Laisa day.

71 comments

Rápida e rasteira. Assim foi a prova que tirou Laisa da condição de pegada do orientador de votos, e colocou ela como mais uma arma poderosa do namoradico Yuri. Agora, a selva pegou, mesmo. O já retalhado grupo da praia deu mais um passo rumo a sistemática extinção que se aproxima, e da qual somente o Cowboy tomou consciência. Foi o único que tentou, inutilmente, claro, alertar aos demais praianos que se acocar, agora, só mostra mais ainda, a bunda. Não tem remédio. Kelly tenta, Fabi tenta, JC rasteja, Mayara não existe, e até JM já está se entregando, à selva. Fica Jonas, rindo, e Cowboy, lendo. O jogo.

A liderança da selva coloca, se o anjo ou o big fone não interferirem, JM no paredão com Kelly. Se houver interferência, Jonas é o substituto de JM. E Kelly vai pra voltar, pois foi eleita pra fazer o serviço sujo: Eliminar o alvo preferencial da selva. Por hora, Fabi está salva, com agradecimentos ao Rafael, que colocou a Mama no colo. Pena a selva ainda não ter se dado conta do caminho trilhado por JC, o jogo réptil que sempre acaba da mesma maneira. Mas ainda é cedo, pra identificar esse jogo. Primeiro, os inimigos declarados, sempre.

Mais importante do que as decisões do Yuri, que domina totalmente esse paredão, é a posição da produção quanto a tendência do jogo. Deixando tudo como está, o jogo está fadado a um massacre e um jogo de tom único. Selvagem. O BBB 12 corre o risco de se tornar um passeio no parque. Já ficou claro que a produção é bastante simpática ao team selva, isso é notório. Mas será que está disposta a correr o risco de ver o jogo caminhar para um marasmo de uma só turma? Ou chegou o momento do big fone tocar, e levar um selvagem de arrasto para o paredão? Melhor ainda se for um frágil, tipo Yuri, que sai abanando da casa, trazendo de volta as dúvidas de quem é o dono da bola. Ainda mais longe. A zona de conforto da selva só seria definitivamente quebrada, com a perda de um integrante importante do time, e a entrada dos novos participantes. Se é que eles virão. Porque Bones adora mudar de idéia. Mas então o problema é a selva? Não, não é. O problema é uma música de uma nota só. Essa, não enche o salão.

Nem desfaça. A mala, JM. Esse, dificilmente continua na próxima semana. Não parece ter ganho a simpatia do público, definitivamente não ganhou a simpatia da casa, e nem era tão ruim assim. Bem, era chato. Discurso demais. Jogo de menos. Da liderança, direto para o corredor da morte. Triste fim de JM Quaresma. A menos que o triBunal aceite uma apelação, ou um anjo caia do céu. Ou esses dois fatores, se somem.

Sim, Bial, foi surpresa sim. Cowboy, o que corre por fora, até então a melhor leitura de jogo, e que, por hora, não é o alvo preferencial da selva. Aqui reside alguma esperança de jogo, embora contra a selva, sozinho, só se fosse o Predador. E com o equipamento de invisibilidade funcionando.

  • Alguém com saudades da jegue eliminada? Reveja a comemoração da Laísa, upada por Yuri.
  • Renata não engana ninguém. Ainda é Joanete. E Ronaldo ciumete.
  • Melhor da noite: Maradona é o presidente da Argentina.

 

Imagens: Rede Globo de Televisão

BBB 12 Selvagem

271 comments

E foi assim que a Selva ascendeu ao seu reinado. A glória da eliminação. O posterior festival de humilhação. É o BBB 12 com sua nova cara. Selvagem. Neste paredão, incrivelmente na segunda semana, o jogo fatalmente iria mudar seu rumo. Cedo demais, peculiar demais.

A produção conseguiu, nesta seleção, duas coisas importantes: Primeira: Não nasceu um participante campeão BBB miojo. O 12 não teve, e nem terá ganhador instantâneo, daqueles que lidera do início ao fim, como no 9, como no 10. Mas o 11 já tinha conseguido isso. Então vamos para o segundo ponto importante conquistado no 12: Os BBBs não estão lá fazendo vitrine. A maioria, pelo menos. Talvez o Jonas, talvez um mais, ou dois. Só. Os demais, estão lá pelo BBB, e para o BBB. Diferente do 11, que era a própria vitrine viva em busca de eventos pós programa. Foram sim duas coisas importantes, e fundamentais. A terceira, que levaria a mais uma edição épica, seria reunir pelo menos uns 3 ou 4 bons jogadores, e no mínimo 2 ótimos jogadores. Por hora, isso ainda não apareceu. Até pode, é difícil, mas pode, que a décima segunda ainda mostre algum player bom de bola. Talvez nos enxertados, se é que eles virão.

Mas o fato é que o segundo paredão mudou completamente a dinâmica do BBB 12. Mesmo sem uma divisão formal, o BBB 12 era uma selva unida, contra um amontoado de pequenas tribos e exércitos de um homem só. Tribos unidas, apenas, pelos aposentos praianos. E essa frágil divisão estava se testando, em guerra fria, tentando descobrir quem estava certo, e quem estava errado. Alguns flutuavam, esperando uma definição do público para ancorar seu barco no porto mais seguro. Então, o segundo paredão foi lido como essa definição. Lido erradamente. Lindamente erradamente, diga-se de passagem. Mas que mudou toda a dinâmica, mudou. E mudaria também, se Jake vencesse. Mudaria de outra maneira, como uma terceira via, mas mudaria a dinâmica atual, da mesma forma.

Agora, a Selva é quem manda na casa. O trio foi dissolvido, Kelly quer ser selvagem, Fabi já se rebaixou, e JC, bem… JC merece um capítulo a parte. Restam como contraponto JM e Cowboy. Cowboy menos, JM mais. E claro, já é o próximo alvo da selva. Acontece que JM também não é um exemplo de simpatia e adoção do público, a exemplo da estratégia fracassada de coitadinha, da Jake. Mesmo que JM saia, isso não significa que a selva é soberana. Só que, com uma eventual saída de JM, e a adoração à selva que se submeteram os demais, talvez não existam mais contrapontos. Só pontos, a serem eliminados, um a um, pelos selvagens. Personagens sem expressão, como Mayara. Mas a selva ainda pode ruir? Pode. Provavelmente aconteça. Também os adoradores recém submissos ainda podem perceber que se humilhando submetendo à selva, ainda assim serão eliminados até a extinção, e então reagir? Podem. Mas por hora, o tabuleiro do 12 ficou resumido ao poder da selva. Poder esse, que eventualmente até pode existir, já que os contrapontos são poucos, mas tudo isso, tudo mesmo, foi baseado em uma premissa errada. A derrota da estratégia de Jakeline, lida erroneamente como uma vitória da selva. Da Renata. Que vamos combinar. É uma força que nunca existiu, a da poderosa Renata.

Let’s play, BBB 12.

Um momento antológico. Não pela importância dos personagens, que fazem parte do jogo, mas não dos vitoriosos de março próximo. O momento é antológico porque a humilhação foi fantástica. JC simplesmente ultrapassou a barreira do tapete aceitável, e protagonizou uma das cenas mais vergonhosas dos últimos BBBs. A derrota da estratégia da Jake, confundida na casa com vitória da Selva sobre a Praia, deixou JC em estado de desespero. O dicesariano que já vinha de agente duplo, destilador de duplicidade aqui e ali, mostrou todo seu pânico ao pedir perdão chorando para Yuri, por ter votado nele. Foi ainda mais longe, em cena poupada pela edição: Pediu teto pra Selva, e só faltou mesmo pagar o que fosse, pra ter uma carteirinha do clube selvagem. Um momento que envergonhou até mesmo Yuri. Antológico.

E o momento curve-se à Selva não foi privilégio do JM. Fabi também faz o número, e se torna a mais nova amiguinha da Renata. Lamentável. Um elenco com tanta raça, e nenhuma visão de jogo. Bial contou a eles, que a diferença estava na vírgula. Vencer na vírgula a chata de galocha da edição, é motivo para declarar vitória de um grupo? Na segunda semana? Mas é ainda pior. Os outros, se curvarem vergonhosamente ao grupo supostamente vencedor. Isso sim, é pior. E na segunda semana… A TV aberta mal decorou os nomes de todos os participantes, ainda. E o tabuleiro, já foi empurrado, mesa abaixo.

A esperança de um player que saiba jogar dentro e fora, fica mesmo por conta do casal que vem aí… Porque raça temos. Mas jogo, no BBB 12, é considerado uma combinação de votos em um quarto verde. Sem articulação, sem malandragem, e sem a doce leveza da malicia. Bora soltar as cobaias novas, Tio Bones? It’s time.

Related Posts with Thumbnails