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Churrasco no Maracanã?

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No último domingo do campeonato, o futebol brasileiro viu de tudo. Viu time praticamente rebaixado sair do buraco, viu time que já comemorava título ficar fora do G4 (Libertadores), e viu churrasco no Maracanã. Mas o jogo era com o Grêmio, e o Flamengo ganhou, e foi campeão, então deu feijoada e não churrasco! Não é? Que nada, deu churrasco!

Em um desses caprichos da vida, o arqui-inimigo vermelho ficou na dependência do rival azul. E aí que o tricolor gaúcho ficou naquela situação em que se apresenta aquele sorriso maroto ao principal rival: Bah, no Maracanã lotado não tem como fazer churrasco de carioca… E a direção fala besteira, e jogador fala besteira, e acaba a gurizada tendo que resolver. Com medo de fritar titulares, e com mais medo ainda de ganhar o jogo, a direção tricolor manda para a cidade maravilhosa a gurizada olímpica. Com técnico (interino e promissor) com medo de levar uma sacola, e gurizada tranquila, o Grêmio entra em campo e assusta o Brasil todo. Vai para cima de um Flamengo todo borrado (como todos times que chegaram na ponta nesse campeonato), com medo de levar esse título. E tem gol, e é azul. E pela primeira vez na história colorados comemoram gol gremista enquanto a fanática torcida azul espragueja contra o próprio time. Eu sou do tempo que os colorados eram os maiores compradores de camisa do Brasil. Eles tinham camisas do Palmeiras, do Corinthians, do Ajax, do Nacional… Ora, nos bons tempos da década passada o Grêmio era o brutal time do sul que amassava os ricos clubes lá de cime. Ao Inter só restava secar, mero coadjuvante que era no cenário do futebol nacional. Que saudade daqueles tempos…

Dia 12 de dezembro 30 mil gremistas saudosos irão assistir ao poderoso time de 1995, aquele… A máquina tricolor que amassava seleção brasileira vestida de verde em pleno Palestra Itália, que tocava 5, que ganhava tudo que passava pela frente para desespero do país todo. E o país todo ficou esperando para ver, na “final”desse campeonato, se o Grêmio poderia cometer um crime parecido, com 85 mil pessoas assistindo ao vivo, e milhões na TV. Se fosse o time titular, que nunca perdeu em casa, e nunca ganhou fora (vamos deixar os Aflitos fora, afinal de contas, o palco da grande batalha não conta no mundo real…), não haveria chance. O Grêmio perderia e o Inter mais ainda. Mas era a gurizada. E guri é guri. Guri respeita essas coisas de trauma. Guri vai lá e toca horror, porque essa geração é assim mesmo. E a gurizada tocou terror, botou o Brasil todo de fraldas, inclusive a sua torcida. E no final, só não cometeu o crime porque sabia, mesmo que no subconsciente, que dar um brasileirão de graça para o Inter, era assinar a demissão no clube tricolor. Entregaram? Não. Não entregaram. Mas se o inverso fosse verdadeiro, e o Grêmio tivesse que ganhar do Mengo par ao Inter NÃO ser campeão… Ah se fosse assim, não tenho dúvidas… No mínimo aquele empate tinha permanecido. E tinha rolado churrasco no Maraca. Mas como a vida é bem caprichosa, o churrasco aconteceu de qualquer maneira.

Fiquei aliviado, fiquei feliz… Mas ainda assim fiquei com aquela sensação de ter dado uma de colorado… Deu a impressão de estar com a camisa do Flamengo, e aí o churrasco ficou sem sal…

Marmelada veloz

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Nós somos brasileiros. Moramos no Brasil. Somos calejados, doutrinados, somos mesmo acostumados com essa doce especiaria regional portuguesa. A mais famosa vem de Odivelas, cidadezinha próxima a Lisboa. A marmelada é um puré de marmelo (abaixo) cozido com açucar em partes iguais. Portanto, muito, mas muito doce. Brasileiro gosta de doce. Gosta muito. Por aqui, quem se encarrega de produzir nossa marmelada são os goianos. É lá da Cidade Ocidental e de Luziânia que vem nossa marmelada. Branca ou vermelha, a marmelada faz parte do dia a dia aqui no nosso belo e cheio de frutas Brasil.

Mas como nosso país é um dos mais criativos de mundo, e outras coisinhas mais, a marmelada no Brasil tem outras muitas fontes. Brasília, por exemplo, não cultiva a fruta mas é uma das maiores produtoras mundiais de marmelada. Inclusive pizza de marmelada é bem comum por lá, em certos estabelecimentos. Mas não fica restrito a capital nacional não. Praticamente toda a cidade tem um grupo de pessoas que trabalha com marmelada. Então estamos bem acostumados. O Brasil tem algumas atividades esportivas que até vai bem. Vai bem sim. Algumas até domina. Mas também nesse assunto de certa forma estamos acostumados a apreciar o doce português. Principalmente no esporte nacional, regido por uma entidade sediada lá no Rio dos Janeiros. Então que o torcedor assiste aos jogos tomando sua cervejinha e comendo marmelada sentadinho no sofá. Até aí tudo normal.

Mas tem alguns esportes que são mais individuais, regidos por entidades internacionais e tudo mais. E tem brasileiros que são, e principalmente que foram realmente ícones mundiais. E lá vem a Fórmula 1, a mais importante modalidade mundial de velocidade. Por lá o Brasil já foi muito importante. Hoje é menos, bem menos. Mas continua presente mantendo alguma posição. O grande problema é que somos viciados em marmelo. Então um dos nossos pilotos que nem chega a ser importante, mas é filho de um dos mais importantes pilotos brasileiros e do mundo, resolve participar de uma marmelada veloz. Bateu, de propósito, seu carrinho em uma curva. Por ordem da equipe, que queria o safety car na pista. É claro que o círculo da F1 não tem só bobos, então logo começaram a perceber e comentar que aquele acidente estava estranho, e nosso marmelão abriu a boca, explodiu a equipe dele, e ainda saiu com um acordo de que não seria punido.

Alô Nelsinho, marmelada na F1, por favor, que mal gosto! Escolha outra especiaria… Vá produzir champanhe como seu pai, não marmelo…