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Férias, para que?

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Não sei ao certo que momento foi esse. Mas foi. Foi alguns anos atrás, que decidi que só tiraria férias para viagens mais longas. No verão, a praia é tão perto aqui da Capitolândia que é possível ir todo fim de semana. Sair de férias para ficar em casa eu já considerava um absurdo completo.

Viagens mais curtas, fazia em feriadões e tal. Tranquilo. Aproveitava bastante. E as férias ficavam para as aventuras de maior vulto. Funcionou por um tempo. Fiz algumas viagens, aproveitei bem as férias, até o dia que as coisas convergiram para não saírem mais viagens. Quando queria, não conseguia sair da empresa. Quando pensava em programar a longo prazo, acabava mudando de idéia no meio da jornada. Cheguei a reservar passagem duas vezes nos últimos 2 anos. Cancelei. Ou era um motivo, ou outro. E fui indo, sem férias. O tempo foi passando, e eu achando que férias, só para viajar. Não precisava descansar por descansar. Perda de tempo. Ia tocando minha pesada rotina com cursos, trabalho, e muito esporte. Então, como meus amigos sedentários costumam dizer: Vocês atletas é que vivem machucados, os sedentários nunca se lesionam. Certo. Me lesionei, e fiquei de molho algum tempo, sem o esporte forte para relaxar. Mas mantinha minha idéia. Férias, só para viajar.
Então o stress começou a pegar. Mas quando percebemos que o stress começou a pegar, é porque o momento está pesado no trabalho. E adivinha? Quando o momento está pesado no trabalho, aí sim que não se consegue sair de férias. É paradoxal. Mas é lógico. Quando você precisa mesmo de férias, é o exato momento em que não poderá sair da empresa de jeito nenhum. E esse é o momento em que o stress te lembra porque ele é um dos assuntos mais batidos da atualidade. Então eu entendi que férias não é para viajar. Até pode viajar. Se puder, deve. Mas não, viajar não é o objetivo principal das férias. Descansar é que é o ponto. O corpo e a mente. Mais a mente do que o corpo, porque a mente manda no corpo. Mas o corpo não manda na mente. A grande moral é: Tirar férias é bom, excelente, essencial, fundamental. Mas precisar de férias pode complicar. Então não espere precisar. Tire férias antes de precisar, que essa sim vai ser aproveitada. Se já estiver precisando, vai acabar só descansando. E só descansar é exatamente o que eu sempre quis evitar…
Curtir umas férias é vital. Pode ser um breve momento, pode ser para dormir em casa, pode ser uma viagem longa, pode ser nacional, internacional, ou pode ser como ele, o ícone do cinema que sabe curtir a vida… adoidado!

Ser…Grande

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Ser Grande

Muito se fala em ser grande. Em ter foco no que realmente interessa. Muito se fala em deixar passar o que não é relevante, e buscar o que realmente faz a diferença. Ser grande. Ser grande não é ocupar um gigatesco espaço com nossa “massa”, mas sim com idéias. Ocupar espaços com novas concepções, conceitos, resolver situações sem se preocupar com o que não leva a lugar algum. Fazer a diferença. E não procurar diferença no irrelevante.

Como quase sempre, e em quase tudo, fazer o diagnóstico não chega a ser tão difícil. Apontar o problema sempre é mais fácil do que dar a solução para resolvê-lo. E o problema aqui é ser grande. Manter o foco. O difícil de se concentrar no que realmente interessa, é que para isso precisamos desligar do que não é importante. Ou pelo menos saber relevar. Ou administrar. Ou apenas tomar conhecimento. Mas quanto menos se envolver com besteiras, mais resultado se consegue na difícil tarefa de cuidar do objetivo final.

Na prática do dia a dia essas questões são muito importantes em duas situações, que são as que mais impactam no nosso tempo: O trabalho e os relacionamentos pessoais. Imagine que no trabalho, onde o stress anda pegando muito forte e cada vez mais forte, para ser grande você precise se afastar do que é pequeno. Isso significa não discutir com o colega ao lado por besteira, em insistir em uma solução mais ou menos porque quer que a sua solução seja a adotada, ao invés de buscar outra mais efetiva. Imagine ter que não perder tempo falando daquela picuinha que o colega da mesa 45 criou a seu respeito. Não se alterar com fatos que não façam diferença na sua vida, mas te incomodam naquele instante. Estamos falando de um policiamento intensivo de si mesmo, até conseguir atingir o ponto de equilíbrio e maturidade para ser assim, e não estar assim, grande.

Fora do trabalho, vem a gama de relacionamentos pessoais, familiares, amorosos, de amizade e tudo mais que compõem a nossa vida. Como gerenciar tudo isso sem bufar de brabo com uma situação de trairagem de um amigo. Ou daquele ciume teimoso do grande amor. Ora, não seríamos humanos se pudessemos separar tudo isso. Nem teria graça o nosso dia sem todas essas emoções. Mas a grande jogada mesmo é saber até onde se pode ir. Quanto tempo, e principalmente quanto desgaste queremos impor aos nossos pares com coisas pequenas que irão ficar logo ali na esquina, para nunca mais serem lembradas.

Algumas perguntas dirigidas a nós mesmos podem ajudar a clarear nossa mente em situações que caminham para desgastes:
- Vale a pena elevar a discussão sobre esse tema? Essa discussão irá gerar algo positivo ou o que está em jogo não é um fato relevante?
- O que essa pessoa significa na minha vida? Vale a pena ir até este ponto de discussão com ela? Vai acrescentar algo na nossa vida? Ou simplesmente o descontrole emocional é que está estabelecido?
- Porque várias pessoas tem me dito que estou agressivo? Estou? Porque? Vale a pena? Precisa?

É claro que tudo isso não quer dizer que devemos ser robôs que verificam automaticamente todas as questões para verificar quando vamos atuar ou não. O ser humano precisa viver as situações para aprender e evoluir. Mas é necessário lembrar que nossa exposição ao stress, excesso de informações, e a rapidez com que nossa era exige que vivamos nos trouxe uma sobrecarga. Então podemos ser sim, mais coerentes e peneirar as situações do dia a dia para melhorar nossa qualidade de vida e nosso rendimento em todos os âmbitos.

Para ser grande, é preciso ser grande.