Falar, desconversar, tramar, derrubar, instigar, fofocar, manipular, provocar, desestabilizar, combinar, insinuar, bufar, brigar, samambaiar… Não fazer nada disso!
Let’s play?
Porque a gente, e aqui, fala mais ainda, nessa parada aí, de jogo. Jogo BBB. Porque queremos jogo de BBB e pá. Porque queremos estratégia, e surpresas, e queremos levar sustos e ficar apavorados com uma belíssima armação. Daí também queremos ver fechar o tempo, com brigas e provocações, queremos, queremos e queremos. Estamos sempre querendo e falando de jogo. Mas afinal de contas, que conversa de jogo é essa, que esses caras vivem falando aí? Deixem esse bando de malucos que se propõe a avacalhar com sua própria imagem fazerem o que quiserem, lá na casa. Que tomem banho de piscina, mintam e comam o dia todo. Que papo de jogo é esse?

É tudo, ué. As vezes alguém passa e diz: Quem quer jogo, quem não quer, quem cobra, quem paga e tudo mais. Gente chata com essa conversa! Lembram lá do 1? Aquele lá, do Bambam, o dançarino da vassoura que cozinhou a loira na primeira semana. Naquele tempo, era proibido. E continuou proibido. Assim foi até o Massumi dizer, na rede, pro Brazél todo se apavorar, que ele era um jogador de BBB. Nem foi o primeiro, claro, porque todos são, e sempre foram. E quem diz que não é, nem sabe o que fala. Mas Massumi foi um ícone, porque era um jogador de xadrez em um tempo romântico, que o Brazél adorava casais e tal. Era um momento de adaptação. Saca? BBB 1, 2, 3, talvez mais… Novelas interativas. Sabe? Pessoal tava acostumando com tudo aquilo e pronto. Era diferente porque era. Depois teve a fase dos sorteados, a representação do quem precisa mais, e o BBB passou de novela pra Porta da Esperança. E foi a pior fase, porque todo mundo já sabia quem ia ganhar antes de sequer o jogo (viu, o JOGO) começar. Daí nem era jogo, porque já estava tudo decidido. Certo? Errado. Também era jogo.
Porque se saber o resultado impede de jogar, podiam suspender o campeonato brasileiro. Reúne meia dúzia de ex-campeões, e sorteia entre eles. Espia lá, quem já ganhou. Tira o resto todo, que nunca vai ganhar mesmo. Que nada, jogo é jogo por isso mesmo. Se joga por jogar. Pra ganhar. Mas se não ganhar, vai de novo. Aí de repente, num passe de mágica o Brazél acordou e aceitou o jogo BBB. Aí ficou divertido, porque dava pra falar do assunto. Mas é uma evolução, tipo o filme aquele, que o macaco falou dos macacos e tal. Sabe? Então tudo isso de Brazél vai meio que evoluindo, mas vai devagarinho, porque é grande demais, e heterogêneo demais, e bem mais conservador do que parece, e tudo isso que a gente não sabe. Só acha que sabe. E demora. E hoje falar de jogo pode, e também pode combinar voto. Só não pode ser cavalo e falar assim ó: Vamos todos meter ele no paredão. Porque aí não deu tempo de a evolução chegar. E talvez nem chegue, porque a gente tende a meter o pau em quem se mete a besta. Ninguém gosta de prepotência. E todo mundo é, em um momento ou outro. Porque a gente precisa ser e tal. Mas se tiver na TV do Brazél inteiro, tem que evitar isso. Porque é assim que é.

Jogar é viver. Porque a vida é sim um jogo. E sem essa de coração bom e blá. Isso também é jogo. É pobre, é mais fácil, mas as vezes nem é culpa deles. É falta de dom pra fazer algo melhor. Já imaginou o Eliéser fazer o que a Talula fazia? Nunca. A Renatinha dar uma de Lia? Não dá. Simplesmente não dá, porque todos são diferentes e pronto. O que muitos ficam fulos da vida é que, quando um cara que pode, vai lá e faz uma cavalice. Ronaldo fez, e é visivelmente um cara articulado, e tal. Mas foi lá, se deixou influenciar, entrou no JOGO de outros e blam. Explodiu-se todo com 81. Ah, mas vê se pára com esse negócio de querer jogo. Paro não. Porque querer jogo é querer observar, pura e simplesmente, o que cada um daqueles malucos, pensou em fazer pra levar o milhão e uns grãos. Porque eles pensam assim. Ninguém mais entra lá e é o que é achando que o Brazél vai comprar e pagar a vista. Porque todo mundo é dono do milhão, e entrega pra quem estiver a fim, pra quem fizer por merecer. Então tem que fazer. Certo? Errado. Ninguém merece. Tem é que convencer o público que merece. De graça? Isso foi no 1, porque naquele tempo era assim. Conhece alguém que usa máquina de escrever? Nem eu. Evolução. As coisas mudam, e pronto.

O jogo muda. Cada vez fica mais evidente. E ninguém pode sair se mostrando. Combinar voto indiretamente não é safadeza. É anti-estupidez. Nem é esperto. É só não ser mongo. Porque quem faz na cara, leva chumbo. Aí não pode, e todo mundo sabe disso. Tem banana que vê BBB, e entra lá, e faz igual aos piores perdedores que o programa já teve. E aí? Aí que merece sair pra deixar de ser bocó, ué. Ah, mas isso é apoio aos fazidos. Nada. É apoio aos que tem o mínimo de noção. Número dois, todo mundo pede, todo dia. Mas não na frente dos outros, né? Aí não pode. Tem coisa que pode, e tem coisa que não pode. No BBB é a mesma coisa. O tempo passa, algumas coisas são aceitas, outras não. E o jogo é justamente esse. Convencer o público, ganhar o público, ter a simpatia e proteção do público, ser o mais carismático e conquistar milhões de advogados de defesa Brazél a fora. Esse é o jogo BBB, e cada avatar usa as armas que tem. Uns tem boas armas e usam, uns tem boas armas e não usam (esses a gente senta a borracha com mais prazer), e tem muitos, muitos outros que nem tem recurso. E as vezes, ganham assim mesmo. Igualzinho na vida. Cada um usa as armas que tem, pra vencer no jogo da vida. E não é o da estrela. Tem gente que joga só dentro da casa, tipo Talula. Ela sabia que não podia ganhar, porque não era o perfil. E jogava pra não sair. Talula foi uma das melhores jogadoras de BBB. Porque ela era muito boa manipuladora. Fazia sozinha, o paredão que queria. E nem precisava de poderes mágicos. Mas jogava só pra dentro, porque sabia que fora, não levava. E tava certa. E tem gente que joga só pra fora, porque sabe que tem perfil pra ganhar, e sabe como fazer isso, e sabe que precisa ir a muitos paredões pra ganhar. São as armas! Cada um…

E aí que você entende como tudo isso é genial e tal. Você muda mesmo. Você e a turma toda, e tudo vai mudando, e a concepção de jogo no BBB, e o que pode e o que não pode falar e fazer na cara do público. Em outros lugares, pode. Vai lá e pede o número dois, de porta fechada. Porque é assim que tem que ser e pronto. Ah, mas o Arti quer ser feito de bobo. Quero. E quero ser feito de bobo até descobrir isso. E quando descobrir, vou ficar rindo quieto, e nem vou contar pra muita gente. E quando mais gente descobrir, o avatar vai ser eliminado do jogo, e o jogo continua. E não adianta dizer que o jogo acabou. Porque só acaba quando termina. Pode virar um BBB 11? Pode. Não tinha jogo lá? Tinha. Mas era limitado. O 12? Eu jogo. Não é limitado. Esse Arti escreve demais, cara chato. Bueno, esse é o meu jogo.
Aqui na Província de São Pedro, tem uma peça (Tangos e Tragédias), que existe faz uns mil e duzentos anos. Tem todo ano, nas férias, um mês todo. E todo mundo vai. Muitas vezes. Dez vezes. E você chega lá, e vê o show idêntico, e lê a plaquinha na entrada:
Nós não mudamos, você é que muda.
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Let's play together.



Lá na “vida” real, sem Bial, Jonas continua puxando a praia. Yuri bateu, Jonas devolveu. Encarou, administrou, e saiu rindo. E Yuri, surtando. JM peca pela política excessiva, e isso deixa ele longe da cadeira de protagonista, pelo menos, por hora. Cowboy aparentemente, não vai. Teve a chance, uma, duas, mas não foi. Gaguejou pra Bial, ameaçou ir pra guerra, mas no front, se encerrou. Aí vem Jonas já sem paciência com Yuri, e começando a mostrar que medo não faz parte do seu dicionário. Será que a tribo da praia está se preparando para um novo líder?




