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2012, seja bem vindo.

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Chuva forte. Pesada, barulhenta. Que bom, não fosse estar na praia. Mas ainda é noite. Durmo.

Agora o vento é que é forte. E já não é mais noite, é dia, de praia, com vento, sem sol, e com chuva indo e vindo. Sem mar.

Então resolvo ver um filme. Não na TV, não no PC.

O habite-se demora, o gesseiro atrasa, erra o projeto, tudo sai mais caro do que deveria. São as obras da vida. Nem um engenheiro especialista em custos consegue controlar. O atropelo é certo, mas tudo vai acontecendo. As visitas são diárias, os problemas se multiplicam como coelhos em cada turno, e as decisões e escolhas, nos exigem em tempo integral. Tem quem goste. Tem vazamento também, tem estrago onde não deveria ter, e tem ansiedade pela hora H. O resultado final, salvo milésimos detalhes, é ótimo. Todos os interessados adoram. Sucesso na empreitada, sucesso na mudança. Capítulo 1: De casa nova.

Ratos e urubus, larguem minha fantasia. Assim entrou na avenida um velho carnavalesco que contratamos certa vez, em outro filme, lá nas terras distantes em um tempo nem tão distante assim. Bom carnavalesco. Revolucionou o nosso desfile, deu o tom da bateria nota 10. Nunca descobrimos sobre os ratos e urubus, e nunca nos importamos com isso. Lembrei da expressão porque lembrei do mundo dos negócios. Cobras, escorpiões e camaleões habitam muitos desses territórios. Muitos, mas não todos. Se em alguns existem conspirações, em outros existem inspirações e transpirações. Sucesso na mudança. Capítulo 2: Mais uma casa nova.

Tudo junto e misturado. Porque a vida é assim mesmo. Nos testa, nos provoca. Ela sabe, mas quer saber se a gente também sabe, dos nossos limites e capacidades. A data já estava marcada, os detalhes todos acertados, tudo controlado e monitorado. Aí o Capítulo 1 atrasa, aí o Capítulo 2 acontece, e quando você se dá conta, tudo mudou, nada mais é como era antes. Todas as casas, agora são novas, e na principal delas, agora temos companhia. Os anéis cantaram, os sinos balançaram, a linda noiva entrou, e o padre decretou: Eu os declaro, marido e mulher. Já pode beijar a noiva? Capítulo 3: Ih, casei!

Férias, cinco anos depois. Parar é uma coisa. Tirar férias, mesmo, já eram cinco anos de ausência. E como faz bem. Mesmo com indefinições e incertezas, a maior certeza é que são necessárias. A vida pessoal também é um negócio, ou um plano de. Precisa de planejamento, de estratégia, de cuidado, de reflexão. De férias! Parar e pensar. Que saudade de viajar! E se a viagem tem nome? E se o nome é lua de mel? Aí sim, é que são férias! Férias de Mel! Capítulo 4: A praia mais linda do planeta terra.

A chuva aumenta, deitada, ventada, agressiva e pronunciada. Varre tudo. Lava tudo. Prenúncio de um 2012 difícil? Que nada. Dia trinta e um é dia de limpar as gavetas, lavar o mundo, deixar tudo limpo e renovado para 2012. Lavou, ta novo. Lá vamos nós, tudo de novo, mas dessa vez no ano novo.

E o seu ano, vamos compartilhar?

 

Feliz Ano Novo, Feliz 2012.

By Arti, o Rico.

 

Era para ser uma belíssima viagem, o roteiro incluía cidades lotadas de história, de cultura, grandes e alguns exóticos centros da europa. E foi, uma belíssima viagem. Mas também foi mais que isso. Bem mais que isso, eu diria.

Eu tenho, assim como todo mundo tem, aquela amiga, que lê cartas. Lê e prevê uma série de coisas, de mudanças, enfim. Como eu estava trocando de empresa, fui lá e pedi: Mostra o jogo amiga! Como vai ser essa movimentação profissional? Coloca as cartas na mesa! E ela disse: Não esquenta com isso, que está tudo certo. Mas na vida pessoal, vejo avião, e vejo aliança. Sei. A previsão padrão, um avião vai entrar na sua vida, e serão felizes para sempre. Sei. Saí mesmo é tirando onda da amiga “carteira.” E fui viajar.

A Europa é fantástica, é o berço dos ancestrais de muitos de nós brasileiros, mesmo americanizados como nós somos. Amo a Europa. E a viagem transcorreu muito bem, foi longa, no final até cansativa, mas ótima, mesmo. A tal troca de empresa foi bem sucedida, a viagem terminou, e eu não tinha voltado noivo, nem com alianças, nem nada. Mas foi lá mesmo, que tudo começou. Eu nem sabia, e nem percebi, mas foi lá mesmo que minha vida começou a mudar. Resolveu crescer, evoluir, e se multiplicar. Foi no aeroporto de Madri, a primeira troca de olhares. No de Milão, a segunda. A personagem era quieta, quase muda. Mas a amiga dela não. Então voamos, até Porto Alegre de conversa, no banco da frente da personagem, tendo um ótimo papo, eu e a super querida amiga dela.

Já no Salgado Filho, fim da jornada, e uma foto, do trio. A personagem, a amiga, e eu. Meses passaram, conversas aconteceram, e quase um ano depois, a profecia começa a se realizar. De avião, a aliança não veio. Não naquele momento. Por que os anos passaram, a maturidade do relacionamento cresceu, e então, “ring, ring.”

Agora faltam menos de 15 dias. A contagem regressiva já deixou de ser mensal, está em dias, e quase se preparando para ser em horas. As vezes paro e penso, que queria ter nascido no futuro. Mas então me pego gostando das coisas que quase são consideradas… Do passado. Boa parte da minha turma realmente casou. Outra parte menor até multiplicou-se sem casar! Outra parte casou sem casar. Sabe o tal relacionamento estável? Tá na moda, eu sei. Mas nesse caso prefiro viver a moda antiga. Bem tradicional, mesmo. Nada de coisa de futuro. Prefiro coisa de passado. Noiva nervosa com o vestido, ansiosa com a entrega dos convites, noivo mais preocupado com a lua de mel e o ninho dos pássaros, enfim. Aquele ritual, todo. Eu eu gosto mesmo do ritual, aquele, todo.

Aí, faltando 10 dias, faço a conta. Ops, só tenho mais um final de semana antes de estar casado. Paro, penso, procuro a sensação. Aquela, que todos dizem, sabe, o tal frio na barriga, o pânico, o desespero de amarrar o bode definitivamente. Procuro, mas não acho. Fiquei velho? Ou será que só amadureci? Só posso concluir que sim, amadureci. Rompi a barreira da Idade de Cristo, e já faz um ano. Sempre foi a piada interna, minha comigo mesmo, que iria para o altar com 33. Quase foi. Ia ser. Mas o apartamento só ficaria pronto depois, então… Ih, saí falando e esqueci da sensação. Desculpa, fugi do assunto, eu sei. Mas é que… Sério, eu não achei! Nem medo, nem pânico, nem frio na barriga. Acho que eu mesmo posso dizer, porque todos meus amigos, e amigas, vão dizer: Quem te viu, quem te vê.

E o casamento vem aí, lá, lá, lá, lá, lá, lá!

Ah, e a amiga querida que é culpada de tudo? Claro, será madrinha!

Artigo escrito originalmente para o excelente site Sempre Noiva

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