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Se tem uma coisa que a gente sabe, mas sempre acaba esquecendo, é a tal da paradinha básica. Sabe aquela? Não, não é a paradinha marota dos batedores de pênalti não. É a nossa, sabe, do povo workaholic. É, aquela racinha lá, que se quebra trabalhando. A gente acaba entrando naquele círculo vicioso, naquela onda que nunca chega na praia, e quando se dá conta, ding dong, é Natal. E olha que março havia começado ontem mesmo. Ih, danou-se, esqueci das minhas férias.

É quase normal. Não deveria, de forma nenhuma, mas é normal. Já andei escrevendo sobre isso, nestes tempos que não tirei férias e aí as férias cansaram de esperar e me tiraram, né. Foi aqui. Mas hoje a abordagem é um pouco diferente, é mais relax, e nem é bem férias. É meio que um Stop and Go. Tipo fórmula 1 mesmo. Uma paradinha no box, para reabastecimento e troca de pneus. Porque sem gasolina o carro pára, e com pneu careca, acaba derrapando na pista e ó, ploft! . Então, nestes últimos dias, e que por puro acaso mesmo, foram depois do BBB 11, fiz meu Stop and Go. E foi daqueles com classe, sabe? Classe mesmo.

O final do ano passado foi “hard rock”, pesado, puxado mesmo. Como é para todo mundo  né? E foi mesmo. 2011 entrou a mil, ou 10 mil, nem sei porque não anotei a placa. 2011 tem tanta mudança na minha vida, que até desliguei o marcador de quilometragem, e o de velocidade também. Todas boas. Ótimas, é verdade. Mas são mudanças, e elas cansam, porque afinal, elas mudam coisas. E tudo o que muda cansa. É bom, mas cansa. Janeiro chegou, fevereiro saiu, março já estava de malas prontas quando de repente… Ih, a data chegou! Tinha um pacote comprado para aquele show, sabe? Aquele lá, que gira e tal. Faz um 360, parece. Da banda aquela,”você também“, que chamam por aí de U2. Como aqui no sul é mais perto, e tem free shop na volta, sempre acabo indo para a cidade charmosona aquela, Buenos Aires, assistir esses mega shows que não chegam aqui na Província de São Pedro. E fui. No meio do turbilhão, fazendo a mala minutos antes do avião pular do chão, mas fui.

E aí quando o celular pára de funcionar, você fica tão feliz, mas tão feliz que esqueceu de ativar o roaming internacional, que parte para a churrascada portenha de noite mesmo. Ainda bem que lá até as vovós jantam a uma da manhã. Mania de portenho, sabe. Ficar sem saber de nada das coisas que tem por fazer, meio assim, de supetão, é tão bom que descansa. Sério. E nem precisa de meia dúzia de dias para isso não. Uns 4 dias já resolvem. Três é apertado, mas dá. Se o Ferris conseguia em horas, né? Aí que eu queria chegar. O que importa não é a quantidade, como sempre, é mais a qualidade. A paradinha aquela, que faz bem e reanima, pode ser rapidinha mesmo, que já resolve. Nestes tempos fui a Gramado com a patroa. Voltei renovado! Novo! Save Ferris! Agora já estava ficando pelas panquecas de novo, carne moída, no meio da massa, com molho inundando tudo (inventei agora essa expressão, juro.), e aí pimba. 360. O show. Um espetáculo. Tema do próximo post. E Buenos Aires. Mi Buenos Aires querido. Pronto. Cabeça zerada. Tudo de novo! Lá vem mais 2011, mas agora estou pronto. Da panqueca, só sobrou a carne moída. Só porque show desmancha.

 

No fim, o cinema sempre acaba contando um pouco da verdade. E nem precisa ir longe, tipo quando fazem um filme bem safado de extraterrestres. Sabe? Aqueles para deixar qualquer ufólogo com cara de banana frita? Nem vai. Fica logo ali, no clássico desse guri. Ferris sabia das coisas. Day Off. Aliás, nem devia ser day off. De via ser Day Win

Aé, eu sei. Esse post ficou bem mais “pessoal” do que é o normal por aqui. Parece até um blog da família “meu querido diário.” Mas é que a Artigolândia é um blog baseado em fatos, e por acaso, o fato da vez fui eu. Então, dessa vez pode.

Este é o retorno da Artigolândia pós BBB, de volta para o futuro aos assuntos gerais, do dia a dia, e claro, depois da paradinha. Vamos?

Save Ferris!

 

 

 

 

 

 

 

 

Perguntas simples…

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Todos sabem, mas poucos fazem.

Quando se fala que o dia-a-dia consome, absorve, e de certa forma até cega, todos concordam. Mas é difícil, muito difícil manter isso em mente de forma a fazer o que precisa ser feito: Se perguntar, de pouco em pouco, ou até de vez em quando, sobre as questões simples da vida. Tem algo que eu precise de ajuda para fazer? O que eu pretendo daqui a 3 anos? E no ano que vem, qual meu objetivo? Meu grande sonho? Isso até podemos fazer, mas a questão que vem a seguir é mais difícil: O que eu tenho feito para cumprir essas metas e chegar mais perto do meu sonho? Que ferramentas ou preparação eu preciso para isso?

Eu sei quem são as pessoas mais importantes da minha vida, mas eu dou toda a atenção que elas merecem? Ou elas acabam entrando naquela lista enorme da agenda de tarefas diárias que é quase impossível de ser cumprida? Mesmo no trabalho, a pressão nossa de cada dia nos impede de sorrir para  muitos dos nossos colegas, ou mesmo de dar um bom dia como se espera receber. São muitas as perguntas bem básicas que deveríamos ter em mente de forma tão automática quanto a nossa respiração, mas são poucas as que podem fazer uma grande diferença na condução da nossa vida. Aliás, se respirar não fosse totalmente automático, se necessitasse qualquer lembrança que fosse, certamente teríamos milhares de asfixiados pelas ruas estressadas dos nossos pressionados tempo. Neste final de semana participei de uma atividade da empresa, uma atividade que abordou em certa altura todas essas questões, e tudo isso foi instigado. Embora alguns façam uma parte dessas perguntas, embora muitos tenham, mais que outros,  em mente essas vitais questões, a grande maioria fica mesmo imersa no turbilhão da vida de todo dia e deixa em falta muitas das coisas básicas da nossa vida.

Qual a solução? Quem sabe. Ninguém viveu em tempos tão rápidos antes, como saber? Já tentei de tudo, mas começo a acreditar mesmo que aliar as questões básicas ao turbilhão diário pode funcionar. Então, que tal acrescentar lá na agenda que informa por e-mail as tarefas de todo dia as perguntas básicas que deveriam ser automáticas? Afinal, se toda essa tecnologia foi a responsável por deixar o mundo todo super acelerado e esgotar o tempo de todo mundo, nada mais justo, então, que ela ajude a diminuir essa bagunça…