E foi assim que a Selva ascendeu ao seu reinado. A glória da eliminação. O posterior festival de humilhação. É o BBB 12 com sua nova cara. Selvagem. Neste paredão, incrivelmente na segunda semana, o jogo fatalmente iria mudar seu rumo. Cedo demais, peculiar demais.
A produção conseguiu, nesta seleção, duas coisas importantes: Primeira: Não nasceu um participante campeão BBB miojo. O 12 não teve, e nem terá ganhador instantâneo, daqueles que lidera do início ao fim, como no 9, como no 10. Mas o 11 já tinha conseguido isso. Então vamos para o segundo ponto importante conquistado no 12: Os BBBs não estão lá fazendo vitrine. A maioria, pelo menos. Talvez o Jonas, talvez um mais, ou dois. Só. Os demais, estão lá pelo BBB, e para o BBB. Diferente do 11, que era a própria vitrine viva em busca de eventos pós programa. Foram sim duas coisas importantes, e fundamentais. A terceira, que levaria a mais uma edição épica, seria reunir pelo menos uns 3 ou 4 bons jogadores, e no mínimo 2 ótimos jogadores. Por hora, isso ainda não apareceu. Até pode, é difícil, mas pode, que a décima segunda ainda mostre algum player bom de bola. Talvez nos enxertados, se é que eles virão.

Mas o fato é que o segundo paredão mudou completamente a dinâmica do BBB 12. Mesmo sem uma divisão formal, o BBB 12 era uma selva unida, contra um amontoado de pequenas tribos e exércitos de um homem só. Tribos unidas, apenas, pelos aposentos praianos. E essa frágil divisão estava se testando, em guerra fria, tentando descobrir quem estava certo, e quem estava errado. Alguns flutuavam, esperando uma definição do público para ancorar seu barco no porto mais seguro. Então, o segundo paredão foi lido como essa definição. Lido erradamente. Lindamente erradamente, diga-se de passagem. Mas que mudou toda a dinâmica, mudou. E mudaria também, se Jake vencesse. Mudaria de outra maneira, como uma terceira via, mas mudaria a dinâmica atual, da mesma forma.
Agora, a Selva é quem manda na casa. O trio foi dissolvido, Kelly quer ser selvagem, Fabi já se rebaixou, e JC, bem... JC merece um capítulo a parte. Restam como contraponto JM e Cowboy. Cowboy menos, JM mais. E claro, já é o próximo alvo da selva. Acontece que JM também não é um exemplo de simpatia e adoção do público, a exemplo da estratégia fracassada de coitadinha, da Jake. Mesmo que JM saia, isso não significa que a selva é soberana. Só que, com uma eventual saída de JM, e a adoração à selva que se submeteram os demais, talvez não existam mais contrapontos. Só pontos, a serem eliminados, um a um, pelos selvagens. Personagens sem expressão, como Mayara. Mas a selva ainda pode ruir? Pode. Provavelmente aconteça. Também os adoradores recém submissos ainda podem perceber que se humilhando submetendo à selva, ainda assim serão eliminados até a extinção, e então reagir? Podem. Mas por hora, o tabuleiro do 12 ficou resumido ao poder da selva. Poder esse, que eventualmente até pode existir, já que os contrapontos são poucos, mas tudo isso, tudo mesmo, foi baseado em uma premissa errada. A derrota da estratégia de Jakeline, lida erroneamente como uma vitória da selva. Da Renata. Que vamos combinar. É uma força que nunca existiu, a da poderosa Renata.
Let's play, BBB 12.
Um momento antológico. Não pela importância dos personagens, que fazem parte do jogo, mas não dos vitoriosos de março próximo. O momento é antológico porque a humilhação foi fantástica. JC simplesmente ultrapassou a barreira do tapete aceitável, e protagonizou uma das cenas mais vergonhosas dos últimos BBBs. A derrota da estratégia da Jake, confundida na casa com vitória da Selva sobre a Praia, deixou JC em estado de desespero. O dicesariano que já vinha de agente duplo, destilador de duplicidade aqui e ali, mostrou todo seu pânico ao pedir perdão chorando para Yuri, por ter votado nele. Foi ainda mais longe, em cena poupada pela edição: Pediu teto pra Selva, e só faltou mesmo pagar o que fosse, pra ter uma carteirinha do clube selvagem. Um momento que envergonhou até mesmo Yuri. Antológico.
E o momento curve-se à Selva não foi privilégio do JM. Fabi também faz o número, e se torna a mais nova amiguinha da Renata. Lamentável. Um elenco com tanta raça, e nenhuma visão de jogo. Bial contou a eles, que a diferença estava na vírgula. Vencer na vírgula a chata de galocha da edição, é motivo para declarar vitória de um grupo? Na segunda semana? Mas é ainda pior. Os outros, se curvarem vergonhosamente ao grupo supostamente vencedor. Isso sim, é pior. E na segunda semana... A TV aberta mal decorou os nomes de todos os participantes, ainda. E o tabuleiro, já foi empurrado, mesa abaixo.
A esperança de um player que saiba jogar dentro e fora, fica mesmo por conta do casal que vem aí... Porque raça temos. Mas jogo, no BBB 12, é considerado uma combinação de votos em um quarto verde. Sem articulação, sem malandragem, e sem a doce leveza da malicia. Bora soltar as cobaias novas, Tio Bones? It's time.

