Browsing Posts in BBB 12

Então vamos fazer o Bial. Hoje, foi a final. O discurso, foi de final. A edição, foi de final. A votação? Foi paredinha. Pouco mais de 20 milhões. Mas porque as torcidas eram irmãs. A grande massa, simplesmente deixou rolar. Não sabia quem eliminar. Essa mesma massa, que na próxima quinta vai amassar Fabiana. Porque três vitórias consecutivas garantiram uma vaga na final, 50 mil a mais, e um índice de derrota lá por perto do BBB Alemão. Não vai ser mole de digerir, não.

Era segundo. Mas caiu em terceiro. Jonas foi o cara da praia, o que peitou e enfrentou. Liderou, chamou os votos, e só não conseguiu salvar JM, e seu lugar na final. Tudo isso com um jogo muito burocrático. Não medroso. Burocrático. Porque quando tinha que ir, ele foi. Não foi com tudo, mas foi. Não brigou, mas encarou. Enfrentou, mas não ignorou. Foi o selvagem da praia, guardadas as devidas proporções. E falando em selva, interessante o ponto de Bial: “Quando a Selva estava no poder e pirou na batatinha, Jonas encarava as piores provocações com aquele sorrisinho nos lábios.” Ouvindo a frase, na hora, um clichê clássico percorreu a mente: Quer conhecer uma pessoa? Conceda a ela poder. Selva. E toda a explicação do que veio depois.

Jonas não teve força para dobrar o favoritismo de Cowboy, mas os números mostram que este caminho realmente foi trilhado. Cowboy despontou como favorito ainda nos primórdios do BBB 12, enquanto Jonas não parecia ter fôlego pra muito jogo. Virou. Buscou. Cresceu. Teve desgastes, é verdade. Teve as meninas e suas consequências, é verdade. Mas cresceu na mesma proporção que um Cowboy sem o palco de JM caia. O quanto faltou? Quem sabe. Quem sabe nunca chegaria. Mas 54% mostra que o caminho existiu. Nenhum dos dois jamais faria o jogo rasteiro que Fabi invocou com Kelly, ficaram na sua, no seu jogo ainda mais burocrático no pós selva, esperando o público decidir o jogo. Porque esse foi o BBB de jogar no erro do adversário. Porque o adversário só errava, e sozinho. Aí, valeu a lei da baixa exposição. E no final, nem foram as jogadas que decidiram, porque nesse caso a taça seria do rei da praia, Jonas. O que contou, foi a simpatia inicial, foi a adoção de mais um Cowboy simplão e bonachão. Vendo um jogo burocrático dos seus preferidos, assim o público também votou. Já que ninguém errou feio demais, bora lá, na primeira impressão. Cowboy campeão.

Os garotos de ouro de Bial encerraram hoje, o BBB 12. Quinta, tem apenas a chamada oficial. Tipo aquele jogo após a final do campeonato, em que um amistoso é a desculpa pra entregar a taça e fazer a festa. Só vai ficar um pouco esquisito, porque o jogo festivo vai terminar em goleada. Uma das maiores da história das finais, diga-se de passagem. Mas porque haveria de ser diferente? Em uma edição em que os índices de rejeição não cansaram nunca de se superar e de surpreender, porque na final, os números seriam diferentes? Bial já nem teve força, muito menos vontade, de se fazer de imparcial. Fabricou seda para os meninos, embrulhou Fabi em TNT. Mas o embrulho mesmo fica por conta do público, que certamente terá uma conversa de perto com Fabiana. Aquela que lutou como poucos pelo BBB, é verdade. Mas também como poucos, tentou derrubar da forma mais réptil possível, o seu avatar melhor amigo. O BBB 12 provou que o público está mais implacável do que nunca. E a KGB, ora bolas, provou que ainda não sabe resolver bem as provas, como nunca.

O 12 termina assim. Com a luz vermelha piscando. Bem melhor que o 11, mas já esperando o 13.

Sinto muito Jonas (By Bial)

Valeu Mister Jonas.

Imagens: Rede Globo de Televisão.

 

Previsível.

Porque não poderia mais, ser diferente. O BBB 12 iniciou com bom elenco que prometia e se perdeu. E ao invés de ser corrigido, foi empurrado cada vez mais ao precipício, pela própria KGB. Ficou previsível demais então, o 12. No 11 a KGB pecou de primeira a quinta tentando fazer o público engolir sua Ariadna, e só conseguiu com isso arrastar um Maurício de volta ao jogo, para estragar ainda mais uma péssima edição. No BBB 12 não foi muito diferente. O 12 começou muito desigual. Um grupo muito acordado, o outro muito dormindo. Um grupo muito acelerado, o outro muito travado. Um grupo atacando, e outro sem saber porque era atacado. Virou em vilões e inocentes. Fácil demais, pra um público lógico demais. Quase todos os paredões do 12, foram julgamentos de um avatar só. Porque a KGB ao invés de desestimular a guerra em grupos que caminhava para uma lógica trágica, empurrava. Bial provocava, incitava. A KGB empurrou os grupos para a consolidação. Para a guerra, para o ataque. E simplificou demais a visão do público, mesmo sem querer. E pegaram a “honda” errada, achando que era a certa. E a selva foi primata, não percebeu, e morreu mordendo o próprio rabo. Enquanto uma praia omissa vendo o jogo super fácil, administrou do início ao fim, sem nem ao mesmo precisar se expor, só esperando acontecer.

Mesmo no final, a praia preferiu ter medo. Como se escondeu, quase o jogo todo. Jonas e Cowboy foram na prova final, muito do que foram no programa. Sem exposição, sem risco, nem rabisco. A última prova não foi de resistência, porque não daria nem graça. A mulher de areia humilharia os meninos. Havia apostado em prova de velocidade. Mas a KGB não quis arriscar. Rodou um jogo de perguntas, em que a mais nervosa, teria menos chance. Sem contar que, certamente esperavam que os espertos fossem outros. Bial nem tentou escondeu a irritação ao ver Fabiana virar um prova que estava ganha para Jonas. Já era, final do BBB 12. Quinta será um passeio, na casa de 80%. Se bobear, com uma paredinha de meia dúzia de votos. Talvez um pouco mais, só pela raiva da torcida da praia, contra a própria praia. Fabi será culpada pela incompetência do próprio grupo. Que sempre foi incapaz de ganhar provas, que sempre se omitiu. Que quase sempre ficou de mãos ao alto, enquanto eram atacados pela sanguinária selva. Ganhou o jogo, a praia. Mas só porque a selva contemplou as piores jogadas coletivas da história de todos os BBBs.

E não há como negar a força da Fabi. Várias provas vencidas, várias tentativas de jogo. Gana, vontade de fazer tremer, surtar, delirar. Uma das players que mais mostrou vontade de vencer o BBB. Vontade tanta, que fez a mulher de areia se perder, morder os seus, trair a própria e inocente escudeira. Fechar a cara, cansar do personagem, explodir de alegria. Fabiana foi intensa, venceu provas na raça, venceu na manipulação e pressão psicológica, Fabiana fez e aconteceu. Não vence. Não faz final. É figurante afinal. Mas chegou até lá, empurrando todos que estavam na sua frente. 

Hoje não tem Raio X. Porque é final vestida de semi-final. Não. Espera. Jogo é jogo. E está na final, quem merece estar na final. Se alguém deveria estar lá, e não está, é porque não fez por merecer. Porque quando é pra ser campeão, se ganha de adversário, de juiz, e até do dono da bola. Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Então a semi-final entre dois do trio que já era favorito desde a segunda semana, aconteceu. Jonas, o único que peitou a selva, contra Cowboy, que roubou o cavalo do amigo. Mesmo assim foi um bom menino, e ganhou o jogo com algumas piadas, uma cara de humilde, 3 semanas parecendo um peixe fora d’água, e uma bela e engraçada dupla com JM. Não fez muito, Cowboy. Em uma boa edição, seria um belo figurante, como foram tantos outros com seu perfil. Mas foi ajudado, Cowboy. Metade da tribo se matou na segunda semana. Da outra metade, também não teve muito trabalho. Mas não se pode dizer que o prêmio caiu de graça no seu colo. Pode ter caído ao seu lado.

Jonas limitou seu jogo. Era uma das poucas vitrinas da edição, é verdade. Dos que entram se cuidando pra não fritar a carreira. E cuidou. E apesar disso até que foi bem, dentro da proposta. Encarou quando precisou. Mas não protagonizou quando precisou. Da praia foi o que mais movimentou, com as meninas ou sem elas, mas não soube preparar sua vitória dentro do grupo. Deixou o público decidir sozinho, nem ao menos tentou influenciar entre seus inimigos íntimos. Pensou que o sorriso fosse suficiente. Acabou sem final, e sem cavalo.

O que seria o mais próximo de uma final digna de BBB, ficou mesmo na semi-final. E tudo é muito grave, nesse BBB de choro agudo. Como contornar uma edição, com um grupo inteiro rejeitado pelo público? E se no outro, poucas vozes, muitos cartazes, e apenas algumas atitudes? Raça, sim. Graça talvez. Foi-se o 12. Confirmado o 13. Jonas até tem torcida, e até não é pequena. Jonas ganharia de praticamente todos dentro da casa. Só perde pra um. Justamente para quem ele sempre temeu. Justamente para aquele que enfrenta agora. O eleito. O escolhido desde os tempos de palco cômico com JM. Sem JM Cowboy não venceria. Jonas venceu JM. Chegou a hora do troco voltar.

Já faz tempo, muito tempo, que as dúvidas não fazem parte do BBB 12. Se é que um dia, elas de fato existiram. Em verdade, o Raio X, o post mais trabalhoso, e mais lido do blog, nunca foi tão pouco útil em uma edição de BBB. Raio X? Pra que, se metade dos paredões teve JC de figurante, e um selvagem sendo julgado e eliminado? Condições de contorno? Limitadas a impressionante rejeição da selva. Resumo da Ópera? Rebola malandro, que até o Aguinaldo Silva sabia o resultado de todos os paredões.

Então, já que tudo é sabido, lá vai mais um: Sai Jonas, por não ter a capacidade de ganhar uma prova de perguntas e respostas pra Fabiana. Por deixar seu cavalo ser roubado por um Cowboy amigo e de coração bom. Sai porque mesmo sendo o jogador que mais movimentou a praia, permitiu que um avatar entupido de rejeição, chegasse na sua frente na final do BBB. sai Jonas, no pódio, mas no terrível terceiro lugar.

Já era 12. Tudo resolvido na praia selvagem.

Imagens: Rede Globo de Televisão
Related Posts with Thumbnails