Na verdade, esse BBB sempre teve essa característica. Foi um detalhe que sempre esteve presente, aos nossos olhos, pelo menos. Que a casa parecia estar mais vazia. E desde o início, com toda a tropa lá e tudo. Não parecia ser o mesmo movimento habitual, a mesma "densidade populacional", sabe? Desde o primeiro dia, desde a primeira festa, a casa parecia estar bem mais vazia do que o normal. Normal lá, dos outros 11. Talvez a baderna inicial tenha sido menor, talvez a rápida separação dos grupos nos quartos e tal. Talvez a falta da Xepa, que deixou a casa grandona e blá. Mas o fato é que sempre tivemos essa impressão. De a casa do BBB estar mais vazia do que antes.

E agora o jogo já andou, e um balde de gente já foi ejetado e tudo, e a impressão só aumentou. Ontem, no Ravioli com azeite, ficou mais intenso ainda, a falta de intensidade. Sabe aquele clima de final? É, aquele, em que não há mais nada o que fazer, até os brothers do Bones já sabem que tudo está decidido, e a casa é aquela imensidão para três. Pois ontem, parecia aquele momento. Tinha um monte de gente ainda, mas parecia véspera da final. Um piu aqui, um miau ali, um beijo inimigo acolá, um rostinho de desânimo do outro lado, um desinteresse no andar de cima... A impressão que dá, é o que não dá. Não dá medo. Não dá armação. Não dá na cara. Porque esse é o momento de dar na cara. O medo de sair, o pavor de ir ao paredão, os olhos de quem está preparando o bote mortal, o sprint final.

O final tá longe, mas já chegou. Aí a torcida da selva ri e diz: Viu só, team-praia. Agora, curtam o spa-Brazél. Porque tá faltando uma energia ali, em todos os cantos. Tanto pra quem vai apanhar, quanto pra quem vai bater. Ou é tudo impressão? Ou é melhor ainda, e todos estão curtindo a ressaca que precede mais uma explosão? Porque a saída de Rafael aliviou a praia, aliviou Yuri, e nocauteou o resto. E aí vem a ressaca, moral, normal, e esperamos que não, fatal. A adrelina baixou, porque uma batalha terminou. Hora de recarregar, rever as estratégias, e programar o sprint final. Ou não?

Prova de rapidez, com percepção e sorte. Yuri levou bem, e deixou o jogo com alguma cara de mistério. Porque se o líder fosse praia, o suspense nem mesmo iria começar. Agora, existe uma possibilidade de o paredão não ser tão previsível como os últimos. O resultado, especificamente. Porque ou vai Kelly, ou vai JC. Possivelmente com Renata. E aí a penúltima dúvida que resta do programa, vai comparecer. A rejeição toda, aquela, exponencial, contaminou tanto assim as bobinhas selvagens? Aquelas que seguiam cegamente as ordens da alta direção? Como se comportaria um JC com Renata? E Kelly, será que a explosão de JM já foi esquecida? Hora de saber.

E Bial, menino mau, convidou o elefante pra festa entre Fabi e Cowboy. Ela ficou com medo. Ele gostou do assunto poder ser tocado. Por hora, o jogo é proibido. Resta saber o que acontece, se Bial fizer das suas, e insinuar que o caminho da vitória, passa por esse elefante...

Puxa aí, Bial. Coloca o elefante no meio da loja de cristal.

Imagens: Rede Globo de Televisão