
É uma sensação estranha. E nova. Nova mesmo, do tipo, inédita. Sempre que começa um BBB, fico na torcida que a casa esvazie logo. Ou, pelo menos, se livre de uns e outros, que não colaboram em nada para a engrenagem de um BBB de sucesso rodar. E o engraçado, no 12, é que essa pressa sumiu. Tem a chata? É, tem. Tem o bomba-relógio? É, tem. Mas eles, assim como todos os outros, parecem ter seu papel nesse latifúndio. Então que olho pra composição da casa, e vejo um elenco bem escolhido, um elenco de sucesso. E aí tem uma prova de comida, que nunca ninguém dá bola, e ela faz o maior agito. E tem gente que reclama. Mas nem dá pra lembrar de outras provas de comida, porque sempre são tão... Sem sal. Nem dão o que falar. Essa deu. A produção colaborou, é verdade. Puxou forte. Mas quem fez a mágica, foram eles. O elenco.
Tá rodando a engrenagem. Tá rodando o 12. O elenco é bom, mesmo. Tem raça. Quer. Sabe? O elenco quer! E temos que gostar quando esse verbo acontece, porque é ele que move tudo. Mas acontece que não tem jeito. O paredão chegou, e mais cabeças vão rolar. Bora lá, ver como tudo isso começou.

O paredão sempre começa na terra da magia, pela mão dos anjos e dos magos poderosos. Jonas, o anjo, não teve nem o que pensar. E nem como fazer diferente. Fabiana foi sua dupla na prova, estava sedenta, raçuda, dirigiu, partiu com tudo e com ele deram um banho na outra dupla. Metade do tempo. Jonas levou um carro. Não teria o que pensar. A imunidade é da colega, sem qualquer outra possibilidade. Então passamos ao poder do mago, do líder, o que é inatingível, e indica uma das vagas ao momento da provação do BBB. JM indica Renata, escolha antiga, mantendo a linha de escolha por afinidades. Safaram-se as outras possibilidades, Mayara (Tribinhos), e Laísa (Yuri's girl). Então, do reino da magia, temos Fabi protegida, e Renata na parede.
E então vamos para os votos da casa. Ou nem vamos? Precisa? Quem manda na votação são os selvagens. Rafael articula, todos obedecem. Menos Renata, que votou na inimizade recém feita. Da selva, foram 5 votos em Jakeline, que está no paredão. Mayara terminou de enterrar a chorona. Aliás, Mayara, que presume-se ter certa inteligência, vota sem nenhuma. Ao invés de proteger o único lado que pode manter ela na casa por mais tempo, atira pra cima, sem se dar conta que ela está bem próxima da lista dos selvagens. Ronaldo foi lembrado, mas o segundo mais votado foi mesmo Yuri. Votado, e com dedicatória. Porque Bial fez questão de desenvolver, com quem citou Yuri, o motivo do voto. Produção querendo se livrar de mais uma bomba relógio no programa? Ou castigo pela provocação de mais cedo? "Não mexa com quem está quieto." Grita Yuri pra produção. Engraçado. A frase serviu perfeitamente, pra ele mesmo.
Ladies and Gentlemen!
Está no ar o perfil dos emparedados da vez no BBB 12, o Raio X da Artigolândia!

Aos Costumes!
Raio X: Renata
Ok. Vamos lá. A tarefa é difícil, mas vamos encarar. Qual o perfil de Renata? Olhos azuis? "Atirantes?" Preciso de um namorado? Ok, ok, sem tirar sarro no perfil. Renata é da turma das bonitonas, sempre temos várias, e o objetivo principal de sua seleção é a caçada. Ser caçada, na verdade. E Renata cumpriu bem seu papel. Foi logo caçada pelo Mister M J da casa, depois foi ignorada, e talvez aí resida sua força nesse paredão. Normalmente, as bonitonas sem jogo são presa fácil, e só ganham quando o oponente tem rejeição. Pois tem. Jake tem rejeição. E Renata, bem ou mal, recebeu uma ajudinha da produção. Recebeu sim. Jonas não ficou com ela na festa, ela fez o drama, chorou, e voltou. Pra festa. E teve o Cowboy, que na real, foi mais cômico-infanto-juvenil do que um problema ou briga séria. Foi meio... Patético. De ambos os lados. Ganhou votos de defesa? Ganhou com Jonas, talvez alguns com Cowboy. A questão é, serão suficientes? Então, Renata tem jogo? Não tem. Cumpre seu papel. E sobrevive dependendo do seu adversário.
Raio X:
Bem, lá vamos nós de novo. Chora demais, fala demais, grita demais, irrita demais. Dentro, e fora. Mas ela também joga, e comparando com sua adversária, joga demais. De novo, comparando, com sua adversária. Jakeline tem estratégia definida, segue a cartilha da coitadinha perseguida, e que já deu certo uma vez. Dará de novo? Talvez. A primeira vitória foi apertada, como bem disse JM, pela própria incompetência de Jakeline, que leva sua estratégia para níveis, digamos, insustentáveis. Nem as Anáticas iriam tão longe. É over em seu jogo, Jakeline. Contra um bom adversário, deve rodar. Renata não é uma forte adversária. A questão é, Renata, pelas condições atuais, se tornou uma boa adversária?

Torcidas e anti-torcidas. Então temos. Já temos, na segunda semana. Surpreendente, o BBB 12. Come quieto, diriam alguns. Os selvagens tem lá sua torcida, que acompanha Renata. Também o Trio das Tribinhos, tem lá sua pequena torcida. Individualmente? Jake é chata, e Renata é a bonitona isca de festa. Mas aí entra a questão do momento. Jake contina chata. E Renata foi ignorada na festa. E todo mundo sabe que mulher não sabe ser ignorada. Mas... Aceitam ver outra ser ignorada? Maria que o diga. É possível que seja um paredão parelho, é possível que a edição defina na segunda. O que parece, é que a vitória não deve ser folgada para lado algum.

Essa Ópera, é a ópera do malandro. Jakeline é a chata da casa, parece que sai, engana geral, e não sai. Mas não é porque ela é ótima que a vitória vem. Vem porque quem atira nela, atira mal. Se ela chora, se faz o jogo da perseguidinha, se existe um grupo grandão que vota em massa, declaradamente, abertamente, como se jogasse só pra dentro da casa, o que acontece? Acontece que os selvagens votam como selvagens. Falam, falam, e ninguém pensa. Caçar quem faz papel de coitadinha? E já teve sucesso com essa estratégia? Em dois paredões consecutivos? Santa inocência selvagem. A selva mandou para o abate, a sua própria carne. Ou dessa vez a chatice de Jakeline supera sua estratégia? Renata tem dois trunfos, Jake, um só. O de Jake, é o seu jogo, de coitadinha. O de Renata, apesar da besteira dos selvagens, é a chatice da própria Jakeline, e a ignorada de Jonas. Nesse paredão, apontar vencedor é jogo de azar. Quem tentar, tem 50% de chance de errar. Quer arriscar?
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