Aí está uma coisa que não fecha. Sempre que ouço alguma coisa sobre o Chile, logo lembro de Viña del Mar, da bela Santiago, daquele país maravilhoso que visitei e vivo querendo voltar. Acho o Chile simpático, interessante, bonito, enfim. Mas já quando o assunto é futebol, as coisas não casam. Não consigo associar ao país que tanto gosto. A seleção chilena me parece algo distante, algo problemático, não sei explicar. Talvez aquele evento do goleiro que simulou uma agressão, talvez simples implicância, talvez até a falta de relevância. Pois enfim o Chile, que não vencia em Copa do Mundo desde 1962, desencantou, desenrolou a retranca de Honduras, e venceu o jogo. Era um alerta, do que viria na rodada de dois dias da Artigolândia na Copa...

Eu alertei, ainda no último post, sobre o homenzinho da pipoca da Copa 2010. O homenzinho da pipoca não falha. E nos últimos anos, ele tem se apresentado na copa com uma camisa vermelha, um camisa espanhola! Não é a primeira, e talvez não seja a última vez, que a Espanha chega como revelação, time do momento, como a favorita de fora do eixo das gigantes, e acaba fazendo pipoca. Mas é verdade, assim, tão cedo, nem eu esperava. E contra a Suiça, menos ainda. A Espanha pipocar em Copa eu já sabia. É seleção tipo a de Portugal. Não é seleção, é palco de disputa de poder entre os times nacionais, é cabo de guerra. E foi mesmo contra a Suiça que a pipoca estourou. Qual é mesmo o primeiro esporte suiço? E o segundo? Certamente não é o futebol. Pois é, mas foi. 1x0 Suiça, foi pipoca com chocolate suiço. Chique, pelo menos.

E já que até o Chile venceu, o Uruguai não poderia deixar barato e ser a única seleção sul americana a ir mal. E não foi. A celeste cometeu o crime. Goleou a dona da casa, sabotou a festa nacional, e talvez tenha determinado a ausência dos donos da casa já na segunda fase da Copa. Uruguai 3, África do Sul zero. Seria um resultado a ser comemorado por aqui, já que poucos não são simpáticos a celeste guerreira e sofrida dos últimos tempos. Pena que a vitória deles tenha um impacto tão grande no canto da Copa, na alegria do certame, no clima já gelado da África. Bafana, Bafana, Bafan... Abafou.

E lá vem eles. Nossos hermanos, eternos rivais, costurando e aumentando seu favoritismo. Junto com a Alemanha, creio eu, a Argentina é o grande nome da Copa. Traz Messi, um dos melhores jogadores da atualidade, e chega com pose de candidata, rumo a segunda fase da Copa. A Argentina passeou na Coréia do Sul, foi de quatro a um, ao natural e com tranquilidade. Com tudo aquilo que o Brasil não teve contra a "sua" Coréia. A Argentina chega chegando, a Alemanha chega chegando, enquanto o Brasil ainda não chegou. Será que chega a tempo?

Sokrates Papastathopoulos. Não há como deixar de citar um nome como esse! Sokrates tentou, logo no início do jogo, um gol lá do meio da rua. Um gol inédito, o primeiro gol dos gregos na história das copas. De novo: O primeiro gol da Grécia em Copas do Mundo. Pode? Pode sim. Aconteceu. Não esse do meio da rua, mas aconteceu o primeiro gol. E não foi um só. Foram dois. Dois a um na Nigéria, mais uma seleção africana que fica pendurada, depois da situação complicadíssima da anfitriã África do Sul. Se existia esperança no continente das girafas, elas foram vencidas pelas zebras! Mas a Grécia merece,  afinal, tanta história e nenhum gol em Copa? Injusto demais! Sorria Grécia, agora você entrou no planeta bola!

E já que a Espanha pipocou antes da hora, já que os donos da casa caíram para a celeste, já que o Chile finalmente venceu de novo, já que a Grécia fez o primeiro gol em Copa da sua vida, porque não o México mandar logo a França para casa? Manda logo! Já que chegaram na Copa pela mão-caráter de um jogador, já que nas últimas copas tiraram a cereja do nosso bolo, porque já não vai logo para garantir? E o México fez sua parte. Agora falta pouco, já que o México deixou a francesinha aí do lado, com duas bolinhas na rede.

Tadinha. Que nada, amanhã têm Alemanha, e quem sabe a Argélia apronte e cometa outro crime com os ingleses?

Imagens: Portal Terra