Tudo tem seu preço. Tudo.

Até o que é bom, acaba revelando uma continha, mais dia, menos dia. No twitter, essa mídia social que conseguiu inovar em um campo de inovações, não foi, ou tem sido, diferente. O diferencial do twitter, por incrível que pareça, é tornar o já imediato mundo conectado, em mais imediato ainda. Para quem achou que não fosse possível, foi. O que vem depois disso? Quem sabe. Mas ele está aí. Mais instantâneo do que qualquer outro meio, muito lido, acompanhado, e com altíssima, mas altíssima mesmo, repercussão. Tem outro  diferencial do twitter aí, esse não menos relevante: Seus usuários. No twitter, todo mundo brinca. Até o ancora do Brasil, brinca de twitter. É, até o Bonner twitta, no @realwbonner. Confesso que acho esquisitão, né, um cara como ele, ficar lá, de gracinha. Não combina. Sei lá. Impressão minha mesmo.

Bom, mas e o que uma ferramenta como essa pode ter de censura? Não seria o contrário? Não é o twitter o cúmulo da liberdade de expressão? Pois é. Por isso mesmo. Tudo o que é demais, tem consequências. A instantaneidade do twitter é tanta, que não tem revisão, não tem pensar duas vezes, não tem baixa repercussão e edição. Aqui, e em qualquer blog, via de regra o autor escreve, finaliza, lê, visualiza o post, lê de novo, e então posta. São momentos para analisar o português utilizado, a linguagem, as imagens, o conjunto do post, mas também é um momento, mesmo que rápido, de reflexão sobre as ideias colocadas. E como elas são colocadas, o que as vezes é mais importante do que a ideia em si. No twitter não. Lá, o que se pensa é jogado aos passarinhos. E os passarinhos voam longe, muito longe, e sempre existem muitas cabeças embaixo. Então, quando o passarinho solta, com o perdão da palavra, mierda, o mundo virtual vira a mesa. Ah, e como vira. Temos visto frequentemente, revoluções e mais revoluções sobre posts no twitter, tanto de anônimos, quanto de personalidades com milhares de seguidores. Lembram nas eleições, a menina aquela, preconceituosa? E recentemente, os comediantes? Vários deles, porque né? Comediante tira sarro, e tira de tudo. Claro, tem coisa que não é bacana tirar sarro, então a instantaneidade do twitter, e sua total impossibilidade de voltar atrás e recuperar a palavra, se torna uma espécie de censura sim.

Censura também é repreender, condenar, criticar até o ponto de intimidar. E essas movimentações anti-mierda no twitter não intimidam? Penso que sim, viu. Quem leva uma escovada dessas, vira trending topic, e em seguida cai nos portais...Sim, porque os portais agora se alimentam do twitter. Os passarinhos soltam, e os portais adotam, e transformam e notícia relevante. Então essa turma que sofre essa super repreensão do mundo  twitter, que vira portal e mundo real, começa a ficar intimidada. Fica sim, porque sai deletando o que escreveu, e no dia seguinte, certamente, não usará o twitter como usava antes.

Ah, mas então o twitter não é bom, os usuários estão errados? É ruim criticar, repreender?

Não. Claro que não. Pessoalmente, adoro criticar no twitter, e aqui mesmo, e acolá. Os twitteiros são os jornalistas modernos, e nessa nova modalidade, nem os jornalistas e midiáticos clássicos, e muito menos os próprios twitteiros estão livres do próprio veneno. No twitter, não há perdão. A mínima palavra mal usada, poderá e será usada contra você, instantaneamente. O único ponto cômico, dessa história toda, é que com isso a imprensa acaba provando do próprio veneno. Que é muito mais fácil criticar a tudo e a todos, do que efetivamente fazer, todos sabem. Sim, é papel da imprensa, tudo bem. O divertido é que agora, se a imprensa pisa na bola, a corneta popular pega fogo no twitter, fazendo com que quem é acostumado a só criticar, receba também, suas próprias doses do mesmo veneno.

Twitter Cop.

Estamos de olho em você!