhe esquecido é que a Coca já tinha a melhor distribuição do mercado. Pior que isso. A maior dificuldade de todo e qualquer concorrente menor sempre foi o custo com os “cascos”de vidro. Mais caros que o próprio conteúdo.

    Sem o excessivo custo da embalagem, as tubaínas tiveram seu caminho aberto para ampliar a sua distribuição, e ameaçar cada vez mais o reinado da gigante insuperável. Localmente se pode ver marcas vendendo, e vendendo muito refrigerante, mesmo com a blindagem das grandes marcas (não só da Coca) através de acordos de exclusividade com inúmeros estabelecimentos.

    Independente disso, a velha Coca, que na verdade começou como remédio para o estômago, continua liderando. E mais. Todos os outros mudam. Todos os outros atacam a Coca. Mas a Coca não precisa mudar, porque Coca Cola é isso aí!

    A concorrente bate…

    A local esfola…

    Mas no fim… Coca-Cola é isso aí!

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