Caiu a campeã. Perdeu, sem ganhar nenhuma partida, a vaga nas oitavas, a campeã do mundo Itália. Vai embora da África envergonhada, como se não tivesse passado pela Copa. Em jogo de segundo tempo movimentado, jogo de 5 gols, de patéticas falhas da defesa justamente na seleção que sempre defende bem, o time de Cannavaro e Buffon coloca em campo a maior zebra da Copa. Até aqui. Porque essa copa cada vez mais mostra uma possibilidade de termos um campeão inédito. Nessa rodada foi a vez da Eslováquia, herdeira do futebol tchecoeslovaco, duas vezes vice-campeão do mundo, que cometeu o crime. França e Itália já foram, e Alemanha e Inglaterra se engalfinham logo ali. Restam Brasil e Argentina para defender os grandes. Porque os pequenos estão chegando...

Em festa. Assim terminou a tensão que viveu a poderosa Alemanha ontem, na rodada decisiva para a classificação da seleção. Uma superpotência do futebol obter classificação no último giro da roleta é sempre um clima a mais na Copa. E mais. Na composição dos grupos, a Alemanha enfrenta na sequência a Inglaterra, fazendo um jogo de oitavas com cara de semi-finais. Bom para o público, ruim para as seleções mais tradicionais, que se matam antes da hora. Coisas desta Copa que anda deixando tudo muito igual entre grandes e pequenos.

Aí está Gana, aí está o Japão despachando a tradicional Dinamarca, a Eslováquia, o Paraguai, e até o velho campeão Uruguai, que há décadas não dá um passo a frente no certame. Pelo menos uma seleção africana segue na Copa, enquanto a Europa se atrapalha e a América Latina segue adiante em massa. E Gana venceu perdendo, para a Alemanha, enquanto Sérvia e Austrália afundavam juntas, abraçadas e se despedindo da Copa.

Ontem, enquanto a Inglaterra cumpria o dever de casa e vencia a Eslovênia, os americanos provam que se tornaram um time chatinho de ser vencido e conquistam a vaga derrotando a Argélia já nos descontos. Foi-se o tempo que americano achava que bola de futebol era um uma bola de futebol americano cheia demais. Eles estão por aí, junto com os demais de menor tradição, enquanto os gigantes tropeçam nas próprias pernas.

E se a América Latina vai bem, os orientais também não deixam por menos. Temos a Coréia acompanhando o Japão nas oitavas, que enfrentam respectivamente Uruguai e Paraguai. E a Holanda, dona de três vitórias, vem se credenciando para algo mais. Será a vez dos laranjas? Para finalizar, vale a pena dar uma espiada na festa dos sul coreanos, comemorando a expressiva classificação do selecionado para a segunda fase. Pouco para alguns, é muito para outros. Amanhã é dia de Brasil, e dia de ver se a Europa tropeça mais uma vez, e o último dos latinos carimba sua vaga nas oitavas, o Chile.

Imagens: Portal Terra