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Oi, Mãe.

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A origem de tudo.


Ao contrário do Universo, que não sabemos ao certo a origem, a nossa origem nós conhecemos. Nós sabemos quem somos, sabemos de onde viemos, sabemos como e porque chegamos até aqui, e também sabemos que somos o que somos justamente pela nossa origem. Desde a semente, o sorriso da descoberta, o comunicado oficial, e o processo todo, como um todo.

Ah, o processo todo. Nunca saberemos. Nós, os meninos. Elas sim, as meninas. O processo de nove meses de invasão do corpo, de doação do corpo, de doação de um pedacinho da própria vida, para criar uma nova vida. Ah, o processo. Incômodo, pesado, difícil de dormir, cansativo de acordar, com todos os cuidados para suportar. Desde lá ouvimos, sentimos, nos desenvolvemos. Desde a origem, elas precisam cuidar o que falam, o que sentem, como agem e até mesmo o que comem e bebem. Vida diferente por nove meses. Um ensaio da vida diferente que terão o resto da vida. Porque a partir da origem, serão o exemplo, ouvidas, observadas, analisadas, imitadas e cobradas.

O primeiro processo termina com o dia, a dor, a alegria, as flores da chegada. O tapinha, e o choro da luz da vida. Ah, o choro da luz da vida. De descobrimento para quem chega. De dedicação máxima para quem recebe. Quanto trabalho. Quanto alegria coroada com noites sem dormir. Fraldas, febres, tombos e trombadas. E a doação do corpo continua. Ela deu a vida, e agora dá também o alimento. O carinho, os braços e abraços. Ah, quanta doação. De vida, de tudo.

O tempo passa, a ligação, nunca. Os primeiros passos, a primeira palavra. Lágrimas? Quanta arte, sem ser obra de arte. Ou a arte é uma obra de arte? Para ela sim, cada arte é uma obra de arte. O primeiro carrinho, a primeira boneca, as roupas que duram dias, os sapatinhos que duram semanas. Os anos passam, eles crescem, elas ficam. Sempre perto, sempre alerta. Eles mudam, se mudam, elas ficam, sempre perto, sempre alerta. Eles saem, elas se preocupam, eles voltam, elas sorriem e respiram. Ah, que processo. Interminável. Desde a origem, sempre e para sempre.

Hoje é dia, um dia que deveria ser todo dia. Dia de lembrar de tudo, desde a origem. Hoje é dia que eles, nós, os filhos homenageiam elas, as nossas mães. A nossa origem, a nossa vida. Te amo mãe. Obrigado pela vida.

Feliz dias das Mães!

Stand By Me

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Um artigo, que não é bem um artigo. Um texto, interativo. Aumente o volume, clique no clipe, e siga correndo os olhos nas próximas linhas…

Tem dias que são assim.
Tem dias que simplesmente são assim.
Tem dias que a gente fica assim.

Tem dias que é assim mesmo que é, que é assim mesmo que a gente sente, que a gente ri, ou que a gente fica presente… Olhando, mesmo que não tenha nada na frente. O olhar infinito, buscando alguma coisa na memória, racional ou irracionalmente.
Tem dias que nem tem o que olhar, ou porque olhar. Tem dias que é desnecessário olhar. Então para que olhar… Feche os olhos, sinta a melodia que corre ao redor do mundo cantada a uma só voz, porque tem dias que é assim.
Tem dias que estamos assim…
Domingo é dia de estar assim, na maioria dos dias que estamos assim, é domingo. Domingo é dia de estar assim.
Domingo é assim.
Essa música nos deixa assim.
Ela foi feita para nos deixar assim.
Um domingo, com essa música, só podemos ficar assim.
Assim fechamos nossos olhos, abrimos nossa imaginação, e ficamos assim…

Stand By Me.

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