United Breaks Guitars

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    United Breaks Guitars

    Este é um daqueles casos que nós consumidores vamos a forra! O mundo dos serviços está repleto daquelas empresas gigantossauras, as telefônicas, as aéreas, as TVs a cabo… Todas enormes. São tão grandes que nós, consumidores-formigas deixamos de ter aquela importância. Na totalidade somos seu ganha pão, na individualidade somos nadica de nada. E as gigantossauras não fazem a mínima questão de esconder isso. Casos isolados são tratados como nada mesmo. Te vira aí amigo, que tenho mais o que fazer.

    Mas aí, vem alguém com bala na agulha. E aí que a internet não perdoa. Os espertalhões da United Airlines quebraram o violão do músico Dave Carroll. Tudo bem que acidentes acontencem e coisas quebram, embora não devia. Mas pode. Até aí sem problemas. O músico foi ao balcão, afinal era um violão de 3,5 mil dolares, e claro que mandaram ele plantar uma corda para ver se o violão nascia de novo. Sozinho, porque a United não iria regar a corda. Lógico. Gigantossaura é assim mesmo.

    Após quebrar o pau com a United na justiça, Carroll resolveu fazer uma homenagem à aérea como ele sabe fazer: Fez uma música, gravou, fez um vídeo, e postou. No You Tube. Isso foi no dia 05 de julho. Já tem mais de 4 milhões de acessos e um pedido de tudo que é coisa da United. Desculpas, perdão, pegue aqui seu violão gratuitamente, blá blá blá.

    Não é humor negro não. Mas é muito bom ver as grandonas provar um pouco de pimenta no globo ocular, para saber um pouco que seja, de como é ficar levando trombada e nada poder fazer. Fica a lição para quem quiser escapar de uma saia justa dessas, afinal de contas, o You Tube está aí, e veio para ficar. Lá na hora da verdade com o cliente, é bom lembrar desse detalhe da era digital!

    Ps. : Tomei conhecimento do assunto no Crônicas Urbanas, thanks.

    Foi Henry Ford

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    Então Henry Ford disse:

    “Como se explica que quando preciso apenas de um par de mãos tenha de lidar com um ser humano?”

    Alguém duvida que a maior parte dos problemas que ocorrem no mundo sejam decorrentes do ser humano, e sua complexa natureza? Temos nos esforçado. São milhares de anos de evolução. Milênios de sabedoria oriental, de pesquisa ocidental. São avanços tecnológicos inacreditáveis em todas as frentes, temos construído um mundo diferente, e um planeta doente. Henry Ford estaria orgulhoso dos carros de hoje, das máquinas de hoje, dos motores, de tudo. Mas apesar de todo nosso avanço, tem um fator que ainda não conseguimos controlar. O ser humano.

    Lá nas suas fábricas, quando Ford começou a criar os meios de transportes que até hoje nos levam onde queremos ir, ele pagava mais aos melhores. Buscava aos melhores. Henry Ford pagava o dobro, diminuía a jornada de trabalho. Ele tinha os melhores do mercado. Mas mesmo os melhores do mercado eram seres humanos. Nada, nenhum processo produtivo, nenhuma impossibilidade tecnológica, nenhum desafio espacial é mais complexo e paradoxal do que o ser humano. No ser humano nada é exato. Nada é preciso. Nada é sim, nada é não. As organizações de hoje ainda precisam pagar mais para ter os melhores, seja em dinheiro, seja em benefícios que mantenham seu “pelotão de choque”alinhado e em alerta. Nada mudou. E se Ford ainda estivesse no comando de uma grande corporação, ele ainda teria de repetir a frase lá de cima.

    Os maiores desafios da humanidade nunca foram as máquinas, ou a lua, ou os computadores. Os maiores desafios da humanidade sempre foram, e sempre serão relativos a própria humanidade. Seu pensamento paradoxal, sua contradição existencial. Nossas mentes vão e vem em uma ciranda sem fim, com o início correndo atrás do fim, e o fim sendo igual ao início. As mentes amam e odeiam, motivam e desmotivam, andam e param, conflitam sem saber porque. As mentes criam o que não vêem. Correm porque a ordem era caminhar. Caminham porque voar é mais fácil. O ser humano é o que é sem saber porque é, e muito menos o que é. Uma organização, qualquer que seja, sem um Recursos Humanos forte é acéfala, um robô desnorteado, seja a parte técnica boa o quanto for. O ser humano é paradoxal demais para simplesmente fazer o que precisa fazer.

    Então, eu concordo com Henry Ford.

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