é justamente para impedir que os apressadinhos que aceleram ao invés de freiar quando vêem o amarelo, não passem por cima dos apressadinhos que ao invés de esperar o verde da sua sinaleira, espiam o vermelho da sinaleira do vizinho! E pronto! Lá se foi a segurança que os engenheiros de tráfego (se é que existe essa espécie no Brasil, porque né…). O fato agora é que, além dos motoristas cuidarem para não sair da absoluta linha reta que são obrigados a andar nas grandes cidades para não transformar um motoqueiro em atum, ainda precisam deixar de ser apressadinhos e pisar no freio no sinal amarelo. Ou podem acabar fazendo parte do famoso número de circo: o homem bala. Claro que entraria como canhão e não como homem bala, essa parte caberia ao motoqueiro! Impressionante o risco que os caras correm. OK, eles ganham por entrega (por tempo, portanto), mas a que custo? Nem quis olhar as estatísticas desse tipo de acidente
, porque todos já sabem. Se não sabem, imaginam que é um absurdo fora do normal.
Não vou entrar no mérito de culpas nesses acidentes, até porque a gente sabe o que tem de barbeiro sem noção dirigindo carros erroneamente e passando por cima de tudo que aparece pela frente. Dessas encrencas diárias, é difícil dizer qual a parcela que a culpa é do apressadinho da motoca, e qual é do carro que acaba fazendo algum malabarismo sem aviso prévio. Na verdade, o que temos que fazer é abrir espaços na agenda para pequenos atrasos, fazer o que! Que o trânsito nas nossas cidades está parado, todo mundo sabe, então qual o motivo para tanta discussão? Está com pressa? Vamos lá para a prefeitura pedir melhorias nas vias! Torrar a paciência do prefeito, do secretário, dos honoráveis vereadores! E sim, os motoras precisam pegar leve. Tanto os de quatro, como os de duas borrachas!
E aí que vale a mesma máxima da direção defensiva:
De quem é a preferencial? De quem quer manter seu carro e seu nariz inteiro!






