Uma das cidades mais interessantes da Sicília, e do ponto de vista histórico, de toda a Itália, Siracusa tem em torno de 120 mil habitantes. Muito antiga, foi fundada por volta de 730 a.C., pelos gregos e chegou a ser uma das principais metrópolis do mundo clássico. Está quase na ponta mais baixa da Itália, e foi palco de uma das maiores guerras da antiguidade.

    Siracusa foi importantíssima na época da Magna Grécia, chegando a se equiparar a Atenas em alguns momentos da história. A cidade foi palco de várias guerras, com Cartagena, por exemplo. Mas a mais importante foi contra o Império Romano de 214 a 212 a.C. A cidade foi defendida por armas especiais criadas por nada mais nada menos que Arquimedes.

    Uma das invenções para a defesa da cidade era um super guindaste que levantava os barcos romanos e depois soltava para a sua destruição. Ainda reza a lenda que Arquimedes criou um dispositivo que usava espelhos gigantes para incendiar os navios romanos. A guerra exigiu tanto esforço e perdas a Roma que quando finalmente foi tomada, Siracusa foi completamente arrasada, e população morta ou escravizada. Siracusa só caiu pelo excesso de confiança da população durante uma festa que deixou a cidade mal guardada, e posteriormente no cerco a cidadela interna um traidor abrindo os portões para os romanos. Arquimedes, que seria poupado para trabalhar para o império Romano foi morto por engano por um soldado Romano, xingado por Arquimedes na invasão da sua casa por ter atrapalhado um cálculo matemático.

    O coração de Siracusa, a parte histórica e mais bacana de turistar é a pequena ilha de Ortigia. As duas primeiras fotos desse artigo são do Templo de Apolo, bem no centro da cidadela. Fora da ilha de Ortigia a cidade em si é relativamente comum e de poucos atrativos, até meio zoada. Então procure se hospedar na ilha. Existem muitas opções, os preços não são tão assim, baratos, mas vale a pena.

    Ortigia é lotada de restaurantes, cafés, lojas, e muitas atrações históricas. Se permita caminhar calmamente pelas suas ruas principais, mas também por suas ruelas estreitas e antiquíssimas. É uma viagem no tempo! Assim como em toda Sicília, a alimentação é barata e de qualidade. As delícias sicilianas estão te chamando em todos o cantos!

    Ortigia é o ponto de encontro não só de Siracusa, mas de tudo ao redor, então é super agradável estar por ali praticamente vivendo o dia a dia dos sicilianos da região. Pouco se vê turista externo, pelo menos em junho quando estava lá. A maioria é italiano, no máximo alguns europeus de fora da Itália.

    A Piazza Duomo e sua catedral formam um pulmão enorme de espaço e concentração de reastaurantes e bares. Um café sem pressa por ali é quase obrigatório, tanto de dia como de noite.

    O clima é super tranquilo. Não se vê pressa, e dentro da ilha o trânsito é bem controlado, só permitido para locais e taxis. Então aquela loucura siciliana está longe da tranquilidade da ilha. Se não estiver hospedado dentro da ilha, pode estacionar logo na entrada da ilha. Meu hotel ficava bem na entrada, Grand Hotel Ortigia, excelente, vale bastante  a pena. Na beira do porto, café da manhã na cobertura com uma vista maravilhosa, e um serviço bastante acima da média. Bastante mesmo.

    O perfuma das especiarias está presente nas ruelas, doces, temperos… Lojas existem para todo gosto. Desde grifes, com preços não atrativos (assim como em toda Sicília), até souvenires se todos os níveis. E são lindos! Porque a cultura é muito rica e misturada! Algumas são marcas registradas, como máscaras e rostos ornamentados, e estão por toda a parte.

    Se pegar uma temporada de calor, não se empolgue com as ruelas com sombra e protegidas quando sair caminhar. O sol é bem forte e vai exigir a proteção adequada, até porque muitas áreas são desprotegidas. Na ponta da ilha, no forte que veremos no segundo artigo e ao redor da ilha, que é relativamente pequena e bem legal de fazer o contorno.

    Tem um porto super estruturado pra receber barcos de maior porte, pra aquela turma que assistimos pular de ilha em ilha e cidade em cidade na região. O super calçadão abaixo faz parte disso, e é suportado por muitos restaurantes bem legais!

    Assim como na Sardenha e na Córsega, alguns iates são quase uma atração turística. A turma que circula por aqui não é pouca coisa! No próximo artigo, mais um pouco de Siracusa!

    Imagens: Arquivo Pessoal
    #NoFilter

    Agrigento, Sicília

    No comments

    Agrigento é uma cidade nem tão pequena, e bem antiga. São 55 mil habitantes em uma região que já fez parte da Magna Grécia, tempo em que a Grécia colonizava a Sicília e o Sul da Itália. A cidade data de 581 a.C., então se prepare para um turísmo com bastante história!

    É uma cidade para ser feita de carro, porque várias atrações não são logo ali na esquina. Nós caímos ali no final de semana, e ter que devolver  o carro no sábado de manhã (íamos seguir de trem para Palermo), deu um certo trabalho pra completar adequadamente o circuito. O turismo na cidade se divide claramente em 3 partes. O Vale dos Templos, coração da visita, a Scala dei Turchi que fica a alguns km da cidade, e centro histórico.

    As cinco primeiras fotos são do Vale dos Templos, o ponto alto da cidade. São várias ruínas gregas, algumas em ótimas condições que te levam a uma viagem no tempo, e uma sensação nítida de estar em Atenas. É um parque arqueológico realmente muito significativo, e provavelmente tem a ver com a seleção de Agrigento no roteiro. Templo de Juno, Concórdia, Hércules, Zeus, e Castor são os principais.

    Não chega a ser perto do centro, nós acabamos indo caminhando por estarmos em um hotel já na boca do Vale, mas mesmo assim foi um erro. O sol pega pesado, a sensação térmica é pegada e não existem tantos refúgios do sol por lá. Pra facilitar, tem um trenzinho que roda entre os templos, mas não chega a ser a solução definitiva. Tem bar lá dentro, um só.

    Espere boas fotos, pesquise um pouco sobre o que vai encontrar antes, pra curtir o visual já sabendo o que estará vendo. Claro, existem placas contando a história em frente a cada Templo. A região toda tem um visual muito legal, vegetação bem típica.

    A Scala dei Turchi é um conjunto de falésias tão branca que um belo dia de sol deve fazer doer os olhos! Por azar, ou sorte pra todo resto, foram as únicas horas de chuva ou de templo nublado na trip toda, que foi de quase 1 mês. Aí a falta do sol tirou um pouco da cor da água, que de alguns ângulos se revelava com a beleza do mar siciliano.

    No caminho para a Scala, a partir de Agrigento, você passa por um porto muito charmoso, em Porto Empedocle. Uma cidade bem pequena, bonitinha, e de onde partem os barcos para a paradisíaca Lampedusa! Vale uma paradinha rápida! A Scala fica a 13 km de Agrigento, bem tranquilinho. Tem estacionamento perto da Scala, e você vai descer uma escadaria até a praia e depois caminhar em direção as falésias. Tem um bar com um visual espetacular no meio da escadaria.

    O nome das falésias se deve a presença de piratas árabes que eram todos chamados de turcos, eles usavam as falésias como escadaria pra invadir a cidade. Leve tênis, escalar as falésias de chinelo não é indicado. Óculos de sol, claro, e no mais, escolha os lugares para fotografar, caminhe sem pressa pela grande rocha marga. É um passeio de 2 a 3 horas, se você naão parar no bar, na praia ou em Porto Empedocle. Mais é imperdível, se visitar a cidade.

    O centro histórico tem todo aquele estilo, edificações lindas, uma rua central recheada de lojinhas. Estamos falando da Rua Atenea, e a partir dela uma caminhada despretensiosa se revelará bastante agradável. Não esqueça das paradinhas nos cafés, pra provar e provar de novo, e de novo, os doces e especialidades sicilianos. Acredite, vai sentir muita saudade depois!

    Não é tão complicado chega na região central de carro, se estiver hospedado na parte mais de baixo da cidade. Até porque, a cidade vai subindo desde o Vale dos Templos até o centro histórica, e a subidinha pode dar uma boa cansada. Táxi é bem carinho, funciona meio no valor fechado, estilo cidade pequena. Nada de taxímetro em todas vezes que usamos.

    A noite procure pequenos restaurantes típicos, ou, se tiver um hotel mais completo, ele pode te surpreender. Fiquei no Colleverde Park Hotel e foi um achado. Fica no meio do caminho entre o centro histórico e o Vale, fácil acesso, uma ótima estrutura apesar dos quartos mais simples. Vista (abaixo) para o Vale dos Templos com um jardim magnífico, cadeiras, pergolados e um restaurante excelente!

    Imagens: Arquivo Pessoal
    #NoFilter
    Related Posts with Thumbnails