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Computopia

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Algumas previsões, entre tantas feitas, acabam se confirmando. A pequena imagem acima, tem 40 anos, e veio do Japão. 40 anos atrás, os japoneses vislumbraram a interação homem máquina, o avancó tecnológico controlado e a serviço da humanidade. Previsão ou delírio, boa parte se confirmou, ou está a caminho da confirmação. Estamos realmente evoluindo rápido com a robótica, com a inteligência artificial, e isso que nem temos a informação atualizada. Até pode ser paranóia minha, mas sempre imagino que estamos pelo menos 10 ou 20 anos defasados das descobertas de ponta. De ponta, eu quero dizer das pesquisas onde tudo realmente acontece, e certamente isso não é em laboratórios com endereço e CNPJ.

Deixando a paranóia de lado, é interessante ver uma previsão como essa, fazendo 40 anos de idade estar tão próxima da realidade. As vezes nos superamos em alguns fatores, talvez com alguma ajuda externa, talvez sozinhos, de qualquer maneira fica muito difícil saber alguma coisa aqui do lado de fora. Entende-se o que quero dizer com lado de fora, né? É fato que a ciência está voando rápido, nas questões que interessam, obviamente. Sim, porque a medicina só avança rápido mesmo em relação às doenças de massa, de grande volume de venda, de medicamentos. Nas de menor ocorrência, bem… Claro que não é só na medicina, em outras pontas tecnológicas é o mesmo caso. Ou alguém aí tem dúvida que já existem soluções para a substituição do petróleo à décadas? Ih, mas hoje esse artigoleiro está mesmo cheio de paranóias. Quem sabe. Talvez daqui a 40 anos possamos saber, assim como essa imagem japonesa nos mostrou sua perspectiva de realidade.

E se fossemos agora, neste fim de 2009, montar uma imagem de um momento 40 anos mais velho, que cara ele teria? Será que ele se pareceria como a imagem japonesa, mais aperfeiçoada, com computadores com cara de Steve Jobs, ou será que iremos para o lado contrário? Será mesmo que nossa meta será a evolução tecnológica, avanços, inovações? Ou teremos um novo ciclo, ou melhor, o retorno de um velho conhecido ciclo… Será que nossa sede pela “evolução” não acabou ferindo o maior dos organismos vivos que conhecemos? E se isso realmente aconteceu, e ao que tudo indica já aconteceu, quais serão as consequências? Talvez, e apenas talvez, a evolução que se espera de Nós não seja bem à relativa a computadores, máquinas e outros brinquedos. Ou talvez também seja, mas que essa evolução não pudesse nos fazer esquecer das demais, e principalmente, essa evolucão permitisse que o nosso maior organismo vivo, e a única razão da nossa existência continuasse sem ferimentos.
Tarde demais? Ainda não sabemos. Mas esse organismo, o maior deles, a Terra, tem nos avisado. Ou comunicado. Ou avisou, não adiantou, e agora está nos comunicando, com no mínimo um grande desastre natural por semana, que talvez nosso próximo desafio seja bem mais simples e ao mesmo tempo bem mais complexo, do que criar máquinas e subir arranhacéus.

Nós da Terra podemos imaginar que desafio seria esse?

Nós, da Terra

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Existe uma grande confusão na relação do ser humano com o planeta Terra, que está muito antes do absurdo que temos feito com ele. A confusão é a pretensão com a qual nos referimos ao planeta: Nosso planeta. Nossa Terra. Nossa? Não, a Terra não é nossa. Nós é que somos do planeta Terra. Nós é que pertencemos a ele. Estamos aqui de passagem, e é uma passagem tão breve, tão ridiculamente pequena perto dos demais habitantes que já estiveram por aqui que chega a ser patética a nossa pretensão com relação à Terra.

Mil, dois mil, 5 mil, 10 mil anos e nada são exatamente a mesma coisa, para a medida de tempo do planeta. Nossa existência mal começou, e já fizemos tanta besteira que o planeta precisou tomar medidas imediatas com o ser humano. Imediatas sim, praticamente instantâneas no tempo da Terra. Nessa faísca de tempo que aqui estamos fizemos um estrago tão grande que colocou o próprio planeta em risco. Acelerou de forma absurda seus ciclos e agora vamos assistir as consequências da nossa total irresponsabilidade, prepotência e burrice.

O planeta azul perdeu a paciência, e qualquer observador com o mínimo de senso percebe o que nos espera logo ali na frente. Tsunami aqui, terremoto ali, furacão acolá, aquecimento global, degelo… Praticamente toda semana se observa alguma coisa fora da normalidade que conhecemos, os ciclos dessas manifestações da natureza estão cada vez menores. E a nossa fragilidade é tão gigantesca frente a uma manifestação do planeta que só vem a confirmar o quanto somos pretensiosos frente ao espaço maravilhoso que nos foi concedido para viver. Teorias e previsões catastróficas existem muitas. E muitas delas a curtíssimo prazo. É bem verdade que estamos falando do tempo do planeta, e o tempo do planeta pode ser uma eternidade para nós, seres humanos. Mas os sinais deixam claro que o acerto de contas está próximo, os sinais apontam para a reprovação do nosso comportamento ainda nessa geração. Não estou falando em fim do mundo em 50 anos, não é isso. Mas é bem provável que nossas preocupações deixem de ser dinheiro e poder a curtíssimo prazo, e passem a ser sobreviver com as dificuldades e manifestações ambientais que nós mesmos criamos (ou aceleramos violentamente). Já fica difícil dizer: Faça a sua parte. Talvez nesse momento isso fizesse algum sentido se fosse em uma reunião com todos os presidentes do mundo. Tenho minhas dúvidas se algo menor faria alguma diferença, neste estágio que nos colocamos.

Nós da Terra pisamos na bola. Nós da Terra fracassamos em cuidar da nossa própria casa. E cuidar significava apenas não estragar o que já era perfeito. E conseguimos estragar. Tudo. O que vem a seguir? Quem duvidar assista, porque infelizmente é bem provável que já na nossa geração as cobranças vão chegar.

Talvez ainda haja luz para o ser humano aqui na Terra, mas é apenas talvez. E um talvez bem pequeno, do tamanho da nossa existência por aqui…