Então Henry Ford disse:
Lá nas suas fábricas, quando Ford começou a criar os meios de transportes que até hoje nos levam onde queremos ir, ele pagava mais aos melhores. Buscava aos melhores. Henry Ford pagava o dobro, diminuía a jornada de trabalho. Ele tinha os melhores do mercado. Mas mesmo os melhores do mercado eram seres humanos. Nada, nenhum processo produtivo, nenhuma impossibilidade tecnológica, nenhum desafio espacial é mais complexo e paradoxal do que o ser humano. No ser humano nada é exato. Nada é preciso. Nada é sim, nada é não. As organizações de hoje ainda precisam pagar mais para ter os melhores, seja em dinheiro, seja em benefícios que mantenham seu "pelotão de choque"alinhado e em alerta. Nada mudou. E se Ford ainda estivesse no comando de uma grande corporação, ele ainda teria de repetir a frase lá de cima.Os maiores desafios da humanidade nunca foram as máquinas, ou a lua, ou os computadores. Os maiores desafios da humanidade sempre foram, e sempre serão relativos a própria humanidade. Seu pensamento paradoxal, sua contradição existencial. Nossas mentes vão e vem em uma ciranda sem fim, com o início correndo atrás do fim, e o fim sendo igual ao início. As mentes amam e odeiam, motivam e desmotivam, andam e param, conflitam sem saber porque. As mentes criam o que não vêem. Correm porque a ordem era caminhar. Caminham porque voar é mais fácil. O ser humano é o que é sem saber porque é, e muito menos o que é. Uma organização, qualquer que seja, sem um Recursos Humanos forte é acéfala, um robô desnorteado, seja a parte técnica boa o quanto for. O ser humano é paradoxal demais para simplesmente fazer o que precisa fazer.
Então, eu concordo com Henry Ford. 




