A receita era belga. No país que tem a maior festa popular do mundo, o carnaval da Sapucaí, a mestre sala da abertura da Copa era belga. Nada no mundo, chega perto do carnaval que passa pela Sapucaí. É uma das poucas coisas, em que nada no mundo chega perto. A maior festa popular do planeta. Em beleza, em grandiosidade, em perfeição. 10, 10, 10, 10, tudo é decidido nos milímetros, em uma festa quase perfeita. E a abertura da Copa, leva a assinatura de uma belga. Uma abertura pobre. Simples, feia, simplória. Claro que nenhuma abertura de copa se compara a abertura de olimpíadas, mas essa, foi uma das piores. Isso, se não foi a pior. Uma festa de colégio.

Simplória, vazia, a abertura da Copa deixou a desejar em praticamente todos os sentidos. Não teve brilho, não teve emoção, não "encheu" o estádio, e nem os olhos de ninguém. Teve vaia para a presidente, claro. Teve vai pra FIFA, claro, e não arrancou grandes aplausos de ninguém. A abertura foi mais ou menos como a ridícula escolha do animal símbolo. Em um país alegre, que carrega na bandeira cores vivas e vibrantes, com milhares de espécies coloridas e que representam a alma do Brasil, o mascote é o cinzento, triste, feio e sem graça tatu bola. Não uma arara, não um tucano, mas sim um tatu bola. A abertura da copa foi por aí. Sem pé nem cabeça. Nada a ver com a capacidade criativa que temos no carnaval. Justamente no que temos de melhor, não estamos aproveitando. Estamos fazendo feio, com as poucas coisas que temos melhores que as grandes nações: A criatividade, as cores, a alegria, e inspiração da maior e mais grandiosa festa popular do mundo.

A própria alegria de receber uma copa, se foi. Se é que algum dia existiu. Em todas as outras copas, as ruas estavam coloridas, o país parava. Tudo era verde e amarelo. Embandeirado e tal. Agora não. Tudo é cinza e sério como um tatu bola. O país inteiro se inspirou no mascote. Se enrolou, e se enfiou embaixo da terra. O país do futebol deu as costas para o maior momento do futebol, quando ele aterrissou em seus braços. É o custo Brasil.

E agora a bola está rolando. Mas aí, já é conversa para mais tarde...