Começamos, mas não terminamos, de falar da terra mágica dos moais, dos rappa nuis, e da pequena ilha que te faz sentir um ar que não é igual aos outros. Seja por sugestão, pela sua história densa e trágica. Seja de fato pela magia que lá existe. Seguimos, então, por Páscoa…

Tahai, uma das fazendas.

Moai Tahai

 

Pukao, o chapéu que representava os cabelos

Essa vista, que pegou de surpresa um arco íris, é nos fundos do hotel.

 

A ilha tem uma única praia, no sentido areia e mar da palavra. É Praia Anakena. Linda, charmosa, e formada na dor de um castigo da natureza.

Moai na praia

- Por quanto você pode fazer, se eu levar essas cinco peças? Você está de férias, né? Sim. Então, se ficar dando desconto, não poderei tirar férias. E gosto tanto de férias quanto você. Nada como levar um toco em plena Ilha de Pascoa. Mas não desanime. Nas réplicas de Moais, e pequenos artesanatos é preciso barganhar, ou sair com um belo prejuízo. Já nas roupas e lembranças não é tão necessário. Os preços são bons, ao contrário dos artesanatos em pedra e madeira. Todos são simpáticos, e bons negociadores. O centro de Hanga Roa é pequeno, mas cheio de pequenas lojas. Artesanatos se compra no centro, nos parques se paga mais, mas também se acha peças diferenciadas. Não dá pra economizar umas moedas e acabar sem aquele Moai lindamente esculpido, que você não vai achar mais depois. Se quer dar de presente, leve muitos. Eu levei vários, e não consegui dar nenhum. Então, capricha na compra.

O comércio é complicado. Os mercadinhos são vazios, as mercadorias são caras e escassas. Tudo é difícil, e caro, de chegar até lá. Então, a feira é assim mesmo. Tudo jogado nos carros, daquele jeito…

Nos parques você sente um pouco a dificuldade de viver na ilha. Lá, os banheiros sem água a vontade te sugerem dar descarga no balde…dificuldades da ilha, de ser isolada, de estar longe de tudo. Só existe um posto de gasolina, e a energia elétrica é fornecida por 3 geradores que ficam no aeroporto. Dá pra acreditar? Pois é. Mas tenta imaginar outra forma de produzir energia em um lugar tão pequeno e isolado!

Ahu Tongariki

Ahu Tongariki

 

 

Akahanga

A plataforma em que eram erguidos os moais, chamada ahu, servia de altar no culto aos antepassados, e também como crematório. Os Moais, na verdade eram homenagem à personalidades da Ilha. Quanto mais importante o homenageado, maior era o Moai.

 

Foi em Páscoa que comi o melhor peixe da minha vida no Haka, que assim que terminar direito este post, que obviamente foi postado sem estar pronto, apresento ele melhor…

O segundo dia de Oitavas teve em campo uma das seleções mais poderosas dessa Copa. A Holanda. E não foi fácil pra laranja também. Muito pelo contrário, quase ficaram fora das quartas de final. Quem saiu na frente foi o México, tanto no placar, quanto no jogo. O primeiro tempo foi todo mexicano, a Holanda estava irreconhecível, após as diversas alterações propostas pelo técnico em relação aos últimos jogos. No segundo tempo a situação se inverteu. O México se encolheu, e Robben resolveu colocar a bola no chão. E aí, tudo mudou. Porque esses times que tem um gênio a bordo, são assim mesmo. Podem estar perdendo, e em menos de dez minutos virar e levar a vaga. E foi exatamente o que fez a Holanda. Com uma bela bomba do matador holandês, e um pênalti sobre o gênio laranja, a Holanda despachou o enjoado time do México.

O que se vê muito no Brasil, e menos nas outras torcidas, é essa expectativa alta, que sempre tivemos com o nosso futebol. E isso é orgânico e quase incontrolável. Simplesmente não aceitamos ter dificuldade pra vencer um jogo. Tem que passar, e com folga. E aí que a pressão na canarinho é gigantesca, dentro de casa. E a meninada chora e está prestes a explodir. Bom. Azar deles. Já que é quase incontrolável, eles que se virem ganhar a Copa dentro de casa. Já que está difícil pra todo mundo, que tem campeão caindo todo dia, que tem Holanda virando jogo nos acréscimos, que tem Argentina fazendo gol no Irã no finalzinho, que tem Alemanha embrulhada com Ghana, os amarelos que se virem. A Copa 2014 é maluca, equilibrada, difícil e surpreendente, mas tem que ser nossa.

A Costa Rica, a grande surpresa da Copa na primeira fase, depois liderar um grupo com três campeões do mundo, e mandar pelo menos um deles de volta pra casa, começou um pouco diferente. Sentiu, frente a Grécia, adversário bem mais fraco do que Inglaterra, Uruguai e Itália, mais dificuldade. Demorou pra ficar a vontade, acabou fazendo um gol, mas em seguida teve jogador expulso, por falta boba. E aí teve pressão da Grécia, e muita catimba da Costa Rica, e tivemos mais um jogo com final dramático. E nem é pra ser diferente. É Copa do Mundo. Vale título, por quatro anos, de melhor do planeta. É pra ter drama mesmo! E a punição foi quase a mesma do México. A Costa Rica se encolheu, levou o empate, e o jogo foi pra prorrogação. Essa Copa é pros fortes. Quem se encolhe, vai embora. Com dez em campo, a Costa Rica levou pressão nos trinta minutos. Foi uma meia linha, sempre no campo costa riquenho. Mas a Grécia não teve habilidade pra finalizar, e mais uma vez a decisão foi pros pênaltis. Aí, o castigo mudou de lado. Se pelo recuo da Costa Rica, a Grécia mereceu o empate. Pela incapacidade da Grécia decidir a partida em trinta minutos em que a Costa Rica se arrastou em campo, o goleiro da Costa Rica pegou um, e mandou a Grécia de volta pra casa. No fim, deu Costa Rica. Com castigo, mas deu.

Imagens: Portal G1